Arquivo de dezembro, 2011

31 /12/11

Eu lembro muito bem que mandei  um e-mail pro Domingão com um comentário sobre a visita de PAUL  McCARTNEY ao Brasil em novembro de 2010 que terminou em post. No dia 8/12/10, nos sempre tristes aniversários da “passagem” de LENNON, sugeri   que o Arsênio escrevesse algo sobre. Ainda acho que seria um texto maravilhoso, certamente, mas ele insistiu para que eu o fizesse e assim foi feito, porque eu não queria que aqueles 30 anos de saudades fossem ignorados.

Fiquei muito feliz com a receptividade de todos.Com a boa vontade e o carinho (tão raros noutros lugares)) da turma ,que mesmo não tendo eu,o dom da escrita, longe das maestrias dos gurus Edgar e Arsênio , das poesias do Domingão,Magna,Maia  e do Tadeu (vai ser jubilado por falta), Tadeu que não conhecia os TRAVELING WILBURYS e virou fã e,isso por si só,já fez o SS valer a pena. Então ,não tive pudores e enxerido como nunca (eu sou do tipo que se oferece), propus ao ex-dono do blog (agora o blog é nosso e ele é apenas mais um sócio KKKK) fazermos o SÁBADO SOM. E generosamente o Domingos me cedeu este espaço nobilíssimo . Sinceramente, quando me dei conta do meu “impulso”, tremi nas bases. Percebi que tinha muita história prá contar,relativas à música mas, dei-me conta  de que não eram tantas assim. O que fazer Jesus ? De repente, estava no Google, nos livros e revistas velhos, pesquisando, dirimindo dúvidas e na mais engraçada mendicância de “assuntos”. E então ?

Meu objetivo nunca foi ser professoral, dono da verdade e do bom gosto. A minha idéia, sempre, foi “levantar” a bola, propor um tema prá gente papear na “barbearia nos dias de sábado” (agora a barbearia foi promovida à salão-de-beleza com a feliz chegada da Magna). Confesso que não faço questão de preciosismos. Certamente fui impreciso em mil momentos mas,a idéia é essa. Alguém vai corrigir meus vacilos e pronto. Ótimo. Falamos de grandes feras do mundo  mágico da música. Visitamos estes craques internacionais e brasileiros. De cabeça,lembro que o primeiro “post” que escrevi em 2011, exatamente no dia 1/1/11,foi sobre o Creedence Clearwater Revival.  Então vieram  Deodato, Evinha , Raul Seixas, Glenn Miller, Pink Floyd, Yes, Elis Regina, Simonal, Wilburys, Chico Buarque, Roberto Carlos, Jovem Guarda, Phil Spector, Elvis, Isolda, Big Boy, The Who, Gal, Dominguinhos, Refazenda, Berry Gordy Jr, Geraldo Maia, Pepperland, Zé Rodrix, Liminha, Sticky Fingers (Stones), Novos Baianos , Lulu Santos, Os Mutantes, Elton John, Djavan, Beto Guedes, Helena Dos Santos, Taiguara, Karen Carpenter, Billy Presto Queen. Santana, Paul Simon, Allen Klein, Bangla Desh, White Album , Stevie Wonder, Tamarineira Village e o Manual do Festival. Haja assunto! Esqueci alguém ?

Ora, o melhor pedaço a gente guarda pro fim, certo ?  A parceria sempre certeira,oportuna e carinhosa do broda  ANDRÉ GUSTAVO. Cuja participação é/foi/será  no mínimo FUNDAMENTAL. Sempre. FELIZ 2012 meus queridos. Todos vocês!!! E não se animem! Vem muito mais “Sábado Som” à caminho.

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Sem palavras…

Agora, Engenheiro do Fusca, cadê Magna? cadê Tadeu Rocha?

Deram o zignaw foi?

Quede o povo?

Achei.

Pense num piloto de Fusca burro,kkkkkkkk

Foi a Germana. Febe tife.

Óia:

 

Tribuna livre

Publicado: 30/12/2011 em Poesia

Foi bom para todos_?

Aloi que os urubu taum solto-
Andre quede as foto?
6 de la manhana.
Vamosimbora.
O fusca nao para. Noia.
Germana vai matar outro febe tife.
Vou trabaiaaaa.
Abracao a tdos-

Dom Mingao.

Caetano mandou avisar. Aqui da Terra mesmo.

Ontem, 21 anos.

Na trilha certeira dos brodas Edgar e João.
André e Arsênio.
E tantos outros.

No exemplo dos nossos pais.

Agradeço a Ana Luiza.

Aguentar esse chatonildo por 21 anos já lhe garante um bom lugar no Nosso Lar.

Agradeço aos meninos.

Como nos legam nossos amigos, os meninos e as meninas cresceram.

Eita, como estão bonitos.

