Arquivo de novembro, 2011

Torpedaço de Edgar Mattos.

Publicado: 30/11/2011 em Poesia

DEUS, SEGUNDO SPINOZA 


“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo  mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.

O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.

E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?

Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações?

Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.

Baruch Spinoza.

 

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“Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.” –
Caio Fernando Abreu.

Para Magna Santos,Edgar Mattos, Arsênio Meira, Tadeu Rocha, João Carlos, André Gustavo, Oswaldo.

Eu tenho amigos poetas

Tenho amigos poetas

que  chegam em versos,

em

 gestos elegantes.

Eu tenho amigos poetas

que sabem quando

bile é bala

bala é doce

amor no ponto

ódio nunca.

Eu tenho amigos poetas

que encantam sempre,

todo dia

todo palavra

toda mensagem

toda música.

Sempre presentes

como o céu

e a terra.

Como a vida, a luz

e a respiração.

Eu tenho amigos poetas

que sabem de mim,

são meu coração em mim

e velam pela minha paz.

Minha bússola,

sem eles:

eu andaria só,

a vida seria estreita,

os nós apertados,

a voz embargada,

a comida, fria.

Eu tenho amigos poetas

e eles estão sempre perto,

e meu coração

quando os vê

vira óasis

em pleno deserto.

PS – A música da minha vida são meus amigos. Eles regem com a minha família o meu maior e único tesouro: a razão de eu estar vivo. Nem o trabalho ocupa este lugar. Nem poderia. Só há um lugar na terra onde vivo em paz: é o lugar onde habitam meus amigos e mesmo distante deles, nunca me separo. E mesmo só, nunca me sinto triste. Porque quem tem um amigo tem um tesouro. E assim a gente pode cair e levantar, errar e pedir perdão e seguir adiante. Porque para mim este é o sal da vida. Amém.

NESSA HORA NINGUÉM LEMBRA (Por Fred Magalhães).

Nessa hora ninguém lembra de Edson Miolo, Ângelo, Adriano Magrão, Negretti, entre outros;

Nessa hora ninguém lembra do zagueiro Toninho, que passou mais de um ano no DM e depois foi para o Figueirense sem jogar nenhuma partida sequer;

Nessa hora ninguém lembra que Kuki, Márcio Barros, Eduardo, Tuta, Davi, entre outros, ainda estão no elenco do Náutico;

Nessa hora ninguém vai lembrar que a contratação do chileno Chuck Gonzales foi só pra provocar o Sport;

Nessa hora ninguém vai lembrar que a regularização de Chuck González demorou 65 dias;

Nessa hora ninguém vai lembrar do balanço de 2008, onde faturamos R$ 25 milhões (ou seja, quase 2,1 milhões/mês), tinhamos uma folha de R$ 600 mil e ainda fechamos com um rombo de R$ 7 milhões;

Nessa hora ninguém vai lembrar de Márcio Bittencourt;

Nessa hora ninguém vai lembrar que perdemos Felipe (com contrato até o final de 2009) sem ganhar nenhum real;

Nessa hora ninguém vai lembrar do nigeriano Nwoko;

Nessa hora ninguém lembra que temos 40 “atletas” no elenco (O São Paulo tem 27);

Nessa hora ninguém lembra do “Caso Wellington”, onde o garoto ganhava R$465,00, jogava de titular e só tentaram renovar o contrato faltando 30 dias para terminar;

Nessa hora ninguém vai lembrar que contratamos Acosta, mesmo depois de tudo que ele fez, e pra completar, estava “bichado”;

Nessa hora ninguém vai lembrar do que Somália falou dos nossos dirigentes quando foi dispensado através da imprensa;

Nessa hora ninguém lembra que este ano temos o maior faturamento da história do Náutico;

Nessa hora ninguém lembra de Dudu Araxá, que o diretor Hélio Monteiro falou que “tirou” do Cruzeiro com muita competência;

Nesta hora ninguém vai lembrar da Champs;

Nessa hora ninguém lembra que lançamos uma campanha de sócio faltando 8 rodadas para o rebaixamento;

Nessa hora ninguém lembra que a mensalidade do sócio é R$ 70,00 (a do Avaí custa R$ 30,00);

Nessa hora ninguém lembra que o presidente vendeu 4 mil ingressos para torcida do Flamengo em um jogo de vida ou morte;

Nessa hora ninguém lembra que logo depois da venda de Gilmar, a diretoria já estava fazendo jantar de adesão para arrecadar  “fundos”;

Nessa hora ninguém se lembra que o Avaí, o Barueri e o Santo André têm cotas no clube dos 13 bem menores que a nossa;

Nessa hora ninguém lembra que na 2ª rodada após o roubo do Botafogo/RJ o diretor (Hélio Monteiro) foi às rádio e TV dizer que aprovava a indicação de Wagner Tardelli para o jogo contra o Santos;

Nessa hora ninguém lembra das críticas que Eduardo Araújo e Gustavo Krause fizeram no meio do ano chegando ao ponto de Krause “enviar” uma carta aos céus para o nosso Eládio de Barros Carvalho;

Nessa hora ninguém se lembra que o nosso diretor de planejamento, acreditem, é Marcio Borba, aquele mesmo que nos rebaixou para a 3ª divisão em 1998;

Nessa hora ninguém se lembra que ficamos todos chateados quando no início do ano a imprensa brasileira declarou por unanimidade que o Náutico seria um dos clubes rebaixados;

E mesmo assim tem gente falando que a culpa do nosso rebaixamento é do clube dos 13, CBF, máfia do apito, etc…, de todos! Menos do AMADORISMO da nossa diretoria.

Por: Fred Magalhães

 

PS – O que mudou no texto? A menção a Waldemar Lemos (nesta época foi um desastre mesmo) e a perda de Diego Bispo que voltou.

Tirei as perguntas propositalmente , mas as estou destacando aqui.

Destaquei porque nem tudo foi decepção. De todos os ítens elencados, apenas dois foram reformados. É assim que se dirige um clube?

       A   POLÍTICA É MUITO DINÂMICA…

                                                           Por EDGAR MATTOS

O deputado Cintra Galvão, com base eleitoral em Belo Jardim, era   (parece que ainda está em atividade ) um típico representante da classe política. Pragmático, não conhecia limites de qualquer natureza na sua disputa pessoa lcom os Mendonça pela hegemonia daquele município.

Certa feita, fez séria denúncias contra o Presidente da autarquia municipal mantenedora da Faculdade de Formação de Professores de  Belo Jardim. Instaurado o inquérito e apurada a procedência das irregularidades apontadas, procedeu-se ao afastamento do presidente daquela instituição.

