Arquivo de abril, 2010

Na moderação…

Publicado: 30/04/2010 em Poesia

PS  – Eu bebo para fazer as outras pessoas interessantes.

Groucho Marx

PS II – Só se deve beber por gosto: beber por desgosto é uma cretinice.

Mário Quintana

PS III – Viva cada estação enquanto elas duram, respire o ar, beba a bebida, saboreie a fruta, e deixe-se levar pelas influências de cada uma.

Henry David Thoreau

 

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Panis et Circenses

Publicado: 29/04/2010 em Poesia

Por enquanto a festa está garantida.

Movimento de classes. C, D e E.

Sobem um pouco. E nesse pouco estatístico. Milhões entram no Deus Mercado.

Falta saúde.

Falta educação.

Falta transporte.

Falta segurança.

De verdade. De qualidade.

Bobagem cada brasileiro trabalhar quatro meses do ano para o sócio Governo.

Falo isso porque , como bom irresponsável , só agora estou enviando minha Declaração de Ajuste Anual do IRPF.

Nome pomposo. Que quer dizer: Cadê o seu dindim?

Porque o resto é por nossa conta.

 

PS – Esqueci de lembrar que o circo foi garantido ontem. O pão fica para o TRT. Vão cobrar lá. Que puteiro que é bom, só o de Sabiá pagava 100% dos salários e iam direto dos clientes para as fornecedoras. Sem rá-rá. Sem por fora. Sem putaria.

AMÉM.PS – PARA MATAR A SAUDADE AS VERSÕES DOS MUTANTES E DE MARISA MONTE:

 

Eu fico com a primazia de ser o último a escrever.

Uma vez que eu sou o primeiro a ir. Prá ontem.

 

 

Irmão, como você mesmo me falou, ainda não chegou minha vez…
Mas você vai, e dará tudo certo.
Lépido e Fagueiro.
Abraços

Arsenio Meira Junior

Estressa não,Domingos.Depois pra reabilitar o selo você bota pólvora,KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK:

André Gustavo

SOBRE O PSA

1) TENHA CERTEZA QUE O MÉDICO ESTÁ SEM RELÓGIO. IMAGINA O CARA LIGANDO NO DIA SEGUINTE DIZENDO QUE ESQUECEU O RELÓGIO.
2) EVITE ASSUNTOS COMO FUTEBOL, RELIGIÃO E POLÍTICA, POIS O MÉDICO PODE SE EMPOLGAR E ESQUECER DE TIRAR O DEDO. MELHOR FICAR CALADO.
3) QUE SEJA RÁPIDO COMO BRISA, MAS NÃO COMO UMA FLECHA OU COMO UM TREM BALA.

Tadeu Rocha

Não esqueça de exigir que o médico use a camisinha…

Edgar Mattos

Domingos, amigos do Blog, o veim aqui com 50, e por um milagre divino depois de Luccas 10, Maryanna 08, vai ser pai de novo. E confesso a vcs, sou irresponsavel ao extremo, sou digamos frouxo, a palavra médico mim amedronta, mais vou a ELES, fazer tudo que tiver direito, mais vou sabendo das proibições das coisas boas da vida, mais tenho que fazer todos tipos de exames, e como falou uma grande minnistra brasileira, é deitar, relaxar e gozar. Hoje a noite o timba na final, vamos engolir o leão do Arsenio

Osvaldo Soares Neto

O “mais pior” é se tu gostá e se aviciar!

João Carlos

O que você faria sem energia?

Publicado: 23/04/2010 em Poesia

 Luis Sucupira

 

Quatro horas sem energia…
Já sabemos que se ocorrer um apagão elétrico o tempo será o maior inimigo da humanidade. Cerca de 4 horas depois as telecomunicações começam a entrar em pane. A grande maioria dos computadores está fora de operação e sem internet. A informação só é acessível por rádio ou por aparelhos de TV ligados a outra fonte de energia. Os celulares funcionariam precariamente. A maioria dos hospitais que não possui geradores está em apuros. Aparelhos que mantém a vida começam a se desligar o que forçará a transferência de pacientes críticos. Essa transferência é ainda mais crítica, pois os semáforos já estão sem funcionar faz 4 horas. Movimentar-se neste cenário é uma tarefa desgastante.

Dez horas sem energia…
As geladeiras e os refrigeradores que não estão ligados a geradores estão descongelados. A saída será salgar a carne e o peixe para evitar a perda. Começará o racionamento de água nos prédios onde não existem geradores. Algumas pessoas começam a chegar às suas casas por conta do trânsito caótico. Para quem mora nos andares mais altos é ainda mais doloroso. Uma pessoa que mora na cobertura de um prédio de 20 andares, sem gerador, terá ainda que subir 40 lances de escada. Os geradores de hospitais precisam ser reabastecidos. Supermercados sem gerador estão em apuros, pois as câmaras frigoríficas já estarão esquentando e toda comida vai se perder se nada for feito pelas próximas 10 horas.