Já estão rumando na direção das suas vidas.

Mas serão sempre os nossos ninos e ninas.

E mais não digo que o dia amanheceu.

E tem este longo dia até que a noite nos acalente.

Sem nóia e com o trocadilho do Paranóia só tem uma rima nessa hora:

Quem tem um amigo tem um tesouro,

o dinheiro não compra, nem diamante nem ouro.

Quem tem Arsênio, Edgar, Magna, André, Osvaldo, Tadeu, Houldine, é rico

Por essa riqueza.

Por todas essa riquezas.

Este ano teve imensas dores. Difíceis de suportar.

Pensei no recesso

Desisti em menos de 48 horas.

Agradeço aos anônimos que forçaram uma defesa coletiva.

Em prol do nosso Fuscopoeta caçula.

Mas, o principal é que este ano. Meus amigos.

Foi um ano inesquecível.

Lembrei de uma grande amiga que já levitou.

Muito cedo. Aos 30 anos.

Lembro dela com alegria.

Isso é muito importante.

Ela me legou a seguinte frase:

” Deus não dá nem uma gota a mais de dor que você possa suportar. Mas também  não dá nem uma gota a menos.”

Isto foi em 1981.

Para mim foi este ano de 2011.

Que nunca vai terminar.

Mas que ontem à noite.

No dia do meu aniversário aqui no Rosarinho.

Nos dias felizes do ano inteiro.

Eu sei que a contabilidade fecha no azul.

E isso não é pouco.

Repito: eu sou um homem rico.

Milionário.

Igual a vocês.

Porque tenho vocês.

Porque temos nossas famílias.

Porque com certeza, quando partirmos, o mundo terá sido um lugar melhor.

SHALOM.

E VAMOS DE CAETANO. E ARROI:

 

Torpedaço de Edgar Mattos.

Publicado: 28/12/2011 em Poesia

AGRURAS DE UM ACADÊMICO

PorEDGAR MATTOS

 

Não, não se trata de eventuais incômodos eventualmente sofridos por um eventual imortal – apelido dado àqueles que, logrando o feito admirável de conseguir ingressar numa confraria dita literária, teimam em não morrer para dar vaga aos que, ansiosos e pretensiosos, aspiram a nela também ingressar…

É que outra, e bem mais democrática,  é a Academia a que há um ano pertenço, mediante simples pagamento de matrícula e mensalidades. Ao contrário daquelas onde se estagnam as mentes, nesta se exercitam os músculos.

Já conformados à monotonia das caminhadas, eis que, de repente, contemplados por uma dessas incessantes e surpreendentes descobertas da Medicina, os velhinhos se viram admitidos ao espelhado templo dos jovens narcisos. Ei-los pois – e eu dentre eles – a dividir, com a atlética turma das barriguinhas “tanquinho”, ferros, pesos, esteiras e máquinas com direito até a, disfarçadamente, conferir na balança e no espelho algum efeito dos seus esforços.                        Confesso que para chegar lá, tive que vencer resistências. Sou – vocês já sabem – muito orgulhoso e muito competitivo, e temia enfrentar comparações e disputas que, setentão, jamais poderia vencer. Cedo descobri não haver razão alguma para tais temores. É que, naquele espaço, as pessoas se acham tão concentradas e embevecidas na autocontemplação dos seus corpos que não enxergam mais ninguém. Então, pra sorte minha, salvo para algum instrutor mais atencioso, na Academia eu me sinto um homem invisível. O que me dá, mesmo em horas de maior frequência, uma ótima sensação de privacidade. Para vocês perceberem que não exagero, raramente troco, com algum rosto, mesmo os já bem conhecidos, após meses de convivência, algum cumprimento. Nem mesmo um lacônico “oi”*. Claro que não pretenderia manter com ninguém qualquer bate-papo prática incompatível com a execução de exercícios.  Mas aqui começa a discriminação. É que, entre eles, os componentes da mesma tribo juvenil, há sempre instantes de confraternização às vezes até ruidosamente incômoda. Não tanto quanto os estridentes sons da insuportável música ( ? ) “bate-estaca” que, embora favoreça o ritmo dos exercícios, estupra os meus pobres tímpanos contribuindo, decerto, para agravar minha incipiente surdez.