Como Presidente do Conselho Estadual de Educação, á época, acompanhei de perto esse processo. Pois bem. Alguns anos depois, estava eu Secretário de Educação, quando surge em meu gabinete o deputado Cintra Galvão, acompanhado de um rapaz em favor do qual vinha ele postular uma contratação como professor.

Aqui, tenho que explicar. A Constituição de então não exigia o concurso como forma de provimento dos cargos públicos, vigorando o vergonhoso “critério” da indicação política cujos malefícios para o ensino,  nós, os técnicos, procurávamos atenuar, exigindo dos candidatos o preenchimento de alguns pré-requisitos mínimos,  evidenciadores de uma certa competência profissional. (x)

Olhando mais atentamente para o tal rapaz pareceu-me que ele não me era estranho. Como reconheço não ser bom fisionomista, chamei o deputado de lado e indaguei:

– Deputado, desculpe perguntar mas esse seu candidato não é aquele ex-presidente da autarquia educacional de Belo Jardim, afastado do cargo por improbidade administrativa em decorrência de suas próprias denúncias ?

Ao que o deputado, com irretocável  cinismo, confirmou:

– ´É ele mesmo, Secretário, mas como o senhor sabe a política é muito dinâmica…

É claro que, mesmo com esse argumento tão forte, o pedido do deputado não foi atendido. Talvez porque o Secretário não fosse tão “dinâmico” como a política…

( Dedico esse “causo” ao momento político do ClubeNáutico Capibaribe, um exemplo de dinamismo …)

(x) Em 1985, fiz realizar um Concurso Público para provimento de cargos do Magistério,  restabelecendo uma prática interrompida durante quinze anos.

Muita Gréa no feicibuki. E por aí vai. Mas essa meus amigos eu gostaria de deixar num quadro. Não é nada não é nada. Não é nada mesmo.

Mas valeu para aprender com Inter e Grêmio que brigam em campo e fora dele se juntam para buscar cotas iguais nos patrocínios.

Um dia veremos isso por aqui?

MENINO BOM – Paulo Wanderley, Gustavo Mendes e Armando Ribeiro. Co-responsáveis pelo desastre administrativo e político do Náutico em 2010 e 2011

Beatriz Accioly

1 – Planejamento no início de 2010

Foi contratado Guilherme Macuglia para assumir o Náutico no pernambucano e também Gustavo Mendes como diretor remunerado. O time montado era terrível e o treinador não passava confiança. Resultado: Guilherme Macuglia foi demitido após 11 jogos.

Náutico x Araripina (Final de Janeiro)
Glédson; Diego Bispo, Ramirez e Vinícius; Denis, Derley, Márcio Tinga, Dinda e Zé Carlos; Carlinhos Bala e Rodrigo Dantas. Técnico: Guilherme Macuglia.
Náutico x Vera Cruz (Final de Fevereiro)
Glédson; Tinga, Ediglê, Vinícius e Altemar; Hamilton, Nilson e Helton Luiz; Thiaguinho, Geílson e Philip. Técnico: Alexandre Gallo.
Náutico x Vitória-BA (Final de Março)
Gustavo; Daniel, Diego Bispo, Ediglê e Rafael Forster; Gomes, Tinga, Dinda e Zé Carlos; Bala e Meneghel. Técnico: Alexandre Gallo

“Torcida do Náutico organiza protesto” –

“O intuito do grupo é se deslocar até a sede do clube com baterias, bandeiras e carro de som. A ideia da manifestação já recebeu mais de 200 comentários na comunidade de torcedores do Náutico no Orkut.”

Para quem não lembra: o protesto realmente ocorreu, um pouco antes do jogo contra o Central. (04/04/2010)

2 – Contrações para o PE
“Diretoria. A montagem do time foi péssima. Os jogadores tidos como experientes estão com a carreira em declínio, vide Ediglê e Vinícius. Geílson foi trazido por uma boa temporada no Santos em 2004 ou 2005 — já faz tanto tempo que é normal não lembrar. Além disso, o velho erro: trazer jogador com problema de contusão. Dênis veio depois de quase um ano sem fazer uma partida oficial, e terminou dispensado menos de três meses depois.”

Fonte: Blog do Torcedor. 31 de Março de 2010.

Menções honrosas: Márcio Tinga (Crystal-AC), Rodrigo Dantas, Igor e Rafael Foester e Gustavo.

Náutico x Santa Cruz (Semi-final)
Glédson; Derley, Diego Bispo, Vinícius e Zé Carlos; Hamilton, Dinda, Ramirez e Carlinhos Bala; Geílson e Rodrigo Dantas.

3 – Patrocinador Master –

Março 2010
“Segundo presidente, e ao contrário do que informou o site oficial do clube, o patrocínio não é máster até o fim do Campeonato Pernambucano. A questão é: o Náutico ainda não fechou com o patrocinador máster, e enquanto não acertar a marca Feijão Turquesa vai ficar estampada na frente da camisa alvirrubra.”
Setembro de 2010
“O patrocínio máster está muito próximo de ser fechado, segundo o vice-presidente de marketing do Náutico, Roberto Varella. “Tá para fechar, bem encaminhado. Quarta-feira deve ter a definição”, disse.
Novembro 2010
“A temporada já está no final. Em campo, o Náutico só terá atividade até o final do mês – no dia 27 se encerra a disputa do Brasileiro da Série B. Mas só agora o Náutico fechou o patrocínio master para a camisa com o banco Bonsucesso. A partir da partida com o Icasa, sábado, nos Aflitos, a marca já estará estampada no uniforme alvirrubro.“

4 – Copa do Brasil 2010
Como resultado do planejamento do início do ano, o Náutico tomou de 5×0 do Vitória (futuramente rebaixado) e foi eliminado vergonhosamente. Já no comando de Alexandre Gallo.
“O Náutico foi eliminado da Copa do Brasil 2010 de forma humilhante. Tomou um 5 x 0 do Vitória no Barradão na noite desta quarta-feira. E podia ser 7, pois o Rubro-negro baiano perdeu dois pênaltis.”

Repórter da TV Clube/Band foi agredida dentro das cabines de imprensa por ninguém menos que Paulo W e Berilo Jr. Os dois embriagados.

5 – Confusão com a imprensa
“Nada justifica a tentativa de agressão à repórter da TV Clube, Taluama Cabral, por parte do vice-presidente alvirrubro, Paulo Wanderley, e o presidente Berillo Júnior, que invadiram a cabine de imprensa reservada à emissora.”

