Arquivo de maio, 2010

Escurinho. Poeta popular.

Publicado: 31/05/2010 em Poesia
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No te rindas,
aún estás a tiempo de
alcanzar y comenzar de nuevo,
aceptar tus sombras, enterrar tus miedos,
liberar el lastre, retomar el vuelo.

No te rindas
que la vida es eso,
continuar el viaje,
perseguir tus sueños,
destrabar el tiempo,
correr los escombros
y destapar el cielo.

No te rindas,
por favor no cedas,
Aunque el frío queme,
aunque el miedo muerda,
aunque el sol se esconda,
y se calle el viento,
aún hay fuego en tu alma
aún hay vida en tus sueños.

Porque la vida es tuya
y tuyo también el deseo
porque lo has querido
y porque te quiero.

Porque existe el vino
y el amor, es cierto.

Porque no hay heridas
que no cure el tiempo.

Abrir las puertas,
quitar los cerrojos,
abandonar las murallas
que te protegieron.

vivir la vida y aceptar el reto,
recuperar la risa,
ensayar el canto,
bajar la guardia y
extender las manos,
desplegar las alas e
intentar de nuevo,
celebrar la vida y
retomar los cielos.

No te rindas,
por favor no cedas,
aunque el frío queme,
aunque el miedo muerda,
aunque el sol se ponga y
se calle el viento,
aún hay fuego en tu alma,
aún hay vida en tus sueños
Porque cada día es un comienzo nuevo.

Porque ésta es la hora y
el mejor momento.

Porque no estás sola.

Porque yo te quiero.

Mario Benedetti

PS – Para essa semana começar com um poema de ouro, um amigo de verdade, com o olhar de paz e o imenso coração de Edgar Mattos. Obrigado pela lembrança. A todos os amigos uma semana com muita tranquilidade, bons frutos e muito amor.

PS – Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
– para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

Mário Quintana

Um banquete espiritual:

Faço parte dos exilados das igrejas. Não importa a denominação, onde ocorreu o batismo, a origem familiar. Sou um exilado religioso.

Não o exílio do termo Relicare: Religação ao Divino. O céu desce a terra. Belo ideograma japonês o representa. Faço parte de uma geração que se auto-exilou.

Uma geração inteira que  foi para as ruas. Fazer seu rock, tomar suas quantidades de álcool, andar nos trilhos errados, sob a luzes vermelhas. Sina de ciganos. Busca da verdade.

E hoje, guiado pela luz dos olhos de Gabriela , participei com toda a família de um momento regado ao amor. Amor cristão. Amor humano. Gente. Me fez bem.

Mais um dia em que o tempo corre devagar. Corre não. O tempo sussurra carinhos nos nossos ouvidos. Os olhos marejam e eu quase pago outro mico, beirando aos urros na igreja. Ainda bem que o diretor conhece Sabiá desde tempos imemoriais. E Sabiá é bicho chorão. Babão dos filhos. Dona Ana. Nem precisa dizer mais nada.

O que me deixa mais feliz é acreditar na humanidade. Momentos assim me fazem crer cegamente nos meus semelhantes. Porque essa mesma alegria, essa mesma retidão, essa mesma bondade e pureza ,eu posso ver nos olhos dos meus amigos. Sejam os que eu vejo de tempos e tempos e batemos bola aqui virtualmente. Sejam os que eu converso diariamente e batemos nossa bola aqui todo santo dia.

E roubando a poesia de Chico: ” foi bonita a festa pá, fiquei contente e ainda guardo renitente um velho cravo para mim.”

 

PS – “O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que
as pessoas escalassem o Everest ou fizessem
grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos
amássemos uns aos outros.”

Chico Xavier

Logo abaixo Clara Nunes cantava sobre o “MAR SERENO”!! Pois bem, inspirada nela fui buscar uma obra prima da telona: “MESTRE DOS MARES”!!
Como explicar que, uma obra prima musical dessas, era executada lá pelos anos 1750, pelo italiano Luigi Boccherini? Ele e muitos outros mestres da música clássica morreram na miséria, e tiveram suas obras reconhecidas séculos mais tardes.
No filme “Mestre dos Mares”, sua obra “La musica nocturna de Madri”, faz a trilha sonora do longa (fantástica).
Obras como essa nos norteiam pelos horizontes da vida!!
Uma vez Roberto Fernandes, quando treinador do Náutico mandou tocar essa música no vestiário, logo após uma vitória (acho que Náutico 1×0 Flamengo, gol de Sidni). Os jogadores se entreolhavam sem entender bulhufas do som que saía das caixas. Pudera, esperar o que de um bando de “atletas”!!!!
SOM NA CAIXA:

Escrito há bastante tempo, mas de uma atualidade impressionante.

SINTO VERGONHA DE MIM

Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!

“De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto”.

 

MARTE VISTA DO HUBBLE

Publicado: 29/05/2010 em Poesia

NUNCA SUBESTIME…

Publicado: 29/05/2010 em Poesia

Com certeza, não há estudos médicos comprovando a eficácia dessa substância no tratamento do problema acima.