Vinte e quatro horas sem energia…
O governo informa que não há previsão de retorno da energia elétrica. Começa a faltar água em prédios residenciais. Não existe trabalho nos escritórios que dependem de energia e de computadores e internet. O clima começa a ficar confuso e as pessoas começam a se desesperar. Alguns mais prevenidos vão aos supermercados em busca de gás, água e alimentos. Postos de combustíveis que não possuem fonte de energia de reserva estariam com problemas para abastecer as enormes filas de carros. Tudo está com cara de feriado nacional depois que o governo pediu para que evitassem sair de casa. As pessoas parecem estar de folga têm água, gás, combustível nos carros e alguns até tem notebooks com carga e celulares com baterias pela metade e continuam consumindo comida e água sem economizar. Alguns até arriscam fazer um churrasquinho em casa, confiantes que logo a energia volta, mas essa confiança será traída.

Quarenta e oito horas sem energia…
Cerca de 48 horas depois, ainda sem previsão de retorno da energia, começa a correria a supermercados para estocar água e comida. Os geradores dependem do fornecimento de combustível para continuar operando e após 48 horas de falta de luz, a entrega está prejudicada e começa a evoluir até a sua produção. A cidade ainda está sob relativo controle. Hospitais e prédios residenciais ainda recebem combustível para seus geradores. Nos apartamentos que não os tem a água começa a faltar. Nos supermercados e mercadinhos sem gerador, frios e congelados se estragam. Filas se formam em bancos para pegar dinheiro. Cartões de débito e crédito começam a perder a sua utilidade. Celulares não funcionam e telefones fixos estão ativos apenas em algumas áreas.

Quinze dias sem energia elétrica…
O dinheiro começa a perder valor, já que está inacessível e quase que esgotado na maioria dos bancos. A moeda física circulante não é suficiente para a economia funcionar. O caos no transito (carros abandonados, sistema publico de transporte em colapso, falta de resgates) prende as pessoas nas suas casas, algumas com fome e sede. A comida estragada nos grandes centros urbanos é jogada nas ruas e o mau cheiro predomina. Começam os saques e a ordem pública nas cidades estará ameaçada. O exército é chamado para controlar o caos e distribuir água e alimentos aos mais necessitados. Gangues e milícias começam a se formar. Umas para saquear e a outras para protegerem seus patrimônios. Neste momento a polícia pouco pode fazer. O lixo começa a se acumular nas ruas, prédios e residências. Sem água começa a exalar um odor fétido. As ruas estão sujas. Começam a proliferar doenças sobrecarregando os hospitais já cheios por causa de acidentes de transito, pessoas pisoteadas no pânico dos saques, vítimas de violência urbana, doenças crônicas. Os diabéticos são os primeiros a serem atingidos. Sem ter como conservar a insulina muitos não tem como controlar a glicose. Diante do cenário e sem previsão de retorno, sair das cidades é a melhor alternativa. As pessoas em pânico e desesperadas são seus maiores inimigos. É hora de fugir delas! Neste momento, sem uma previsão de retorno da energia, muitos pegam as estradas em direção às suas casas de praia, sítios, fazendas onde haveria melhor conforto e estariam mais distantes da confusão. A motocicleta seria o transporte mais rápido. Nos hospitais o caos começa a se instalar.

Trinta dias sem energia elétrica…
Por mais incrível que possa aparecer, a população que vive no campo, os donos de sítios e de casas de praia tem mais conforto enquanto aguardam o retorno da energia. Aqueles que têm geradores a diesel, a gás, a energia solar ou eólica estariam bem. Para esperar com segurança o retorno da energia o melhor é manter-se longe dos grandes centros. As pessoas que ainda não saíram das suas casas começam a entender que precisam sair das cidades. Quem está no campo começa a correr perigo. Armas e munição valerão mais do que carros. Começam a faltar remédios e as doenças aparecem por conta do lixo e de animais em decomposição jogados nas ruas. A maioria dos hospitais está sem remédios e o número de mortos aumenta a cada dia. Na fila de espera por atendimento em hospitais está se decidindo quem pode viver e quem vai morrer. Alimentos não perecíveis começam a faltar. Com a economia desorganizada começam trocar uma coisa por outra para obter aquilo de que se precisa para sobreviver. As cidades com melhor estrutura têm barricadas nas suas entradas, fruto do processo cooperativo que deverá acontecer em muitas delas. A informação circulará apenas através do rádio para quem tem um funcionando. Radioamadores e rádios que operam na frequência dos Citizen Band voltam a ter grande utilidade e podem funcionar à baterias de automóveis por longo tempo. Para ter luz à noite, nas residências, o uso de velas será uma boa alternativa para quem não possui lanternas que não usem pilhas. Os velhos dínamos voltam a ter serventia.