OBS: O náutico divulgou uma nota oficial sobre isto:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogdotorcedor/canais/noticias/2010/05/02/nota_oficial_do_nautico_69843.php

6 – Planejamento da Série B
Excelentes contratações, vide:

César Prates (Joinville-SC), Andersom Paim e Evando (Mirassol-SP), Thiago Marin (Uberaba-SP), Joélson (Santa Cruz), Walter e João Henrique (Botafogo-SP), Wescley, Francismar (Ipatinga), Bruno, Giovanni e Cristiano (Altético-MG), Erick Flores (Ceará) e Tiago Lima (Belo Jardim) etc.

Menções Honrosas: Wilton Goiano, Jeff Silva, Erivelton, R. Pontes e Max.

Náutico x Vila Nova (19ª Rodada)
Glédson; Wilton Goiano, Diego Bispo, Vinicius e Zé Carlos; Walter, Tinga (Anderson Paim), Giovanni (Henrique) e Francismar; Cristiano (Thiaguinho) e Tiago Lima.
Técnico: Alexandre Gallo.

7 – Salários atrasados

“A dispensa de Carlinhos Bala do Náutico aconteceu numa ocasião em que o jogador foi cobrar o pagamento de dois salários atrasados. […]Lembrou também que o mês de junho está terminando, e em breve serão três salários atrasados.”

“O volante Hamilton esteve nos Aflitos […] O jogador não escondeu que o motivo foi a falta de pagamento de salários.[…]O volante disse que o Náutico deve dois meses de salários e que, se não entrar em acordo com a diretoria, vai procurar seus direitos, ou seja, acionar a Justiça. (18/10/2010)

Diante das vaias generalizadas da torcida, César Prates disse:
“A gente está aqui suando a camisa. Os caras (torcida) não entendem isso. A diretoria disse que é um mês atrasado, mas são três meses. Acabou a palhaçada (mentira da diretoria)”. (20/10/2010)

8- Campanha de sócios fracassada
“[…]À mesa, estiveram presentes o presidente do clube, Berillo, o vice-presidente de marketing, Roberto Varela, o superintendente de marketing, Marcelo Furtado, e Fábio Cavalcanti, diretor da Arcsoluções. Eles fizeram a explanação da campanha, a conclamação para que a torcida alvirrubra chegue junto e revelaram que a meta é saltar, no quadro de sócios em dia, atualmente na casa dos 3 mil torcedores, para 10 mil.”

Sócios do Náutico: menos de 4mil. Uma nova tentativa foi lançada em 2011. Nº de sócios: menos de 4 mil

9 – Luta contra o rebaixamento
“O técnico Roberto Fernandes foi contratado para comandar o Náutico na Série B e no Campeonato Pernambucano de 2011.[…] Esta é a terceira passagem do treinador no clube — a primeira na Série B.” 01/10/2010

“Amargando quatro derrotas consecutivas – e dez revezes seguidos em jogos fora de casa – o Timbu apresenta um aproveitamento preocupante, já que é pior do que o conquistado no mesmo período pelo time do Santa Cruz, por exemplo, rebaixado à Série C em 2007.”

“Confuso dentro e fora de campo, o Náutico foi goleado pelo Paraná, por 4 a 1, na noite desta terça-feira (19), nos Aflitos[…]Com uma alteração de última hora no time, ocasionada por um temor de que o meia Erick Flores estivesse irregular para atuar por uma possível suspensão automática.”

“A apenas seis rodadas do término da Série B do Brasileiro, a distância do Náutico para a zona de rebaixamento nunca foi tão curta. Somente dois pontos separam o alvirrubro, o 16º colocado, do Ipatinga, o 17º”

Náutico x Brasiliense (38ª Rodada)
Bruno, Flávio, Walter, Diego Bispo e Jeff Silva; Henrique, Ramirez, Elton e Erick Flores; Geílson e Bruno Menegel. Técnico: Roberto Fernandes.

10 – Crise fora de campo

“[…] A causa foi a decisão do Conselho Deliberativo de rejeitar o balanço financeiro do segundo ano de mandato do ex-presidente Maurício Cardoso[…] O fato causou mal-estar entre atuais dirigentes e colaboradores, que não concordaram com a decisão e temem ser investigados por práticas tidas, por eles, como “normais” no mundo do futebol.” […]Outro que saiu em defesa de Maurício Cardoso foi o atual vice-presidente Paulo Wanderley, que foi vice-administrativo na gestão do ex-mandatário. “O que aconteceu foi o maior absurdo que já vi no Náutico. Abriu-se um precedente para que as pessoas de bem se afastem. Da maneira que as contas de Maurício foram rejeitadas as nossas também serão”, revelou.

Stanley Kubrick                                           

Perfeccionista, gênio, excêntrico, misterioso, tirano, recluso. Esses são alguns dos tantos adjetivos destinados a um dos maiores cineastas da história. Estou falando de Stanley Kubrick.

O menino do Bronx nasceu em 26 de julho de 1928, era avesso aos estudos, mas, desde cedo, já imaginava o que iria fazer. Ainda adolescente, começou a trabalhar na revista Look como fotógrafo. Poucos anos depois, se envolveu com aquilo que o faz ser lembrado até hoje: o cinema.

Na sétima arte, dirigiu 16 filmes, 13 deles longas de ficção. Em 46 anos de carreira, deixou praticamente uma referência em cada gênero. Do épico ao terror, passando pelo drama, romance, comédia, ficção científica, entre outros.

A primeira superprodução foi Spartacus (1960), um divisor de águas em sua trajetória. Convidado por Kirk Douglas, com quem trabalhou no bem-sucedido Glória Feita de Sangue (1957), para substituir o diretor Anthony Mann após uma conturbada demissão. Enquanto concluía o épico, Kubrick teve divergências com Kirk, impedindo de pôr algumas de suas idéias no projeto. Desde então, Stanley decidiu que não iria mais realizar filmes em que não tivesse o controle.

Isso o fez mudar de país. A Inglaterra foi o seu destino. Lá, adaptou para as telonas um ousado romance do escritor russo Vladimir Nabokov: Lolita (1962). Na história, um professor de francês se apaixona por uma menor. Dois anos depois, fez uma brilhante sátira à Guerra Fria com Dr. Fantástico. Gostou tanto de Peter Sellers (“Lolita”) que decidiu chamá-lo novamente. E, desta vez, o comediante se desdobra em três personagens.

Em 1968, veio aquela que talvez seja a sua maior obra e também a mais enigmática: 2001 – Uma Odisseia no Espaço. Com imagens bem poderosas, Stanley consegue criar o espaço e a superfície lunar bem próximos da realidade, um ano antes de o homem chegar à Lua, o que ainda impressiona. Tudo isso ao som de “Assim Falou Zaratustra” e “Danúbio Azul”. Sem dúvida, um marco da ficção científica.