Mas funciona prá muita gente. Pode ser o efeito placebo. A “mão de Dios”. Nâo sei.

Comigo está funcionando. Nenhum droga foi utilizada. Paralelo ao Licopeno um programa extraordinário de emagrecimento feito pela médica da Cassi que tem sido uma pessoa realmente abençoada.

Três semanas. Três quilos a menos. Maravilha.

Com direito a uma escapadela como no sábado passado regado a jabá e caldinho.

E um única e solitária cerveja. Tadinha. Mas deu pro gasto.

Agradeço o carinho de Edgar Mattos e o “toque” do Licopeno. Esse não doeu. Nem no bolso.

E no mais é carregar o fardo de ser bancário e alvirrubro. Depois de ontem. Luz amarela.

PS – Não olha torto pra mim não, que eu to de saco cheio

Cara com cancer de prostata para um vesgo

 

Lembra dessa? by João Carlos.

Publicado: 29/05/2010 em Poesia

Denúncia grave. O garoto foi estimulado pelo pai a virar fumante.

40 dedos de prosa e alguns poemas.

Publicado: 27/05/2010 em Poesia


A princípio apenas como esboço, este é o nome do livro. Gestado, parido, fecundado, em ordem inversa, anti-natural. Aqui mesmo neste blogue nasceu este infante. Primeiro de uma série que espero faça surgir outros infantes. Ninhadas ou não. Como diz o poeta baiano. Ou sim como dizemos nós o pernambucanos. Os que ficamos do lado de cá. Melhor para nós.

O livro está pronto? Sim. Como sim? O livro está escrito dentro do blogue. Organizar é que são elas. E contar com apoio de algum orgão como a Bagaço, Fundarpe. Batalhar pelo filho eis a questão.

Mas quem escreveu o livro? Todo mundo que passou por aqui. Por ordem de frequência e também como co-autor, indiscutivelmente meu amigo Arsênio. Número 1 dos comentaristas. Mas tem todo um grupo unido composto por Edgar Mattos, João Carlos, André Gustavo, Emmanuel Jr, Felipe, Andrei, Carlos Henrique, Lucídio, Houldine, meus três filhos, minha mulher. Enfim, todo mundo pos a mão na massa. E isso é um grande e inenarrável prazer. Um livro coletivo. Com diversos autores.

Para a posteridade da posteridade. E principalmente para hoje.

PS – Queremos livros que nos afetem como um desastre. Um livro deve ser como um machado diante de um mar congelado em nós

Franz Kafka

PS – Um grama de ação vale uma tonelada de teoria.

Friedrich Engels

A musa dos poetas modernos.

Publicado: 26/05/2010 em Poesia

 

Tu Queres Sono: Despe-te dos Ruídos

 Ana Cristina Cesar

Tu queres sono: despe-te dos ruídos, e
dos restos do dia, tira da tua boca
o punhal e o trânsito, sombras de
teus gritos, e roupas, choros, cordas e
também as faces que assomam sobre a
tua sonora forma de dar, e os outros corpos
que se deitam e se pisam, e as moscas
que sobrevoam o cadáver do teu pai, e a dor (não ouças)
que se prepara para carpir tua vigília, e os cantos que
esqueceram teus braços e tantos movimentos
que perdem teus silêncios, o os ventos altos
que não dormem, que te olham da janela
e em tua porta penetram como loucos
pois nada te abandona nem tu ao sono.

Mandu “Timbú” Sarará

Publicado: 26/05/2010 em Poesia

Octavio Paz.

Publicado: 26/05/2010 em Poesia

 

ESCRITO COM TINTA VERDE

A tinta verde cria jardins, selvas, prados,
folhagens onde gorjeiam letras,
palavras que são árvores,
frases de verdes constelações.

Deixa que minhas palavras, ó branca, desçam e te cubram
como uma chuva de folhas a um campo de neve,
como a hera à estátua,
como a tinta a esta página.

Braços, cintura, colo, seios,
fronte pura como o mar,
nuca de bosque no outono,
dentes que mordem um talo de grama.

Teu corpo se constela de signos verdes,
renovos num corpo de árvore.
Não te importe tanta miúda cicatriz luminosa:
olha o céu e sua verde tatuagem de estrelas.

(Trad. Haroldo de Campos)

 

Mário Benedetti


Cuando éramos niños
los viejos tenían como treinta
un charco era un océano
la muerte lisa y llana
no existía.

luego cuando muchachos
los viejos eran gente de cuarenta
un estanque era un océano
la muerte solamente
una palabra

ya cuando nos casamos
los ancianos estaban en los cincuenta
un lago era un océano
la muerte era la muerte
de los otros.
ahora veteranos ya le dimos alcance a la verdad
el océano es por fin el océano
pero la muerte empieza a ser
la nuestra.

 

Para o caro Andrei, saudações lusitanas. Veja que maneira nova de tocar a guitarra. Pelo menos para mim, acostumado ao estilo clássico. Me pareceu novo e belo.