Arquivo de dezembro, 2009

Um brinde a 2010.

Publicado: 31/12/2009 em Poesia

 

Feliz Ano Novo
Glückliches Neues Jahr
Nytar
Feliz Año Nuevo
Felicigan Novan Jaron
Heureuse Nouvelle Année
Feliz Aninovo
Shaná Tová
Happy New Year
Felice Nuovo Anno
Akemashite Omedetou Gozaimasu

 

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

PS – Para as famílias nossas ,santas ,amadas, de cada dia. Para os amigos/irmãos que a vida presenteia sempre de surpresa. Em qualquer tempo:

Arsênio Meira Filho e Belly. O mestre Roberto Vieira e família. Os mestres Lucídio e família. Carlos Celso e família. Francisco Avelar e família. Emmanel Júnior e família. Durval Valença e família. João Carlos Mendonça e família. O mestre Edgar Mattos e toda sua família.Carlos Henrique e família. Washington Vaz, Newton Pinheiro, André Gustavo, Rafael Alves, João Luís (janjão), Luís Felipe Holder (Garibaldo). A todos os demais irmãos do “blog do Roberto” que se eu fosse enumerar, passariam de 100 tranquilamente, mas que o querer bem é do mesmo tamanho. Me perdoem por não nominá-los. Mas saibam que valeu a pena caminhar ao lado de vocês em 2009.

PS II – Ana Luiza, me mostra um poema escrito em papel de telex(novinho) , quando ainda namorávamos e pedi autorização a ela para publicar aqui. Pois o tema é sugestivo. E me motivou pegar o papel, e nele sentir todo o sabor de uma época muito boa e diferente. Que valeu a pena:

 

 

M U D A N Ç A S

 

é um tempo novo

em que te vejo mais bela,

não adiantou fugir deste signo.

as coisas mudam e nós pertencemos

ao transitório.

não passamos de sinais refletidos nos céus

alegorias do infinito,

fantasias dos deuses.

mas me esqueço neste barco

e largo todas as perspectivas,

o que importa é

tão somente viver,

como num naufrágio

a vida por um fio…

e essa imensa esperança

de te encontrar e me salvar do caos,

eterna estrela da manhã.

(22/05/1990)

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Vindo do batente. Festa de amigo secreto. Livros, cds, etc etec. Sempre bom.

Risadas. Comidas. Refrigerantes prá vida não ficar tão careta.

Um bom vinho. Um whisky . Saí driblando.

Prá voltar correndo prá casa. Na minha sina de buscar meu coração , que está sempre por aqui.

Ana avisa: – tem encomenda prá você. De Arsênio.

Abro o livro. O tesouro. O cartão. Na medida.

Cada palavra.

Amigo presente. Amigo transparente.

Que me presenteia com o melhor de todos. Há quem  de lá de cima duvide.

Mas com certeza ,um dos maiores que há neste universo, onde tateamos no escuro, catando palavras, tentando entender a genialidade de Carlos, Clarice, Leminski, Cecília, enfim.

Obrigado meu amigo.

Espero ainda este ano, leminskianamente  ,no Neno ou em algum lugar onde a gente possa se encontrar, enviar mensagens do bandido que sabia latim. E amava Alice.

 

PS –

viver é super difícil
o mais fundo
está sempre na superfície

Paulo Leminski

Há Momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

Clarice Lispector

 

PS – Ai daqueles
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram
que a mágoa nova
virasse a chaga antiga

ai daqueles que se amaram
sem saber que amar é pão feito em casa
e que a pedra só não voa
porque não quer
não porque não tem asa

Paulo Leminski

Água Marinha.

Publicado: 29/12/2009 em Poesia

O Profeta

Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão:
Que haja antes um mar ondulante entre as praias de vossas almas.
Encheis a taça um do outro, mas não bebais na mesma taça.
Dai de vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.
Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vos estar sozinho,
Assim como as cordas da lira são separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia.