Outro filme maior, Laranja Mecânica (1971) causou muita polêmica quando de seu lançamento. Inspirado no livro homônimo de Anthony Burgess, o longa se passa numa Inglaterra do futuro e narra a vida de Alex (atuação memorável de Malcolm McDowell), um jovem gângster que nutria grande apreço pela música de Beethoven e ao mesmo tempo promovia diversos tipos de crime. Kubrick foi acusado por gente da época de incitar a violência.

Após tantas fitas não convencionais, surge Barry Lyndon (1975), da obra de William Makepeace Thackeray. Aqui, faz um delicado estudo de ascensão e queda de um pobre irlandês do século XVIII, Redmond Barry (Ryan O’Neal). Um trabalho artesanal, com o uso de uma lente que pegou emprestado da NASA para captar as imagens com iluminação natural e à luz de velas.

Cinco anos mais tarde, realizou O Iluminado, longa saído do livro de Stephen King e que se tornou uma influência no terror. Jack Nicholson encarnou o escritor Jack Torrance, encarregado de cuidar de um hotel nas férias, levando consigo mulher e filho, este um garoto sensitivo. Mas, com o isolamento, Torrance se vira contra a sua família, perseguindo-os.

No ano de 1987, expôs sua visão sobre a Guerra do Vietnã através de Nascido para Matar. E após um hiato de 12 anos, trouxe o último filme, De Olhos Bem Fechados, com o badalado casal hollywoodiano Tom Cruise e Nicole Kidman. Stanley Kubrick faleceu em 7 de março de 1999, vítima de um enfarte.

 

Houldine Nascimento é Estudante de Jornalismo e autor do excelente Blog do Dine (http://blogdodine.wordpress.com)

E autor da frase mais nobre e digna de fair-play no feicibuqui, depois de semanas escutando as gozações com porteiros e portarias:

“Náutico chama os seus torcedores para fazer recall das camisas com o seguinte texto: Ô rubro-negro o sonho acabou, prá serie A sou eu quem vou”. Devidamente parabenizado em dobro. Avis Rara na torcida do Sport. Junto com o irmão Arsênio. E mais não digo.

Saboreiem Kubrick pelas mãos do mestre Houldine.

A de ATITUDE.

A de AMOR.

A de AÇÃO.

A de ACESSO.

A de AMIZADE.

A de ASCENSÃO.

A de APRIMORAMENTO.

A de NÁUTICO POHA !!!!!!!!!!!

Y   E   S

Em 1967 surgiram os primeiros grupos do chamado rock psicodélico. Destes, o principal representante era o PINK FLOYD de Syd Barret,mas um ano depois,essa proposta foi levada muito mais adiante com o surgimento do YES. Mais que um som “viajandão”, eles criaram um estilo que incluia no rock elementos do jazz e principalmente da música erudita que deram margem ao aparecimento de vários outros grandes grupos,inclusive o próprio Pink Floyd (sem Barret e com Gilmour). Na falta de outro rótulo,cunhou-se o termo “rock progressivo” pela onipresença dos sintetizadores de última geração. Se o estilo exigia certo “virtuosismo” dos músicos,o YES seria a apoteose desse virtuosismo. Só para se ter idéia,vejamos seus dois membros fundadores: JON ANDERSON tocava apenas mais de 30 instrumentos musicais,aliás, foi o que fez em seu primeiro disco solo (ainda nos tempos do grupo), mas no YES limitava-se às funções de compositor e cantor (com sua voz aguda e rouca,beirando o feminino). Já o super-baixista CHRIS SQUIRE, foi flagrado em um vídeo dando um tremendo “pito” nos músicos da orquestra que os acompanhava. A política ali parecia não admitir “músicos bons”. Tinham de ser no mínimo “melhor que ótimos”. Nem é preciso citar que a rotatividade era enorme, entrando e saindo gente aqui e acolá,certamente por desentendimentos de todos os tipos. Antes de relacionar a formação mais bem sucedida da banda,vale nominar alguns “monstros” que chegaram e se foram e voltaram (alguns destes): Tony Kaye (tecladista),Patrick Moraz (tecladista),Alan White (baterista),Peter Banks (guitarrista) e até mesmo o multi-tecladista gregoVangelis, que andou colaborando nos discos mas Jon Anderson preferiu formar com ele a dupla JON & VANGELIS num projeto paralelo de muito,muito sucesso.

Curiosamente, dos 2 primeiros discos (Yes Time And A Word) , as músicas que ganharam público e crítica foram as versões de AMERICA (Simon & Garfunkel) EVERY LITTLE THING (Beatles) com arranjos diferentes,arrojados e ousados. THE YES ALBUM (1971) agradou em cheio, começando a delinear o som do grupo e as primeiras defecções. Nesse ponto da história, com a entrada de dois novos músicos o YES chegou à sua mais brilhante formação:
JON ANDERSON: vocal.
CHRIS SQUIRE: baixo.
RICK WAKEMAN: teclados.
STEVE HOWE: guitarras.
BILL BRUFORD: bateria.

Com esse time,o YES lançou seus 2 albuns mais brilhantes, alcançando reconhecimento mundial, ombreando com o PINK FLOYD no reinado “progressivo”.FRAGILE trazia os hits Roundabout e Long Distance e duas faixas curtas e belas que exibiam a magia de RICK WAKEMAN (Cans and Brahms) e de STEVE HOWIE (Mood For A Day). O disco seguinte,CLOSE TO THE EDGE,seguiu os mesmos passos com a faixa título ocupando todo o Lado A num superlativo espetáculo de beleza e competência.  De quebra ainda tinha a comovente And You And I. Canção de elegância erudita sem ser pretenciosa.
Já na excursão que promovia estas duas pérolas o baterista BRUFFORD pediria as contas,sendo substituido por ALAN WHITE. Por sua vez,RICK WAKEMAN tinha acabado de lançar seu trabalho solo,paralelo ao grupo, chamado THE SIX WIVES OF HENRY VIII. O sucesso inesperado do album (que tinha a participação dos outros membros do YES) obrigou-o à apresentações exclusivas do disco,afastando-o posteriormente,quase (prá variar ele ia e voltava de tempos em tempos) definitivamente da banda.

O grupo continuou gravando e excursionando (e trocando de músicos) com trabalhos irregulares e outros brilhantes. A música SOON até virou trilha de novela e os albuns GOING FOR NO ONE e TORMATO resgataram a credibilidade do conjunto mesmo no auge do movimento punk rock. Mais adiante,o grupo foi a estrela máxima da última noite do primeiro ROCK IN RIO (1985),fechando o evento, calçado por seus clássicos e pelo então recente sucesso da balançada canção OWNER OF A LONELY HEART.