Sessenta dias sem energia elétrica…
Pessoas com treinamento em sobrevivência, que saibam produzir alimentos, manipular produtos químicos e trabalhar com energia alternativa serão as mais valiosas e também as com maiores chances de sobreviver mais tempo. Em um mundo sem energia elétrica tudo retornará ao que era no Século 19. Quem vive atualmente no século 19 – ou seja, sem energia elétrica – não vai sofrer, em um primeiro momento, tanto assim, mas a sociedade atual – totalmente dependente de equipamentos eletrônicos não se adaptará ao modo de vida do Século 19. O celular que há 20 anos não existia, hoje não se vive sem ele. Na minha infância e adolescência não havia celular, nem internet, nem computador e vivíamos bem sem eles, mas hoje ao tirar isso de um jovem de 20 anos ele ‘pira’, não sabe o que fazer. Tudo hoje em dia depende dos computadores e com o clouding até mesmo documentos estarão em locais fisicamente inacessíveis. As cidades, após sessenta dias sem luz estão praticamente abandonadas e entregues a própria sorte. Só os mais safos sobrevivem. O Estado quase não existe e o controle é precário.

Setenta e um dias sem energia elétrica…
Uma notícia é veiculada pelo rádio informa que radioamadores comunicam que algumas unidades de distribuição de eletricidade estão voltando a operar. A notícia se espalha rapidamente, mas o fato da energia estar de volta não resolverá todos os problemas causados pela falta dela. Em setenta dias muito da infraestrutura foi afetada pelo desgaste natural ou pela ação de vândalos.

Setenta e três dias sem energia elétrica…
Os governos soltam comunicado que é divulgado pelos radioamadores dando conta da lista de prioridades, nela estão aqueles que serão os primeiros a terem a eletricidade de volta, mas não informa quando residências e empresas terão a energia reestabelecida.

Oitenta dias sem energia elétrica…
A energia começa a voltar e algumas residências já estão ligadas novamente, mas a maioria das pessoas foi embora. Com a notícia muitos começam a retornar para reconstruir suas vidas. A economia recomeça de forma localizada e a prioridade é água e alimento. Aos poucos o mundo recomeça, mas ainda levará anos até que tudo volte ao que era antes ou ao que volte a ser como deveria ter sido. Cientistas do mundo inteiro se reúnem para discutir uma tecnologia que permita um plano B para a população mundial. Uma das saídas propostas, emergencialmente, é a mudança de um sistema unificado (toda a geração é distribuída por um único sistema, que falhou e pode falhar novamente) para um sistema misto onde parte da geração seria feita próxima ao local de consumo, utilizando uma via de transmissão alternativa, minimizando riscos.

Voltando à realidade posso dizer que este exercício de pensamento apesar de mórbido não é impossível de acontecer. Tal infraestrutura não pode depender exclusivamente do Estado e de corporações. As pessoas devem descobrir como gerenciar a eletricidade, pois sem energia elétrica tudo estará prejudicado e a maioria das vidas humanas definitivamente por um fio. Basta que falte energia elétrica por pelo menos um mês, basta que a distribuição seja afetada de forma grave para que talvez a maior fragilidade da nossa civilização apareça.

Se 2012 será mesmo um marco na história da humanidade ou não, não importa, mas ele serve pelo menos para refletir.

O que você faria?  Qual seria o seu plano B?

Cabo da Boa Esperança.

Publicado: 22/04/2010 em Poesia

Esperança.

Segundo Nietzsche era o derradeiro mal. Prolongava o sofrimento.

O que dizer do príncipe dos profetas?

Acaso não somos também profetas?

Minúsculos, suburbanos, provincianos, mas o somos.

Em diversos graus.

Eu me agarro a minha esperança.

Ela é a minha sombra.

Ela é maior do que eu posso vir a ser. Maior do que a minha fé.

Maior do que o meu medo.

A esperança me faz seguir em frente.

Naquele caminho que nossos pais disseram: esse é o caminho da retidão.

Tropeçando, levantando, caindo, levantando e seguindo.

Esperança. Nome de gente também.

Conheço uma linda jovem com esse nome.

Filha de um grande colega. Um grande amigo, ora pois.

O sorriso de Esperança acende em nossa alma a certeza de que vale a pena o amor.

Já nos lega desde sempre Thiago de Melo.

Vale a pena o amor. A esperança também.

E os nossos ancestrais ao dobrarem este Cabo nos descobriram, virtualmente.

Centenas de anos atrás, algumas centenas vá lá. Pois outros ancestrais já estavam.

