Arquivo de março, 2013

reiki

 

 

quando nascemos tínhamos um papa diferente

uma igreja diferente

e a fé católica apóstolica romana ainda habitava o imaginário sem maiores concorrências…

eis que crescemos

a igreja afunda em escândalos,

em ouro,

em ações que o banco do vaticano teima em esconder,

em lavagem de dinheiro,

em P E D O F I L I A…

muita vergonha para uma igreja que se diz sucessora do CRISTO.

Eita que se ele voltasse novamente teríamos o diálogo de OSHO REDIVIVO?

– Cristo preso por um padre

– Cristo acusado de atrapalhar 2.000 anos do negócio que está dando certo?

– Cristo novamente sendo crucificado agora pelos devidos católicos e não mais pelos indevidos judeus?

PapaFrancisco14.03.13

 

a resposta com Francisco ou talvez com Dom Hélder…

 

O verdadeiro cristianismo rejeita a ideia de que uns nascem pobres e outros ricos, e que os pobres devem atribuir a sua pobreza à vontade de Deus.

Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto porque eles são pobres, chamam-me de comunista.

Dom Helder Câmara

 

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o velho amigo de trinta anos me liga novamente,

com litros de cerveja no quengo,

animado e triste ao mesmo tempo, uma obra que só as cervejarias conseguem produzir em nossos cérebros.

preocupado o amigo, ralha de novo com o seu casamento trintão e passa a detonar um cunhado distante,

talvez uma boa obra de ficção,

pois ao que me consta o amigo é filho único,

pois vai…

anuncia ele que a irmã está vivendo há mais de uma década com um mala, mentiroso, prá lá de qualquer adjetivo,

parece crônica de Nelson Rodrigues,

a vida prevaricada, a vida como ela era,

nem sei o que dizer,

mas eu nem consigo dizer nada,

o amigo diz que a irmã descobriu uma vida inteira de traições, mentiras, abandono afetivo , abandono dos filhos,

desse cara que é , pasmem, supostamente o marido dela,

ainda.

apanhado no maior flagrante ainda saiu atirando antes de bater a porta,

desanimado o amigo diz que a irmão vai perdoar,

aí eu entro pesado,

como um rinocerante,

amigo,

em dias modernos, uma mulher independente vive assim nesse abandono, abandonando os filhos em tempo real

é porque é tão bandida quanto o homem.

cúmplica,

parceira,

tão sacana quanto o sacana.

viver dependendo da manutenção do status quo é viver num estacionamento confortável.

e na vida, digo eu ao amigo exaltado: não existem estacionamentos confortáveis.

 

 

PS – para reflexão do amigo, da irmã e de todo mundo que conheço:

Sentir-se amado

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. “Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho”.

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. “Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato.”

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.

Martha Medeiros