Acreditem,mas o YES nunca acabou,nunca chegou ao fim digamos,oficialmente. Seus membros continuam a produzir trabalhos solos,shows e trilhas sonoras para filmes mas, inventaram um tal PROJETO UNION. Ou seja,a cada intervalo de 5 anos (parece) se reunem ,ensaiam e saem em excursão pelo mundo. Há sim, sempre com JON ANDERSON e CHRIS SQUIRE. Os outros,são os mesmos que entravam e saiam da banda,claro.

(*) No dia 05 passado, o Sábado Som completou um ano de vida. Parabéns a João Carlos. Temos um livro. Com certeza. Agradeço ao Broda a confiança , o esforço, o carinho, o empenho, em religiosamente , todo sábado , nos ter presenteado com textos excelentes e muita música.

Do Blog (Duplipensar.net) = http://www.duplipensar.net/

“Duplipensar” é um dos componentes da obra-prima de George Orwell, o livro 1984. Nesta obra, escrita em 1948 e publicada no ano seguinte, Orwell compõe uma distopia (utopia negativa) onde os cidadãos são vigiados todo o tempo pelas teletelas (aparelhos que transmitem e captam voz e imagem) sob a liderança do Grande Irmão. Em todos os lares dos integrantes do Partido, cafeterias, indústrias e praças as teletelas transmitiam a ideologia do Partido, mas do que isso, elas captavam todos os movimentos de seus filiados. O Grande Irmão zela por ti, repetiam as teletelas seus feitos e conquistas. Está explicado porque o programa se chama Big Brother.

Duplipensar é um termo da novilíngua (newspeak). Uma redução do idioma inglês usado oficialmente e baseado em unir e destruir palavras para que o pensamento fosse cada vez mais igual. A cada edição o dicionário de novilíngua diminuia, e, a resistência ao Partido na mesma proporção.

Através do controle da realidade o Partido tem o controle do presente  e do passado. O protagonistaWinston desafia-o tentando mudar o futuro do megabloco da Oceania, ele tem de lutar contra a realidade, o medo das pessoas em mudar o status quo e seu próprio duplipensamento.

Réquiem para uma quinta-feira futura.

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O Planeta Azul onde você se encontra neste momento e não sabe o quão é importante é a sua vida, é o local onde vicejam escritores(Edgar Mattos), terroristas, músicos (passei batido o dia 22 vai aí Broda João o meu abraço), poetas (Arsênio, Magna, Tadeu Rocha), ditadores, policiais, virgens, tarados, pedófilos, amantes, crianças e seus pais exemplares (muita gente mas vai aí um abraço para André Gustavo), velhos, novos, novelhos, velhonovos, ratos, baratas e cartolas. E políticos?

O Planeta Azul onde você se encontra, tem um país ao sul do Equador. Na linha imaginária que divide os trópicos…

Numa Avenida de um dito Conselheiro existem alguns clubes.

Um deles é o Country. Os outros findam…

Não sei o que o findar quer dizer quando me refiro a sonhos…

Mas findar é um verbo miserável.

Nós findamos na estação lá do Hubble e não tem escapatória.

Nós findamos de volta prá casa de qualquer jeito.

Aqui é apenas uma viagem. Curtissíma, belíssima e ínfima.

George Orwell previu que em 1984 o mundo seria cheio de teletelas, a polícia do pensamento, o duplipensar.

Winston se rebela. Winston se apaixona. Winston se estrepa.

De sonhos e utopias já se estrepou meio mundo de gente.

Por isso me calei em respeito aos amigos e a George Orwell. O homenageado de uma quinta-feira futura.

Que já imagino como sendo a volta dos que nunca sairam. Ou melhor: como se fazer bem a maldade sem olhar a quem.

Uma meia dúzia de menos de meia dúzia. Um nada no meio da multidão. Uma insignificância de pessoas. Mas que calam uma multidão.

Que proeza. Que poder fantástico. Quanta arquitetura política para se permanecer derrotado sendo vencedor.

Se paradoxo fosse nome de clube este nome seria o clube desse paradoxo.

Se perde para se ganhar. Se divide para se conseguir o poder sem alternância. Se dança para se engessar. Se afunda pela ilusão do crescer.

Nas derrotas se pode analisar a índole de um povo.

A Alemanha do pós-guerra. A Inglaterra de Churchill. O Japão que nasceu da bomba e que Gil cantou tão bem.

E onde morreram mais de cem mil humanos. Iguais a nós. Em poucos segundos. Duas bombas.

Já vi cair bombas por aqui. Já vi bombas serem pagas por todos nós. Já vi gente morrer sonhando.

Já vi gente nascer sofrendo.

São 50 anos dos quais 40 e um tiquinho está na mão de uns titicas.

Uns pequenos. Como diria minha vozinha: uns pequerruchos e uns borrachos. Mas que fazem um mal danado.

Eita vida Severina. Ai meu deuzio diria Luiza , minha eterna babá e até hoje cabelinhos brancos, aparece de vez em quando por aqui.

Nas derrotas eu vi um povo bonito, cantando, dançando e passando alegre Chicobuarqueanamente (obrigado Magna) dando a volta por cima e esquecendo que nos vidros blindados aqueles pequerruchos riam em meio a fartura.

Fartura de abraços de urso. Fartura de apertos de mãos infiéis. Fartura de reuniões às escuras. Farturas de contas escondidas.

Fartura de falta de vergonha.

Fartura de falta de amor.

Pois não é que de tanta fartura a gente ainda não se enfartou?

Quem dera meu Deus que antes da minha triste partida, eu possa ver uma névoa e um amanhecer.

Tá muito difícil.

Mas o Dom da Paz nos legou: “Quanto mais negra a noite, mais se aproxima a madrugada”.

Então não tem como não dizer que SIM é a resposta a todo NÃO que encontramos nesses encontrinhos às escondidas.

Nessas duplas feitas às coxas. Às cegas. Ligeiro como quem rouba.

Nossos sonhos…

Torpedaço de Edgar Mattos.

Publicado: 20/11/2011 em Poesia

                              MEU RUIM CABELO BOM

 

           Por EDGAR MATTOS

 

Antes que os politicamente corretos me patrulhem antecipo-lhes que percebo o viés racista dessa arbitrária classificação dos cabelos. Isso porque hoje já estou  devidamente instruído sobre os discutíveis critérios dessa preconceituosa qualificação capilar. Não era assim na minha adolescência quando, para mim, cabelos eram apenas algo a pentear. E, é exatamente sobre essa minha pragmática preocupação que versa esta crônica situada no contexto daqueles meus  verdes anos.