Tudo isso, porém,  se faz suportável na vantajosa compensação do enorme bem estar físico e psíquico que o exercício me traz. Apenas um detalhe me faz sentir velho, ultrapassado, demodé – a incivilidade reinante que, certamente, não é característica da juventude atual, mas apenas uma atitude conjuntural da “cultura acadêmica”. Não se pense pretenda eu, naquele contexto, gozar das prerrogativas da chamada terceira idade. Até me faz bem ser tratado como uma pessoa “normal”. O que me torna deslocado, um ser alienígena, é o descumprimento das mais corriqueiras regras de convivência. Não me refiro – e seria exigir demais – à falta de gestos de cortesia. Mas ao completo desuso de expressões da mais elementar educação, tipo “por favor”, “com licença” e “muito obrigado”. Para não falar na conduta egoística e irritante de monopolizar a um só tempo dois aparelhos, usando-os alternadamente; também na  desobediência à recomendação de, após o exercício, colocar os pesos nos seus lugares; ainda na forma “espaçosa” de se comportar, sem respeito ao “território” alheio; enfim, no flagrante e total desrespeito ao outro. E, note-se, que o meu horário, já escolhido exatamente por isso, é o menos frequentado, com o que esses problemas são bastante minimizados.

Outro dia, porém,  fui agradavelmente surpreendido pela forma cortês e até prestimosa com que fui tratado por um jovem, ajudando-me na regulagem de uma máquina, sorridente e gentil. Cheguei até a supor tratar-se de um novo instrutor. Nada disso, era um cliente assim como eu. Sua “diferença” não era também aquela que você, leitor preconceituoso, pode  estar pensando. O rapaz, que ao terminar seus exercícios, se despediu de mim com um aperto de mão, era realmente uma figura estranha, inusitada, destoante naquele ambiente de incivilizados robôs. Esse “cara”, de quem não sei ainda o nome e que continuou, nos dias seguintes, a me cumprimentar com a simpatia de um velho amigo, era realmente um espécime raro naquele árido ambiente “acadêmico”. Era tão somente um ser humano, uma pessoa, ou resumindo tudo, apenas um jovem educado…

 

* Claro que se trata de um exagero literário; há, realmente, gente ( poucos ) que até, de vez em quando, diz “oi” pra mim…

 

TERÇA NA LEI. POR EDGAR MATTOS.

Publicado: 27/12/2011 em Poesia

 

A LEI DA GRAVIDADE

 

Por EDGAR MATTOS

 

 

Esse “causo” não aconteceu comigo. Me foi relatado por um técnico em abastecimento d´água chamado a prestar consultoria em determinado município para instalação de uma adutora. Considerando que a situação topográfica e as disponibilidades municipais indicavam, como solução mais econômica e mais eficiente, a escolha de uma adutora por gravidade, fez o competente consultor recomendações bem claras sobre a imprescindível declividade do terreno, especificando detalhadamente os graus da inclinação necessários para obtenção do rendimento satisfatório na distribuição da água.

Eis que meses mais tarde foi chamado com urgência pelo prefeito que o recebeu visivelmente aborrecido. É que a distribuição de água estava sendo feita de forma precária dando margem a constantes reclamações, a maior parte delas referente á pouca força com que o líquido estava chegando às torneiras.

Constatando facilmente que suas instruções técnicas não haviam sido observadas, meu amigo, pessoa muito tranquila, procurou explicar ao irritado chefe do executivo municipal:

–  Prefeito, sua adutora foi projetada levando-se em conta a lei da gravidade. Construída sem o declive necessário, ela não poderia funcionar a contento.

Foi aí que o Prefeito, homem de pouca instrução e muita arrogância, arrotando importância e prestígio, indagou desafiadoramente ao engenheiro:

–  Seu dotô, não conheço essa tal lei que o sinhô tá falando; me esclareça logo se ela é federá, estaduá ou municipá. Porque se ela for federá, eu consigo do meu deputado um projeto para nós modificá ela;  se for estaduá, falo com o governadô, que é gente minha, e logo tudo será resolvido; agora, se for municipá essa tal lei da gravidez quem vai revogar ela agora mermu sou eu…

 

A INESQUECÍVEL LILI

 

PorEDGAR MATTOS

 

 

Maria José Andrade, no meio educacional tratada simplesmente por Lili, foi uma professora que conheci nos meus primeiros tempos de Secretaria de Educação, eu, então, um jovem e incipiente assessor jurídico, ela, Coordenadora do Núcleo de Supervisão Pedagógica de Limoeiro. Personalidade marcante, exigente, rigorosa, exemplar no cumprimento das suas obrigações, tinha uma aparência dura e rústica, bem característica das abnegadas mestras do ensino rural. No entanto, por sob uma fisionomia severa e tensa, se escondia uma mulher sensível, emotiva a mais não poder, facilmente levada às lágrimas. Vibrava como ninguém com as coisas da Educação e com as  vitórias do Santa Cruz, que comemorava envergando com orgulho a camisa tricolorem pleno trabalho. Umafiguraça a minha amiga  Lili.

Com a  transformação dos Núcleos em Departamentos ela se tornou, naturalmente, Diretora do Departamento Regional de Educação do Vale do Capibaribe, com sede em Limoeiro. À semelhança de outras professoras e dirigentes, devotava aos titulares da Secretaria um verdadeiro culto, tributo reverencial tão autêntico e tão sincero que, pelo menos nela, não se apequenava em intenções bajulatórias.

