Arquivo de fevereiro, 2013

POLITICAMENTECORRETO

chafurdamos  desde sempre pelas teletelas globais

quando começou essa onda do politicamente correto não lembro

é muito chata

estonteantemente chata

tão chata e ridícula

quanto ouvir a globo news

ou ler a coluna do novocaetanomanobabaca no estadão ou no globo

é bom ler

como é bom assinar a Veja

para saber como não devemos pensar

pelo menos assim penso eu.

tenho de saber como pensam os sacanas, os oligarcas, os banqueiros , os políticos, os donos dos grandes grupos midiáticos

para poder não sucumbir.

nessa esteira surgiu esse totalitarimo tupiniquim vindo do totalitarismo fundamentalista americano

que ameaça a sua liberdade

a minha liberdade

todas as liberdades

em nome de supostas regras, sãs e fundamentais.

um cacete.

politicamente correto não me convenceu até hoje

nem me fará sucumbir

da mais remota possibilidade de gritar

de testemunhar o meu tempo

de fazer um grão de areia do meu tempo

de não abdicar do direito à preguiça

de dizer não à escravidão

de não apodrecer no lugar comum do gado pastando dentro dos ônibus , metrôs, vilas e subúrbios.

de não ser pensado, agido e coagido,

de não ser calado, ficar calado, engolfado, colhido, mastigado, jogado fora e cuspido.

de não poder dizer não,

de dizer não na tora.

de dizer sim quando quiser.

e iremos  assim

como o poeta Manoel de Barros o fez e faz no seu revolucionário dialeto onde afirma:

ser poeta é a arte de ser inútil!!!!

 

PS – e poder pisar na grama sim.

OBS:

Se você procura alguém coerente, sensata, politicamente correta, racional, cheia de moralismo… Equeça-me! Se você sabe conviver… com pessoas intempestivas, emotivas, vulneráveis, amáveis, que explodem na emoção: acolha-me.”

Clarice Lispector

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REFLEXÕES SOBRE A ARTE DE VIVER” [TRECHO]
Por Joseph Campbell

Se você quer um título universitário para compensar um complexo de inferioridade, abra mão do complexo, pois ele é algo artificial.

Quando você cursa uma universidade, não faz aquilo que você quer fazer. Você descobre o que o professor quer que você faça para receber o diploma e faz isto. Se você quer o título para dar aulas, o ideal é fazer o curso da maneira mais rápida e fácil. Tendo recebido o diploma, aí você expande a sua educação.

Recebi uma bolsa de estudos na Europa, e fui cursar a Universidade de Paris. Estava dedicando-me ao francês e ao provençal medievais e à poesia dos trovadores. Quando cheguei à Europa, descobri a Arte Moderna: James Joyce, Picasso, Mondrian – toda aquela turma. Paris, em 1927-1928, era outra coisa. Depois, fui à Alemanha, comecei a estudar Sânscrito e me envolvi com o hinduismo. Depois Jung enquanto estudava na Alemanha. Tudo estava se abrindo – deste lado, daquele lado. Bem, a minha dúvida na época foi: “Devo voltar para aquela garrafa?” Meu interesse pelo romance celta se fora.

Fui à universidade e disse: “Olha, não quero voltar para aquela garrafa”. Tinha feito todas as matérias necessárias para o título; só precisava redigir a maldita tese. Não me deixavam ir para outro lugar e dar prosseguimento aos estudos, e por isto eu disse, vão para o inferno. Mudei-me para o campo e passei cinco anos lendo. Nunca tirei meu Ph.D. Aprendi a viver com absolutamente nada. Estava livre e não tinha responsabilidades. Foi maravilhoso.

É preciso coragem para fazer aquilo que você deseja.

Outras pessoas têm um monte de planos para você.

Ninguém quer que você faça o que você quer fazer.

Eles querem que você embarque na viagem deles, mas você pode fazer o que quiser.

Eu fiz isto. Fui para o mato e li durante cinco anos.

Foi entre 1929 e 1934, cinco anos. Fui para uma pequena cabana em Woodstock, Nova York, e mergulhei. Tudo que fazia era ler, ler, ler, e tomar notas. Foi na época da Grande Depressão. Eu não tinha dinheiro, mas havia uma importante distribuidora de livros em Nova York chamada Stechert – Hafner, e eu escrevia e pedia livros para eles – os livros de Frobenius eram caros – e eles me mandavam alguns exemplares, e eu não pagava. Era assim que as pessoas agiam durante a Depressão. Eles esperaram até eu conseguir um emprego, e então eu os paguei. Foi um gesto muito nobre. Fiquei realmente grato por eles.