Naquela época usava eu o penteado que me fora imposto por minha mãe. Repartido de lado, à esquerda, com um topete pelo lado direito, certamente algum modelo copiado de algum artista de cinema. Mas, para meu desespero, nessa fase de despertar da vaidade,  esse meu penteado logo logo se desfazia assim que os cabelos secavam e o vento os arrepiava. É que meus cabelos eram finíssimos e, mesmo com o auxílio de um pouco de Glostora – o fixador da época, não conseguiam se manter compostos, sobretudo os daquela trunfa facilmente desalinhada ao sopro da mais ligeira brisa.

E aí, para meu maior desgosto, a comparação era inevitável. Os penteados dos meus  mais íntimos amigos de adolescência permaneciam sempre inalteráveis. Nada os arrepiava. Isso – confesso – me causava uma profunda inveja. Mais que isso, cheguei mesmo a ter vergonha dos meus cabelos. Foi quando alguém me informou, sem qualquer propósito de menosprezo, que, quando eu corria jogando futebol, meus cabelos oscilavam para cima e para baixo ao ritmo de minhas passadas. Que problema ! Realmente, tão preocupado fiquei com esse vexame dado por  minha indisciplinada cabeleira, que passei a usar um gorro, oportuno recurso para me poupar do constrangimento de ter cabelos assim tão…………………..ruins !

Daí que, tempos mais tarde, fiquei muito surpreso um dia quando me revelaram que esses meus cabelos assim tão finos  quanto rebeldes eram considerados, por científica regra sociológica, “cabelo bom”. Em oposição,  aqueles dos meus amigos, outrora tão invejados por mim, porque fixos, inabaláveis, à prova de vento, eram classificados como “cabelo ruim”.Vejam bem quão relativos são esses critérios de qualificação. Como o bom pode se afigurar ruim e vice-versa.

De qualquer forma, nada como o tempo para resolver nossos problemas. Com o passar dos anos, uma progressiva careca foi se alastrando testa a dentro em minha cabeça de tal sorte que já não tenho que me preocupar muito com penteados. Portanto, situação definitivamente solucionada.  Por consequência, para meu alívio, já não tenho que enfrentar aquela transcendental questão da minha classificação capilar. Atualmente ela também restou sem maior sentido. Afinal, hoje em dia, posso dizer com absoluta segurança, sem o menor constrangimento: meus cabelos não são nem bons, nem ruins. O que eles são mesmo é …………………inexistentes !

 

Macunaíma

 

Comédia, 110 min. Direção e roteiro: Joaquim Pedro de Andrade. Com: Paulo José, Grande Otelo, Milton Gonçalves, Jardel Filho, Dina Sfat.

 

                       

Grande Otelo na pele do anti-herói

 

Os anos 60 foram mesmo de ouro para o cinema nacional graças à efervescência do Cinema Novo e suas belas produções. Macunaíma se inclui nesse contexto. O filme de Joaquim Pedro de Andrade é uma adaptação da obra do consagrado escritor modernista Mario de Andrade. A saga, todos já sabem, é sobre um anti-herói (ou herói) que nasce preto e vira branco. Suas primeiras palavras são ditas apenas aos 6 anos de idade: “Ai, que preguiça!”. Junto com os irmãos, sai da selva em direção à cidade grande, aprontando todas.

A história sofreu uma espécie de atualização. A índia Ci, por quem Macunaíma é apaixonado, virou uma guerrilheira (Dina Sfat). Ela detém o muiraquitã, amuleto da sorte. Ao morrer, a pedra por acaso para nas mãos do industrial peruano Venceslau Pietro Pietra (Jardel Filho) e o herói tenta reavê-la de todas as formas.

Uma fita incomum dentro do Cinema Novo pelo tom bastante debochado e que chegou a influenciar o realizador alemão Werner Herzog em O Enigma de Kaspar Hauser (1974) quando da frase “Cada um por si e Deus contra todos”. Apesar das inovações, Joaquim Pedro de Andrade teve a preocupação de manter o espírito mario-andradino da coisa. Ele mesmo é quem faz a apresentação do filme, explicando durante 1 minuto a rapsódia brasileira.

Embora tenha enfrentado problemas com a censura da época, Macunaíma fez bastante sucesso. Grande Otelo encarna com maestria o herói de nossa gente na sua primeira fase, preta e infantil, assim como Paulo José na fase branca e adulta. Um clássico nacional, considerado o maior filme do diretor e que resistiu bem ao tempo.

 

Houldine Nascimento é estudante de Jornalismo e autor do excelente Blog do Dine (http://blogdodine.wordpress.com).

Torpedaço de Luiz Maia.

Publicado: 19/11/2011 em Poesia

 POR ROSANA JATOBÁ.

O insustentável preconceito do ser! Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.

Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso: – Recomendo um passeio pelo nosso “Central Park”, disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só! -Então estarei em casa, repliquei ironicamente. -Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente. -A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista? -Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem “farofa” no parque. -Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos. -Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar…

De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.

Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os “Paraíba”, que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a “Cabeça chata”, outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste. Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável. Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava: -O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte: “O teu cabelo não nega, mulata Porque és mulata na cor Mas como a cor não pega, mulata Mulata, quero o teu amor”. “É ofensivo”, diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem. A expressão “pé na cozinha”, para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala. O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta: “Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra ‘niger’ para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim: ‘Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe’…que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo). Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan ‘black is beautiful’. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém”. Será que na era Obama vão inventar “Pé na Presidência”, para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje? A origem social é outro fator que gera comentários tidos como “inofensivos” , mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir: – A minha “criadagem” não entra pelo elevador social ! E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, “viado”, maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo? Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente: – Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque! Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino: -Só podia ser loira! Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco: – Só podia ser judeu! A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia … Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: “O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem”. Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano. A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável. O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade. Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado: -Só podia ser mendigo! No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover: -Só podia ser bandido! Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.
PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos.

Rosana Jatobá – jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo.

 

 

 

 

O Náutico tinha 99,6% de chances de subir. Agora tem 101%.

JÁ SUBIMOS. SOMOS DA ELITE NOVAMENTE.

Durante os últimos dias, o exercício preferido foi tirar onda com o Sport e ouvir a arrogância dos torcedores do Vitória.

Torcedores baianos que diziam que iam ganhar as duas partidas, tomar a nossa vaga e ser vice-campeões.

E por fora, correndo como azarão, o Sport dependendo de ganhar as duas últimas partidas (já ganhou uma) e dos tropeços alheios.

E tudo conspira para que também tenhamos outro time na primeira divisão: o time do irmão Arsênio, Clávio, Houldine.

Houldine que parabenizei lá no feicibuki e parabenizo aqui. Arsênio que parabenizo agora.

O feito deles é louvável.

Sinceramente, pelo futebol de hoje vi que minhas coronárias estão perfeitas.