Dai vossos corações, mas não confieis a guarda um do outro.
Pois somente a mão da vida pode conter nossos corações.
E vivei juntos, mas não vos aconchegueis em demasia;
Pois as colunas do templo erguem-se separadamente,
E o carvalho e o cipreste não crescem a sombra um do outro.

Khalil Gibran

PS – Ela Eu vivo o tempo todo com ela
       Ela Eu vivo o tempo todo pra ela

         Minha música
Musa única, mulher
Mãe dos meus filhos, ilhas de amor
Cada ilha, um farol
No mar da procela, ela
Ela
Ela que me faz um navegador
Sobretudo ela
Ela que me faz um navegador

Gilberto Gil

PS – Sem palavras. Hoje bodas de água marinha. Saindo com Ana Luiza. Segunda-feira e a semana começa melhor do que eu pensava. Esquecido marido achando que o bom tinha acontecido apenas no feriado e esperando uma semana pesada. Que nada. O criador gosta de nos surpreender. Ontem de noite os filhos já me olhavam diferente e eu (réu confesso amigos, réu confesso) não sonhava o tamanho da minha distração. Até que Daniel , na bucha, pai! Já comprou o presente de mainha, tem poema? Vão sair prá onde? Eu já já, tudo certo…rsrsrsrs No trabalho às pressas o acerto de contas (não o blogue) o acerto mesmo. As desculpas ou meias mal arrumadas e tudo certo. Porque o amar é assim mesmo , todos nós sabemos que só aprendemos amando e errando e amando e caindo e levantando e trupicando, que no fim está certo. Se não está certo, como diria o pai de Fernando Sabino, é porque não chegou ao fim. Então tá. Com licença. É hora de cuidar do meu amor.

AMOR

Amor, então,
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.

Paulo Leminski

Receita Federal…

Publicado: 28/12/2009 em Poesia

Drummond … Gracias !

Publicado: 27/12/2009 em Poesia

 

 

 

Cortar o tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente

Carlos Drummond de Andrade

 

PS – Depois de um feriadão desses, sabendo que o ano termina quinta-feira, eu topo qualquer marola, tsunami, dor daquelas de estalar o ouvido, porque foi muita felicidade. Nada mais do que eu sempre sonhei. Nada menos do que cada pessoa que amo merece. Por isso a vida, com suas curvas malucas e estradas esburacadas, sempre nos apresenta uma surpresa, algo novo, cheio de uma vitalidade estonteante, balança o equilíbrio, sacode o conforto, expande a mente, alarga os horizontes. Muito bom. Família, amigos, gente. Tudo da mesma matéria de Deus. Amém.

Comentários e poemas.