Li Joyce, e Mann e Spengler. Spengler fala de Nietzsche. Vou a Nietzsche. Então, descubro que não se pode ler Nietzche sem ter lido Schopenhauer, e por isso vou a Schopenhauer. Descubro que não se pode ler Schopenhauer sem ter lido Kant. Então, vou a Kant.- bem, concordo, você pode começar daqui, mas é bem difícil. Depois Goethe.

Era excitante ver que Joyce estava na verdade, lidando com o mesmo material. Ele nunca menciona o nome de Schopenhauer, mas posso provar que esse foi uma figura importante na forma como Joyce construiu seu sistema.

Depois leio Jung e vejo que a estrutura de seu pensamento é basicamente a mesma de Spengler, e fico reunindo todo este material.

Não sei como passei esses cinco anos, mas estava convencido de que ainda sobreviveria a mais alguns. Lembro-me de uma ocasião em que tinha uma nota de um dólar na gaveta de uma cômoda, e eu sabia que enquanto ela estivesse ali, eu ainda contaria com meus recursos. Foi bárbaro. Eu não tinha responsabilidade, nenhuma. Era excitante – escrever meus comentários no diário, tentar descobrir o que eu queria. Ainda tenho tudo isto. Quando leio esse material hoje, não consigo acreditar. Na verdade, houve momentos em que quase pensei – quase pensei – “Caramba, gostaria que alguém me dissesse o que eu tenho de fazer”, algo assim Ser livre, implica tomar decisões, e cada decisão é uma decisão que altera o destino. É muito difícil encontrar alguma coisa no mundo exterior que se ajuste ao que o sistema dentro de você tanto anseia. Hoje, sinto que tive uma vida perfeita: aquilo de que precisava apareceu justamente quando eu precisava. Na época, eu precisava viver sem emprego durante cinco anos. Isso foi fundamental.

Como diz Schopenhauer, quando você analisa sua vida em retrospecto, tem a impressão de que seguiu um enredo, mas, no momento da ação, parece o caos: uma surpresa atrás da outra. Depois, mais tarde, você vê que foi perfeito. E tem uma teoria: se você estiver seguindo seu próprio caminho, as coisas virão até você. Como é seu próprio caminho, e ninguém o percorreu antes, não existe um precedente; logo, tudo que acontece é uma surpresa, e na hora certa.

 

 

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No começo era o verbo

e nós não aprendemos a conjugar.

No começo não havia o tempo

e nós estamos usando ele sem saber parar.

O tempo vai nos ensinar,

pena que talvez não haja mais tempo…

 

 

 

O homem é mortal por seus temores e imortal por seus desejos.

Pitágoras

Nunca sabemos quando será nosso último momento.
Cuide para que ele não seja um ‘curtir’ no facebook.

Augusto Branco

Espero que toda essa conectividade (orkut, msn, facebook, twitter, formspring…). Tenha um propósito maior do que o já constatado, roubar o nosso tempo.

Kléber Novartes

Eu não a pago para ter sexo, eu pago para ela não me adicionar no facebook.

Charlie Harper

“Deus criou a vida para que cada um cuidasse da sua; e Mark Zuckerberg criou o facebook para que todo mundo cuidasse da vida de todo mundo.”

Dani Calabresa

No Facebook é assim: Uma indireta, mil atingidos e o alvo nem leu.

Vanessa Pimentel

 

 

 

 

 

 

 

TULIPA RUIZ. ADMIRÁVEL !!!

Publicado: 12/02/2013 em Atualidades

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sábio amigo e conselheiro, o gaúcho colorado Negão, me disse certa vez:

– eu me tenho sempre em constante cuidado com as palavras que me saem da boca,

pois seu eu não souber guardar…

simples e profundo e grandioso conselho.

as palavras podem ser um elo de ligação, um poema, um hai-kai,

um vir a ser,

as palavras tem um poder que constroem jardins e deitam pontes e fazem azul, amarelo e mais azul e o eterno.

No princípio era o Verbo,

e nós conjugamos tudo errado.

 

PS – 

Os homens de poucas palavras são os melhores.

William Shakespeare

 

As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade.

Victor Hugo

A pintura é poesia sem palavras.

Voltaire