Para cada Secretário, atribuía ela um adjetivo de exaltação que oficializava colocando-o como timbre de blocos, papéis de ofício e outros materiais de expediente do seu Departamento Regional. Lembro, por exemplo, que para José Jorge, escolheu o qualificativo de “excepcional”, fazendo constar do rodapé dos seus impressos o elogioso epíteto: Prof. José Jorge de Vasconcelos Lima – um Secretário Excepcional. Já para Joel de Hollanda ela escolheu outra louvação:- Joel de Holanda – um Secretário Transcendental.

Acontece que meu antecessor imediato na Secretaria, assim que assumiu o posto,  não sei por qual capricho,  entendeu de exonerar Lili do cargo que exercia há mais de 20 anos. Isso lhe causou imenso choque levando-a até a ser hospitalizada. Três meses depois, no entanto, investindo-me no cargo de Secretário de Educação de Pernambuco, um dos meus primeiros atos  foi reconduzir Lili a suas antigas funções. E o fiz movido, não apenas por amizade, mas sobretudo por um autêntico sentimento de Justiça posto que, como já ressaltei, nenhuma razão plausível existia para substituí-la.

Claro que ela, sentimental como era,  me ficou imensamente grata e, na primeira oportunidade em que fui a Limoeiro fui recebido com uma festa digna de candidato majoritário em campanha: faixas na rua me saudando, fogos de artifício a espoucar  e banda de música a entoar dobrados.

Na oportunidade, brincando com ela na intimidade de velhos amigos  tentei embaraçá-la:

– E aí Lili,  você gastou todos os seus adjetivos com meus antecessores e não sobrou nenhum para mim. Então qual vai ser a minha legenda ?

Mas para minha amiga Lili, oradora eloquente, não haveria de faltar vocabulário para o discurso laudatório. Além disso,  administradora previdente e organizada, não era de se deixar surpreender. Por isso, segura de si, me respondeu com incontido entusiasmo:

– Dr. Edgar, o seu título vai ser o maior de todos. Aliás, já está impresso neste bloco que passo às suas mãos.

E foi com um misto de admiração e acanhamento que,  no rodapé de cada folha do Bloco timbrado do DERE de Limoeiro, pude ler o mais novo exagero de Lili,  do qual, desta feita, o beneficiário era eu::

. Dr Edgar Mattos – um Secretário Inexcedível !

Grande Lili ! Não tive também dificuldade para encontrar agora um adjetivo para homenagear a sua memória. Sem a sua mesma criatividade, escolhi apenas o qualificativo ditado pelo meu sentimento:

– LILI – UMA AMIGA INESQUECÍVEL 1

                        

 

The Ides of March (EUA, 2011). Cotação: ****1/2
Drama, 101 min. Direção e roteiro: George Clooney. Com: Ryan Gosling, George Clooney, Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Evan Rachel Wood, Marisa Tomei e Jeffrey Wright.

“A política é mesmo um jogo sórdido”. Um pensamento quase enraizado no inconsciente coletivo. É partindo dessa ideia que George Clooney fez “Tudo pelo Poder”, título que não tem a ver em absoluto com o original: The Ides of March (numa tradução literal “Os Idos de março”, passagem vinda da obra Júlio César, de Shakespeare). Conseguiram tirar toda a poesia do nome, mas (ainda bem) não o potencial do filme.

Baseado em “Farragut North”, peça de Beau Willimon que tomava livremente como referência a campanha de Howard Dean nas primárias do Democrata em 2004, o filme mostra exatamente os bastidores de uma disputa pela vaga de representante do partido à presidência. Durante cerca de 94 minutos, acompanhamos a trajetória de Stephen Meyers (Ryan Gosling), um jovem assessor de um dos candidatos em questão, o Governador Morris (George Clooney).

A trama custa um pouquinho a começar. O estado de Ohio é onde a história se concentra. Morris tem uma leve vantagem sobre o adversário, Pullman. Há um impasse pelo fato de os Republicanos pretenderem participar da votação e ameaçarem intervir na escolha em prol de Pullman e, assim, tirar da disputa o candidato mais difícil de ser batido.

Com a ameaça de uma derrota, se faz necessário ter o apoio de um senador (Jeffrey Wright), embora Morris relute. O chefe de campanha Paul (Philip Seymour Hoffman) tenta convencê-lo a aceitar. No lado do adversário, Tom Duffy (Paul Giamatti) alicia o promissor Stephen e é a partir disso que os problemas começam a surgir e os ideias de ética do rapaz a desmoronar na mesma proporção em que se dão os acontecimentos. A peça-chave de tudo é uma estagiária (Evan Rachel Wood), figura já marcada por colocar em risco a política norte-americana (vide o escândalo envolvendo o ex-presidente Bill Clinton e Monica Lewinsky).