Publicado: 27/12/2009 em Poesia

… amanheceu numa graça tão especial nosso lar, um sábado em que saí com minhas duas filhas (o meu filho ficou com Ana cuidando da festa-surpresa da caçula), vimos
um bom filme, nos divertimos e o melhor depois…
a festa, a porta aberta sorrindo prá ela e as famílias lá, todas dos lados todos, enfim uma felicidade no aniversário que nos enche o coração do calor das pessoas…
um domingo que amanhece sem ressaca…
ainda de manhã cedo assisto o filme Coração Vagabundo . Caetano Veloso em pele e osso e música e poesia.
… sou suspeito de falar algo, gosto muito do cara é um gênio.
e ainda são 10:00 da manhã.
realmente um domingo especial esse.
… e o motivo do post, além de comentar o já tão comentado aniversário de Bela , que ainda consegui ler um pouco dos mais de 500 comentários do aniversário de Gabi até hoje.
… e acho que é válida a idéia de um livro contendo comentários, 90% deles do sócio-proprietário e co-autor deste blogue,meu mano Arsênio Meira Júnior, sem esquecer e já lembrando de Julinho de Adelaide, Edgar Mattos, Clávio ( de Sampa e USA ), o culpado de tudo o mestre Roberto Vieira…
a família toda do blog do Roberto, sou suspeito de falar, mas é o melhor blog no momento em língua portuguesa em qualquer assunto…
e um livro, a idéia de um livro com um mínimo de planejamento, sem nenhuma pretensão e tampouco vaidade, pois se…
Caetano Veloso se diz um musiquinho e um poetazinho diante de Hermeto Pascoal,
eu diria que sou o quê diante dos poetas que a gente disponibiliza gentilmente através da grandiosidade de cada um deles aqui , todo dia?
… eu posso dizer que de literatura levo um banho diário de educação e elegância do meu amigo Arsênio. e mais eu digo.. cada comentário tem um efeito tão benéfico, tão produtivo em minha alma que muitas vezes eu me esqueço do que postei, mas me recordo sempre dos comentários, dos bate-bolas…
… tem tanto poema nos comentários, talvez mais até do que nos posts, e isso me faz ver claramente que a idéia de um blogue hoje , para mim, é algo feito com carinho, dedicação(arengas pelo computador com os filhos) mas que me faz muito bem…
E mais não digo… deixo para o sr. Paulo Leminski finalizar com um ippon:

 

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…
A que distância!…
(Nem o acho…)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes…
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio…

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim…
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui…
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais       copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!…

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!…


15/10/1929


 

Bela

 

Faces rosadas,
olhar de paz
alegria na casa.

Amor, muito amor
ao te receber.
O jeito que chegastes ,
a ternura em que olhastes
ao redor.

Tuas mãos, pequenas conchas de infinitas
Esperanças.
Quanta luz naquela noite!

Hoje, Izabella
Faz 13 anos.
Idade da bailarina dançar
dançar e ser ,
cada vez mais ela,
Unicamente em graça
Crescendo,
Escrevendo,
Píntando.

Nossa menina,
Cheia de dons,
Cheia de uma humildade
Que mareja o velho
Coração.
com sua usina de energia.

Quem acorda pulando e cantando
E pronta prá vida,
Assim tão linda,
Só pode ser um tesouro
Que o Criador nos confiou.
Amém.

PS – De cada um dos três filhos venho guardando meu baú de pequenos e preciosos tesouros. De tudo, muita coisa guardada. Izabella, além de dançar, adora escrever-me cartas!!! Quanto enlevo, quanto me faz bem receber seus bilhetes, poemas, cartas e seus desenhos. De cada um dos três filhos esses tesouros são uma parte viva da minha vida. Com certeza uma das mais importantes. E como disse tão sabiamente Drummond, não procure tesouros no banco, lá só tem riquezas. Tesouros a gente encontra em casa. Prá onde vou correndo todo dia no final do batente. Para onde vão todos os pais e mães em busca dos seus corações.

PS – Para o meu filho Daniel que ensinou o analfa digital do pai a postar vídeos no blog. E quem me mostrou esse vídeo que está na nossa comunidade no Orkut.

Milagre.

Publicado: 25/12/2009 em Poesia

 

Como não ter Deus?!

Com Deus existindo, tudo dá esperança: sempre um milagre é possí­vel, o mundo se resolve.

 Mas, se não tem Deus, há-de a gente perdidos no vai-vem, e a vida é burra

. É o aberto perigo das grandes e pequenas horas, não se podendo facilitar, é todos contra os acasos.

 Tendo Deus, é menos grave se descuidar um pouquinho, pois no fim dá certo.

Guimarães Rosa

PS -” Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) da vida,
Mas a poesia (inexplicável) da vida.”

PS I – “A confiança é um ato de fé, e esta dispensa raciocínio.”

PS II – “As dificuldades são o aço estrutural que entra na construção do caráter.”

PS III – Há muitas razões para duvidar e uma só para crer.

Até aqui todos os “PS” são do sr. Carlos Drummond de Andrade.