Não comento o jogo de forma alguma.

Só que perdemos. Mas , subimos.

Pelo conjunto da obra.

Com pouquíssimo dinheiro , treinador limitado e time bis in idem.

Subimos com 16 jogadores.

Raríssimas contusões, expulsões e amarelos.

Estamos com o artilheiro do campeonato.

E se hoje a zaga andou rateando, tivemos uma das melhores zagas da série B.

Agora é que são elas;

2012.

Já se fala em QUARENTA MILHÕES.

Minha gente. Meus amigos.

Eu prometi e cumpro.

Nada de eleições.

Mas pensem bem.

Vejam que é dinheiro para nos manter na ELITE e aspirarmos uma SUL-AMERICANA POR EXEMPLO.

Uma COPA DO BRASIL.

De cara entrarmos competitivos para disputarmos com chances reais e grandes o PERNAMBUCANO 2012.

Então está dado o recado.

ELEITOR ALVIRRUBRO QUE PASSAR PELO FUSCA POR FAVOR DIVULGUE A IDÉIA.

PENSE NO NÁUTICO COM CARINHO.

PENSE QUE VEM MUITA GRANA E QUE A RESPONSABILIDADE AUMENTA GEOMETRICAMENTE.

Agora me desculpem.

Estava sem grana para chegar no SPETTUS, com Daniel, Ana, Gabi e Bela. QUINHENTOS MANGOS.

Dá não.

E estou apartidário.

Então em casa mesmo fiquei. Ficamos. SUBIMOS.

AGORA DE NOVO PARA ENCERRAR:

VOU PARA O BAR MAIS CARO DO BRASIL. TOMAR UNS BONS CHOPPS E UNS “PASTEL”. VIVA O NENO. VIVA O TIMBÚ !!!

N – Á – U – T -I – C – O !!!!!!!!!!!!!

PS – A CENA DO TORCEDOR DO VITÓRIA CHORANDO NO BARRADÃO ME COMOVEU. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

PS II – Voltei, pois Daniel me lembrou ( ele é o homem dos números aqui do blog, o nosso Adethson) que já o Vitória subiu com 59 pontos em 2007.

PS III – O técnico Mazolla (serão dois elles?) ouviu vozes do além. E eu vou lá discutir com os espíritos?

AMÉM.

L U L U    S A N T O S

Antes de mais nada é preciso reconhecer que estamos falando de um músico superlativo. Um guitarrista certeiro e afiado que sabe, como poucos, utilizar seu instrumento musical para adornar uma canção com absoluta sensibilidade, seja numa balada, num rock incendiário ou no estilo chamado “mid-tempo” ou “levada” (seu favorito). Suas influências percorrem caminhos não tão ortodoxos. Dificilmente um garoto fã de Jimi Hendrix e Jimmy Page termina caído de amores e se auto-proclamando primeiro discípulo de George Harrison. Mas de certa forma faz sentido, uma vez que ao começar à esboçar suas primeiras canções, LULU redescobriria a função da guitarra não apenas como solo, mas podendo ir além, como instrumento que pode fazer uma música crescer e brilhar mais intensamente. Para  ele os trechos de guitarra passaram a fazer parte da canção (como uma outra composição paralela) e não apenas um “improviso” no meio da canção.

Quando começou a estudar música aos 12 anos, LUIZ MAURICIO PRAGANA DOS SANTOS, como cantaria mais tarde, não era bom de bola nem o bamba das ciências exatas, e muito menos contava com a aprovação do pai militar, que queria ve-lo seguindo os seus passos nas Forças Armadas. A saída foi fugir de casa antes de completar o colegial e zanzar pelo Brasil com um bando de hippies.Voltou ao Rio de Janeiro aos 19 anos decidido à viver de música e já com o nome artístico, Lulu Santos, deixando para trás seu nome de dono de Cartório. Não tardou à montar a banda VELUDO ELÉTRICO que, entre apresentações e shows durou um ano. Novamente noutra banda chamada VÍMANA que flertava com o rock progressivo, teve como companheiros dois músicos que como ele, no futuro desenvolveriam carreiras solos com sucesso: LOBÃO e RITCHIE. As pretensões estilísticas do grupo não se “afinavam” com o som que ele pretendia desenvolver, assim, partiu para uma carreira solo.

Antes de chegar ao disco com o boom do rock brasileiro dos anos 80, Lulu ralaria um bom tempo atuando como “free lancer” em shows e albuns de vários artistas enquanto burilava suas próprias canções e seus “rockzinhos antigos”, e até escrevia artigos para a revista Som Três. Apresentou à gravadoraWEA sua parceria com Nelson Motta, TESOUROS DA JUVENTUDE que obteve um discreto sucesso. Seguiram-se dois estouros nas paradas; TEMPOS MODERNOS e a singela balada havaiana COMO UMA ONDA que colocaria definitivamente o artista entre os grandes da época.

Melodista hábil, captou muito bem as tendências da “new wave” acrescentando à formula, seu conhecimento do pop dos anos 60. Sozinho ou com diversos parceiros (Nélson Motta, Antônio Cícero, Ronaldo Bastos, Hebert Vianna, Gil, Sérgio Souza e Fausto Nilo) escreveu canções que colariam no consciente coletivo. Melodias agradáveis, aparentemente simples mas com harmonias bem urdidas e letras sem pretensões filosóficas porém nada pueris.De Repente, Califórnia por exemplo, parece narrar as “futilidades da mente de um surfista” e é isso mesmo. A canção foi encomendada para um filme. Produzida com a mesma naturalidade da bela, adulta e reflexiva  CERTAS COISAS . Citar todas as grandes canções de Lulu, tomaria todo o texto mas algumas delas vêm logo à memória como A SEREIA; CASA; TUDO BEM;  TODA FORMA DE AMOR; NORMAL.SINCERO, TUDO AZUL.ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE ,ÚLTIMO ROMÂNTICO, A CURA e TEMPOS MODERNOS.

Um dos poucos sobreviventes daquela fase histórica, assistiu o sumiço de artistas e bandas descartáveis e o fim de muita gente boa que o destino cuidou de levar, e volta e meia se recicla e ousa empreitadas “diferentes” como suas releituras de canções próprias e de outros colegas no CD eletrônico feito em parceria com o DJ MARCELO MANSUR, “EU E MEMÊ,MEMÊ E EU” de 1995. Outro projeto muito bem sucedido foi o DVD/CD Duplo ACÚSTICO MTV, retrabalhando seus clássicos com rara competência.