Perdemos a conta de quantas vezes a política foi abordada no cinema. “Z” e “Todos os Homens do Presidente” são alguns dos tantos que tratam disso. Dos bastidores, cuidam “A Grande Ilusão”, “Segredos do Poder” e “O Candidato”. Felizmente, Clooney não deixa seu filme cair na banalidade ao entregar uma envolvente trama, que prende as atenções não por trazer algo novo (o que aqui não acontece), mas pelo grande teor de verossimilhança.

Este é o quarto filme comandado por ele. Sempre conhecido pela atuação em trabalhos que o alçaram à condição de galã, Clooney vem nos últimos anos desconstruindo essa imagem ao buscar obras mais desafiadoras (“Syriana”, “Conduta de Risco”). A estreia como diretor aconteceu em 2002 com “Confissões de uma mente perigosa”, pelo qual foi elogiado. Três anos depois, realizou “Boa Noite e Boa Sorte”, um passo adiante e que o fez ser considerado um dos melhores cineastas de 2005. “O Amor não tem regras” (2008) foi o seu deslize, agora consertado.

Ryan Gosling entrega uma atuação precisa, uma de suas características. Não por acaso é tido como o maior de sua geração (não deixem de vê-lo em “Drive”). O comportamento de seu personagem por vezes causa inquietude no espectador, em particular a partir do momento em que ele descobre algo que pode comprometer seriamente a campanha. Para criar uma empatia, tenta-se desenvolver o lado pessoal de Stephen.

Os atores de suporte também desempenham bem seus papéis, destaque para o sereno Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti (excelente na figura de um assessor disposto a tudo) e a solar e belíssima Evan Rachel Wood. A veterana Marisa Tomei aparece como uma jornalista ávida por furos.

É um período difícil para ir ao cinema por conta das festividades de Natal e ano novo. Mas quem se propor a assistir a “Tudo pelo Poder” será levado a reconhecer as diversas situações a que está habituado na política. Clooney também promove um jogo conosco graças às tantas reviravoltas que há e, pelo que pude perceber, o público gosta quando é desafiado dessa forma.

*Aproveito para desejar a todos os amigos do Fusca um ótimo Natal e um feliz 2012. J

 

Houldine Nascimento.

E N T Ã O    É    N A T A L…

 

O período natalino é sempre comovente. Mesmo sabendo  que por debaixo dos panos o estímulo ao consumo desenfreado e irresponsável prepondera sobre a fé, impondo uma cultura  de gastos inconsequentes com presentes, festas e mais festas, reformas de residências, roupas e que tais, o Natal sempre toca nossos corações e nos deixa mais sensíveis (pena que só em dezembro isso aconteça).

 

Uma das coisas que me remetem à infância eram os Natais, especialmente porque em minha casa aquelas canções não saiam da vitrola; Jingle Bells, Noite Feliz, Brincadeira de Papel (?) … tinha também aqueles discos dos Pequenos Cantores da Guanabara e a onipresente Harpa Maravilhosa  que a gente ouvia em cada esquina, em cada residência, em cada loja do centro e nos sentíamos sob a neve.  E como cães pavlovianos  babávamos férias, presentes e confraternizações (no caso dos adultos tinha também o 13º ). Mas que aquelas canções nos tocavam, ninguém pode duvidar. Lembro de um episódio , quando ainda adolescente em Casa Amarela , quando estávamos na Missa do Galo  na Igreja da Harmonia e o repertório continuava o mesmo dos cultos dominicais, então, ao final, inesperadamente, quando nos preparávamos para voltar para casa e participarmos da festiva ceia e da troca de presentes, o coral  começou (e todos aderiram)  aqueles versos:  “noite feliz/silêncio e paz/oh Senhor/Deus de amor/pobrezinho/nasceu em Belém…”  (e eu só imaginava aquele bebê sendo cruelmente imolado numa cruz), o Zé Mané aqui não se segurou. Por mais que eu tentasse,as lágrimas  jorravam e minhas mãos não conseguiam disfarçar… foi inesquecível (como vocês podem notar) , lindo. Um momento de pura magia e emoção. Se os presentes morressem ali, naquele momento, iríamos todos direto ao Nirvana.