 

DOS MILAGRES
O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
Ou luz ao cego, ou eloqüência ao mudo…
Nem mudar água pura em vinho tinto…
Milagre é acreditarem nisso tudo!

Mário Quintana

Então é Natal!!!!!!

Publicado: 24/12/2009 em Poesia

Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

Beba
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não não não não

Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar,
não não não não
Há uma voz que canta,
uma voz que dança,
uma voz que gira
Bailando no ar

Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez

Tente
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez

 

PS – Para os amigos do blog, a certeza que a data é símbolo de muita coisa. Mas para nós o único símbolo é o da verdade. O signo dos irmãos. Para os irmãos do blog o obrigado pela paciência, pelos empurrões diários para o fusca não parar. Para quem gosta de poesia que a companhia de tanta gente boa, tenha realmente sido um presente de Natal. Para quem acredita, para quem não, para quem talvez, os agnósticos, os ateus,  os de lá , os de cá. Leminski no Hubble, nós na terra. Eládio no céu, nós aflitos. Para os nossos filhos, para os filhos que virão. Para os inimigos ( se existirem), até para o nick dark: UM NATAL DO TAMANHO DO SEU CORAÇÃO, DA SUA VERDADE E DA SUA FÉ.

PS II- Para as nossas esposas que reclamam, reclamam, o nosso tempo na tela e terminam sempre comentando no blog do Roberto, ou lendo nossos comentários, ou simplesmente nos olhando com os olhos de quem sabe que o nosso bloco é de fato campeão. Nós somos madeira de lei que cupim não rói.

PS III – Eu estou pensando em você hoje porque é Natal, e eu lhe desejo felicidade.
E amanhã, porque será o dia seguinte ao Natal,
Eu ainda lhe desejarei felicidade.
Eu posso não ser capaz de lhe falar sobre isto diariamente,
Porque eu posso estar ausente, ou nós podemos estar muito ocupados.
Mas isso não faz diferença
– Meus pensamentos e meus desejos estarão com você da mesma forma.
Qualquer alegria ou sucesso que você tenha, me fará feliz. Me iluminará por todo ano.
Eu desejo à você o Espírito do Natal.

Van Dike

PS IV – Para minha esposa, que qualquer hora dessas começa a escrever também. Aí eu vou pro banco. Para Daniel, Gabriela e Izabella.  Essa turma sabe das coisas. Para cada irmão de sangue ou não, para cada sobrinho e sobrinha, colegas do banco, clientes e para a torcida mais apaixonada do planeta bola: a torcida timbú, o meu desejo de que após o tsunamaurício virão dias melhores e para quem está chegando, saiba honrar a cadeira onde já se fez tanto pelo Clube Náutico Capibaribe. E de onde ainda poderão brotar grandes projetos e muita transparência e honestidade. A liturgia do Náutico é Natal todo dia.

Petralhas.

Publicado: 23/12/2009 em Poesia

A ocasião faz o roubo, o ladrão já nasce pronto.

Olavo bilac

O sapato de dom dedé.

Publicado: 23/12/2009 em Poesia

 

Roube ainda hoje! Amanhã pode ser ilegal.

Millôr Fernandes

As cadeiras de dom dedé.

Publicado: 22/12/2009 em Poesia

1. A primeira cadeira é para “aqueles dias” em que dom dedé está confuso. Não sabe quem vai escolher para marionete.

2. A do meio. Bem é a do meio. Querem mais? É a da honra. Da presidência do como é mesmo o nome c… dos anciãos, sei não.

3. A terceira. Não é uma cadeira. Mas é para a turma de dom dedé. Cabe um lote de arapinhas e dá dando juros de 8% a.m. Subindo, subindo…

 

PS – O Demónio não soube o que fez quando criou o homem político; enganou-se, por isso, a si próprio.

William Shakespeare

PS DO DEDÉ – Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos.

Friedrich Nietzsche