Na verdade, LULU encontrou seu caminho e segue com serenidade seu estilo, longe de competir ou repetir seus colegas contemporâneos e outros craques da MPB. Prefere, não raro, colaborar com a turma. Casado (até hoje) com a bela e exótica jornalista SCARLET MOON, o garoto cinquentão LULU SANTOS“não quer abafar ninguém, só quer mostrar que faz rock também.”

Normalmente quando eu entro em um debate, em blogs alheios, procuro me conter.

Quer dizer , de uns tempos prá cá.

Antes o pau cantava. A gente vai aprendendo. Afinal ponto de vista é só isso: um ponto.

Estava lendo um bom artigo no excelente blog Acerto de Contas.

Um professora da UFPE fala sobre comer carne e elabora suas teorias contra os carnívoros e a destruição do planeta.

Não vou resumir o texto que é bem escrito e tem lá sua dose de razão (até certo ponto e a professora é muito educada).

E postei lá que não me via naquele contexto e que um bife caia muito bem com uma salada e que carne de porco era celestial.

Antes , informei que como carne moderadamente.

Choveram comentários de todo tipo e o meu era apenas um deles. Um reles comentário.

Até a própria professora respondeu ao meu comentário educadamente o que respondi.

Aí a porca torceu o rabo. Ou a vaca, ou o perú, ou o peixe. Sei lá. Como diria Millor: phudeu!!!

Uma Vegana surgindo não sei de que planeta, me chamou de hedonista. A outra desejou-me estupro para mim e para os meus familiares.

Então pensei, vou responder na boa, passo no feicebuqui e detono aqui.

Afinal briga só dentro de casa. Na rua já passou o meu tempo de moleque.

E surgiu um bate-bola extraordinário com André Gustavo que colocou comentários e fotos prá lá de fantásticos, bem humorados , felizes e oportunos.

E Flávio Mello ainda botou uma vaca fazendo as necessidades na grama: Veganos minha comida caga na sua . Desculpem, mas eu ri bastante.

Ri dessa situação porque se não rimos pior para as nossas coronárias.

Ri também porque Jesus disse: O MAL É O QUE SAI DA BOCA DO HOMEM.

Prá mim carne, seja ela vermelha, branca, de peixe, de frango, cupim, maminha ou fraldinha ou picanha me dão proteínas, vitamina B12 e aminoácidos.

O homem cresceu , evoluiu, o seu cérebro se desenvolveu graças a proteína animal.

Ou não é verdade?

O chato dos ecochatos é que eles tem ódio de quem não comunga dos seus pensamentos.

Essa ecochatice, esses vegetarianismos absurdamente retóricos e mal resolvidos são um saco.

Viram religião. Viram fundamentalismo.

Conheci um restaurante macrobiótico aqui em Recife, no final dos anos 80, em que um pai foi tirar o filho de lá de dentro desnutrido, perturbado, pronto para uma clínica. O rapaz vivia só no arroz integral, fazendo uns jejuns malucos e o pai o resgatou.

Recuperado, aprendeu que de tudo se pode comer. Com moderação e equilíbrio.

Acho que essa é a receita.

E mais não digo.

PS – Oportunamente o Broda diagnosticou o problema das Veganas: falta de carne… se é que vocês entendem kkkkkkkkkkkkkk

PS II – A maior vantagem da comida macrobiótica é que, por mais que você coma, por mais que encha o estômago, está sempre perfeitamente subalimentado.

Millôr Fernandes

Berlusconi caiu. “Berluscome” segundo o Macaco Simão. O comentarista político mais sério deste país de quarta divisão.

Enquanto a Itália pode rolar sua dívida de Quatro Trilhões (quanto é isso gente?) ele deitou e rolou. Mesmo . Na boa. Que a Itália tem um quê de Brasil que não se explica. Só a Máfia é que não deu certo por aqui…

A Europa geme. O Euro balança. E por conta das” ekipeconomicas” como diria o famoso jornalista Elio Gaspari, os políticos vão renunciando, perdendo eleições, minguando , porque um continente que envelhece com ótimas condições sociais, precisa ter alguém para continuar bancando.

Não é justo depois de 30, 35, 40 anos, você continuar pagando e recebendo tão pouco como no Br. Na Zona do Euro ( Zona com z maiúsculo) as aposentadorias são com menos tempo de serviço, com valores muito maiores e com uma assistência médica invejável. A preços quase nulos.

Só que a população encolheu. As famílias encolheram. Na Alemanha, há cidades em que os casais tem animais domésticos e nenhum filho.

E aí os Turcos tomam na cabeça, os Árabes tomam no barbante, Maomé sai em quadrinhos, as mulheres não podem usar seus véus. Bairros inteiros tomados por estrangeiros. Que foram muitos, mas muitos mesmo convidados a servirem de mão-de-0bra nordestina nas São Paulo de lá.

Enquanto festejamos a volta de alguns irmãos lá do Sudeste em busca de empregos aqui na nossa região, por lá tenta-se devolver populações inteiras de estrangeiros para os seus países de volta.

Resultados & Capitalismo – Eleições.

Esta fórmula está mais velha do que a linha de produção da Ford.

Seu Henry era rochedo. Hoje talvez mandasse para a China suas fábricas.

E nós?

Vamos exportar nossos políticos?

Não sei , só sei que por enquanto o consignado aqui está dando no toitiço, as lojas vendem bastante, os imóveis pipocam de preço, paga-se uma fortuna por 50, 60 m2. Dois quartos + 1 reversível. Vai ver o preço. O limite é a renda. Quando topar a bolha estoura.

Quem apostou ganhou e se picou.

Quem vai apostar um conselho: aposte não. Teime, mas não aposte.

O que você tiver segure. Não venda.

Dinheiro? Na velha e boa poupança ou no velho e bom CDB.

Imóvel? Construa enquanto puder. Na planta nem vantagem existe mais.

Carro é passivo. Sempre. Nunca um bem. Sempre uma despesa.

E mais não digo. Que a República da Jaqueira me trouxe esse cadinho de inspiração. Um cadinho só.

Mas me deixou alegre.

Vamos nessa.

Abração a todos. Boa segunda-feira.

Ops.

Eleições? Com a palavra Mauro Shampoo , próximo entrevistado do Fusca falando nos 73 anos completados hoje.

Então viva o Íbis. Que está sempre na divisão de elite de todos nós.

PS – Sem compreendermos o capitalismo não podemos compreender a sociedade humana da maneira que ela atualmente existe.

George Bernard Shaw

 

PS II – Rochedo total. Essa é no gogó gugú. Pegando carona no tema para suavizar a noite. Que beleza:

 

Comentário do Ano.

Publicado: 15/11/2011 em Poesia

” Por vezes tenho a impressão que os cães estão um degrau adiante de nós na cadeia da evolução…”

   EDGAR MATTOS.