Curiosamente, num país tão rico e diversificado musicalmente,o Brasil não tem tradição na criação de canções propícias à esta fase do ano. No máximo,com relação àquelas velhas canções de Natal, nossos autores escreviam versões para os originais americanos que nos são tão familiares. Diferente dos mercados europeu e americano que absorvem bem esse tipo de música. Vários artistas que admiramos,não raro,gravam discos anuais com temática natalina, criam e recriam músicas inesquecíveis que,pasmem,fazem grande sucesso também por aqui,embora poucos percebam tratar-se de temas natalinos. Tanto que em janeiro de 1988, Once Upon A Long Ago de McCartney,estourou em nossas rádios (e era quase Carnaval). Outras tantas tornaram-se emblemáticas, como a definitiva interpretação de Stevie Wonder para a AVE MARIA e a icônica Happy Xmas de John Lennon. Mas acreditem, Sting,David Bowie,Madonna,Rihana,Lynyrd Skynyrd,Sinatra,Bing Crosby,Sarah Vaugham,Dionne Warwick,Elton e tantos outros (até bandas de “heavy metal”)  registraram e registram músicas no estilo. Outro dia, vi um filme em que o HUGH  GRANT  interpretava um sujeito “bom vivant”,namorador e imaturo afetivamente,que sobrevivia às custas dos Direitos Autorais de uma canção natalina escrita pelo pai,que ano após ano voltava às paradas  no período adequado.E ele destestava a música.

Como se vê, por aqui, de fato não há mercado para esse tipo de canção.É uma pena, mas prova  disso foi o louvável esforço do nosso Ivan Lins que,poucos anos atrás,além de iniciar uma campanha entre os colegas, lançou um CD com canções com temática natalina,explorando nossos melhores rítmos (baladas,inclusive) mas que não  foi nem um pouco exitoso. O jeito é nos contentarmos com a  “maravilhosa” versão que “cometeram” para a voz de SIMONE:  Então é Natal…

PS:  FELIZ NATAL aos broda. À todos os irmãos/amigos que leem (e os que não,também) a  poesia do nosso querido FUSCA e o nosso Sábado Som. Happy Xmas! Hare Krishna! Axé!

 

 

 

QUEM TOPA? PARANÓIA DO MAR DIA 29?

Publicado: 23/12/2011 em Poesia

DR. GOOGLE NOS INFORMA. NÓS DA ZONA NORTE. VAMOSIMBORA.

ÓIA:

RUA PROFESSOR AUGUSTO LINS E SILVA, NR 666 – FONE: 3462-7222.

NO PARANÓIA DO MAR.

A PARTIR DAS DEZENOVE O CLOCK COMO LEGOU JOÃO.

E VAMOS SIMBORA.

EU VOU.

ESPERO QUE TODOS TAMBÉM .

E QUE A GENTE TROQUE MUITOS ABRAÇOS E SEJAMOS MUITO FELIZES.

E FIM.

“Não há lugar na Terra onde a morte não nos possa alcançar – mesmo que voltemos a cabeça uma e outra vez perscrutando em todas as direções, como numa terra estranha e suspeita…Se houvesse algum modo de conseguir abrigo contra os golpes da morte – não sou homem de recuar diante dela…Mas é loucura pensar que se pode vencê-la…
Os homens vão, vêm, trotam e dançam, e nem um pio sobre a morte. Tudo parece bem com eles. Mas aí quando ela lhes chega e às suas mulheres, filhos e amigos, pegando-os de surpresa e despreparados, que tormentas de paixão os esmagam, que gritos, que fúria, que desespero!…Para começar a tirar da morte seu grande trunfo sobre nós, adotemos o caminho contrário ao usual; vamos privar a morte da sua estranheza, vamos freqüenta-la, acostumarmo-nos a ela; não tenhamos nada senão ela em mente…Não sabemos onde a morte nos espera: então vamos por ela esperar em toda a parte. Praticar a morte é praticar a liberdade. Um homem que aprendeu como morrer desaprendeu a ser escravo”. (Montaigne)

Caetano disse:

Uns vão
Uns tão
Uns são
Uns dão
Uns não
Uns hão de
Uns pés
Uns mãos
Uns cabeça
Uns só coração
Uns amam
Uns andam
Uns avançam
Uns também
Uns cem
Uns sem
Uns vêm
Uns têm
Uns nada têm
Uns mal
Uns bem
Uns nada além
Nunca estão todos

Uns bichos
Uns deuses
Uns azuis
Uns quase iguais
Uns menos
Uns mais
Uns médios
Uns por demais
Uns masculinos
Uns femininos
Uns assim
Uns meus
Uns teus
Uns ateus
Uns filhos de Deus
Uns dizem fim
Uns dizem sim
E não há outros

 

E nós?

Vamo ou fiquemo?

Escutei hoje o verbo tome tenência e alue  homi. Aluei. Nâo sei se as ondas da TIM estavam em curto , mas pelo que entendi, o sujeito quando alui ou alue que eu não sei direito a conjugação deste verbo sertanejo macambirense e toitiçante, o cabra tem de tomar tenência.

Então deu no mesmo.

Nos vamos ou fiquemo?

João dorme cedo.

Edgar tem mais tempo. Acho.

Arsênio não tem. Está em Sampa.

André Gustavo , cadê tú caboclo?

Magna já disse que vai se ela for. Se ela não for não vai.

Eu vou. Posso até passar duas horas no almoço. Prefiro janta. Cuscuz e carne guizada com uma caninha. Eita revestrés da goitena.

E quem mais virá por aqui?

Tadeu Rocha não se aprochega. Donde andará?

Osvaldo só por email.

Felipe Holder só por skype.

Então nós vamos ou fiquemo?

Simbora minha gente.

 

É assim que eu me sinto às vezes andando na Rua da Moeda e adjacências. Sem meus amigos:

VERDADE

 

Verdade é
Tatuagem com convicção
Depois de um tempo…
Vê-se que o dragão
Poderia ser uma flor
Ou apenas
Uma semente

Talvez.

Magna Santos

MENTIRA

Mentira é o não
Inconformado
Por ser não.
Desistente de si mesmo.

Magna Santos

Belo recado de Bela.

Publicado: 20/12/2011 em izabella

YO-YO MA. DOSE TRIPLA.

Publicado: 20/12/2011 em Poesia



Conto Sufi.

Publicado: 20/12/2011 em ESPIRITUALIDADE

ISSO TAMBÉM PASSARÁ.

 

Um dervishe, depois de uma árdua e longa viagem através do deserto, chegou por fim à civilização. O povoado se chamava Colinas Arenosas e era quente e seco. Não havia muito verde, exceto feno para o gado e alguns arbustos. As vacas eram o principal meio de vida das pessoas de Colinas Arenosas. O dervishe perguntou educadamente a alguém que passava se havia algum lugar onde poderia encontrar comida e abrigo para aquela noite.

– Bem, disse o homem coçando a cabeça – não temos um lugar assim no povoado, mas estou certo de que Shakir ficará encantado de lhe brindar com sua hospitalidade esta noite.

Então o homem indicou o caminho da fazenda de propriedade de Shakir, cujo nome significa “o que agradece constantemente ao Senhor”.
No caminho até a fazenda, o dervishe parou perto de um pequeno grupo de anciões que estavam fumando cachimbo e eles confirmaram a direção. Eles disseram que Shakir era o homem mais rico da região.
Um dos homens disse que Shakir era dono de mais de mil vacas.

– E isso é maior do que a riqueza de Haddad, que vive no povoado ao lado.
Pouco tempo depois o dervishe estava parado em frente a casa de Shakir a admirando. Shakir, que era uma pessoa muito hospitaleira e amável, insistiu para que o dervishe ficasse por alguns dias em sua casa.
A mulher e as filhas de Shakir eram igualmente amáveis e deram o melhor para o dervishe. Inclusive, ao final de sua estadia, lhe deram uma grande quantidade de comida e água para sua viagem.
No seu caminho de volta para o deserto, o dervishe não conseguia parar de se perguntar o significado das últimas palavras de Shakir.
No momento da despedida o dervishe havia dito:

– Dê Graças a Deus pela riqueza que tens.

– Dervishe – havia respondido Shakir – não se engane pelas aparências, porque isto também passará.

Durante o tempo em que havia passado no caminho Sufi, o dervishe havia compreendido que qualquer coisa que ouvisse ou visse durante sua viagem lhe oferecia uma lição para aprender, e portanto, valia a pena considerá-la. Além de tudo, essa era a razão pela qual havia feito a viagem, para aprender mais.
As palavras de Shakir ocuparam seus pensamentos e ele não estava seguro de ter compreendido completamente o seu significado.

Quando estava sentado sob a sombra de um arbusto para rezar e meditar, recordou do ensinamento Sufi sobre guardar silencio e não se precipitar em tirar conclusões para finalmente alcançar a resposta. Quando chegasse o momento, compreenderia, já que havia sido ensinado a permanecer em silêncio e sem fazer perguntas. Para tanto, fechou a porta dos seus pensamentos e submergiu sua alma em um estado de profunda meditação.

E assim se passaram mais cinco anos, viajando por diferentes terras, conhecendo pessoas novas e aprendendo com suas experiências no caminho. Cada nova aventura oferecia uma lição a ser aprendida. Entretanto, como requeria o costume Sufi, permanecia em silêncio, concentrado nas ordens do seu coração.

Um dia, o dervishe voltou a Colinas Arenosas, o mesmo povoado onde havia passado alguns anos antes. Se lembrou de seu amigo Shakir e perguntou por ele.

– Está vivendo no povoado ao lado, a dez milhas daqui. Agora trabalha para Haddad – respondeu um homem do povoado.

O dervishe lembrou surpreendido que Haddad era o outro homem rico da região. Contente com a idéia de voltar a ver Shakir outra vez, se apressou para ir ao povoado vizinho. Na maravilhosa casa de Haddad, o dervishe foi bem recebido por Shakir, que agora parecia muito mais velho e estava vestido em andrajos.

– O que lhe aconteceu? – quis saber o dervishe.

Shakir respondeu que uma enchente três anos antes o havia deixado sem vacas e sem casa; assim ele e sua família se tornaram empregados de Haddad, que sobreviveu à enchente e agora desfrutava da posição de homem mais rico da região. Entretanto, esta alteração na sorte não havia mudado o caráter amistoso e atencioso de Shakir e de sua família.
Cuidaram amavelmente do dervishe na sua cabana durante os dois dias e lhe deram comida e água antes dele sair.
Na despedida, o dervishe disse:

– Sinto muito pelo que aconteceu com você e sua família. Mas sei é que Deus tem um motivo para aquilo que faz..
– Mas não se esqueça, isto também passará.

A voz de Shakir ressoou como um eco nos ouvidos do dervishe. O rosto sorridente do homem e seu espírito tranqüilo não abandonavam seu pensamento.

– O que ele quer dizer com esta frase desta vez?

O dervishe sabia agora que as últimas palavras de Shakir na sua visita anterior se anteciparam às mudanças que ocorrerem. Mas dessa vez, se perguntava o que poderia justificar um comentário tão otimista. Assim deixou a frase de lado outra vez, preferindo esperar pela resposta.
Passaram meses e anos, e o dervishe, que estava ficando velho, continuou viajando sem nenhuma intenção de parar.
Curiosamente, suas viagens sempre o levavam de volta ao povoado onde vivia Shakir. Assim sendo, demorou sete anos para voltar a Colinas Arenosas e Shakir estava rico outra vez. Agora vivia na casa principal da propriedade de Haddad e não na pequena cabana.

– Haddad morreu há dois anos – explicou Shakir – e, como não tinha herdeiro, decidiu deixar sua fortuna para mim como recompensa dos meus leais serviços.

Quando estava terminando sua visita, o dervishe se preparou para a viagem mais importante de sua vida: cruzaria a Arábia Saudita para fazer sua peregrinação a pé até Meca, uma antiga tradição entre seus companheiros. A despedida de seu amigo não foi diferente das outras vezes. Shakir repetiu sua frase favorita:

– Isto também passará.

Depois da peregrinação, o dervishe viajou à Índia. Ao voltar a sua terra natal, Pérsia, decidiu visitar Shakir mais uma vez para ver o que havia acontecido com ele. Assim, mais uma vez se pós em marcha para Colinas Arenosas. Mas em vez de de encontrar seu amigo Shakir, lhe mostraram uma humilde tumba com a inscrição “Isto também passará”. O dervishe ficou ainda mais surpreendido do que das outras vezes, quando o próprio Shakir havia pronunciado estas palavras.

– As riquezas vem e as riquezas se vão – pensou o dervishe – mas, como pode trocar um túmulo?

A partir de então o dervishe adquiriu o costume de visitar a tumba de seu amigo de tantos anos e passava algumas horas meditando na morada de Shakir. Entretanto, em uma de suas visitas o cemitério e a tumba haviam desaparecido, arrasados por uma enchente. Agora, o velho dervishe havia perdido o único vestígio deixado por um homem que havia marcado tão excepcionalmente as experiências de sua vida. O dervishe permaneceu durante horas nas ruínas do cemitério, olhando o chão fixamente. Finalmente, levantou a cabeça em direção ao céu e então, como se houvesse descoberto um significado mais elevado, abaixou a caberá em sinal de confirmação e disse:

– Isto também passará.

Finalmente o dervishe ficou muito velho para viajar, decidindo se fixar e viver tranqüilo e em paz pelo resto de sua vida.

Os anos se passaram e o ancião se dedicava a ajudar a quem se acercava dele para os quais aconselhava e a compartilhar suas experiências com os jovens. Vinha gente de todas as partes para beneficiar-se de sua sabedoria. Finalmente, sua fama chegou até o grade conselheiro do rei, que casualmente estava buscando alguém com grande sabedoria.

O fato era que o rei desejava que lhe fizessem um anel. O anel teria de ser especial: devia ter uma inscrição de tal forma que quando o rei se sentisse triste, olhasse o anel e ficaria contente e se estivesse feliz, ao olhar o anel se entristeceria.

Os melhores joalheiros foram contratados e muitos homens e mulheres se apresentaram para dar sugestões sobre o anel, mas o rei não gostava de nenhuma. Então o conselheiro escreveu para o dervishe explicando a situação, pedindo ajuda e o convidando para ir ao palácio. Sem abandonar sua casa, o dervishe enviou sua resposta.

Poucos dias mais tarde, um anel foi feito com uma esmeralda e foi entregue ao rei. O rei, que havia estado deprimido por vários dias, mal o recebeu, botou o anel no dedo e olhando-o, deu um suspiro de decepção.
Logo começou a sorrir e, pouco depois, ria às gargalhadas.
No anel que usava estavam escritas as palavras “Isto também passará”.