E esses, para esses era o Deus Tupi. O Criador do Céu e da Terra.

E quem há de duvidar?

Por hora é isso.

Em construção.

Lembrei do livro do grande médico Chicão. A Construção do Dia. Poeta,médico,gente.

Vou construindo meu dia.

Esperemos meus amigos.

A cura. Saracura. Tudo virá por acréscimo.

Alguns dias, semanas, ou até meses.

Mas a Esperança virá. E vencerá.

Da mesma maneira que as coisas estão sendo passadas a limpo no clube que a gente ainda ama.

Dulce bellum inexpertis.

Publicado: 21/04/2010 em Poesia

PS – À primeira vista, o céu estrelado impressiona por sua desordem. Um amontoado de estrelas dispersas ao acaso. Mas , ao olhar mais atento, aparece a ordem cósmica, impertubável – cada noite, aparentemente desde sempre e para sempre, o mesmo céu estrelado, cada estrela no seu lugar, cada planeta realizando seu ciclo impecável. Mas vem um terceiro olhar; vemos um universo em expansão, em dispersão, as estrelas nascem, explodem, morrem. Esse terceiro olhar exige que concebamos conjuntamente a ordem e a desordem; é necessária a binocularidade mental, uma vez que vemos um universo que se organiza desintegrando-se.

EDGAR MORIN.

 

PS. TOITIÇANTE –  Elisabeth Kubler-Ross

As pessoas sempre me perguntam como é a morte. Digo-lhes que é sublime. É a coisa mais fácil que terão que fazer. A vida é dura. A vida é luta. Viver é como ir à escola. Dão a você muitas lições a estudar. Quanto mais você aprende, mais difíceis ficam as lições. Quando aprendemos as lições, a dor se vai.”

“Sei muito pouco sobre a filosofia da reencarnação. Não foi o tipo de educação que recebi. Mas sei agora que existem mistérios da mente, da psiquê, do espírito, que não podem ser examinados em microscópios ou testados com reações químicas. Com o tempo, saberei mais. Com o tempo, vou compreender.”

 

PS – DE ANDRÉ GUSTAVO.  AMÉM !!!

 

 

 

PLANTÃO TIMBÚ !!! URGENTE !!!

Publicado: 20/04/2010 em Poesia

Ao chegar do banco leio no blog Acerto de Contas:

Conselho rejeita por 20 x 0 as contas da gestão passada.

Aquela. Do fog londrino.

Aquela que rendeu milhões de processos para mim e para outros alvirrubros.

Que fez meu PSA subir e o TGO e o TGP.  Lasquem-se as taxas. A notícia que merece grito de gol.

Um dos dias mais felizes da minha vida.

Agora é tocar a boiada. Boi tungão na frente. Rumo ao Cotel.

 

 

Hora de dar uma ligeira parada.

Por nenhum motivo senão cuidar da saúde.

Não tem cristão que aguente o rojão lá do banco.

Pensei que não viveria os anos 90 e o começo do século 21.

Mas estou vivendo. Sobrevivendo. Não está fácil.

E a família cobra. Com razão.

Tem de haver tempo para tudo.

Inclusive para o chopp com os amigos.

Que a vida não é só a tela. A teletela. O Big Brother.

Por alguns dias, meus caros amigos, o fusca irá para a manutenção.

Propus, tempos atrás, entregar o login e a senha para o mano Arsênio.

Ele com elegância e educação, acertadamente recusou.

Rotinas de exames. Programa de perda de peso com responsabilidade.

Cuidar do relógio. Do fígado. Esteatose que não é moderada e que tem de ser cuidada.

Enfim , chega de leriado.

Pit Stop. Para voltar melhor.

Obrigado por tudo.

Até hoje , já chegamos a 742 posts. Mais de 43.000 acessos. 5.000 comentários.

Dá para escrever vários livros só com os bate-bolas que tivemos por aqui.

Levo o coração tranquilo. A consciência limpa.

E espero voltar melhor ainda.

Que o Tibet está longe. E o Dalai Lama eu só quero ver em fotos.

Levitação nem pensar.

 

PS – E André Gustavo havia mandado um excelente vídeo. Que cai agora em hora certíssima. Acabou Chorare… Ainda não… Nós não somos os novos baianos, somos os novos pernambucanos. Vamos continuar… Se Deus quiser. AMÉM.

 

Parando…

Publicado: 17/04/2010 em Poesia

 

A primeira condição para ser alguma coisa é não querer ser tudo ao mesmo tempo.

Tristão de Ataíde

Políticas partidárias a parte.

Paixões esquecidas. Vamos olhando para nossas vidas.

Esse clip do Paralamas me fez voltar no tempo.

E observar como cada um sai de suas tragédias pessoas. Uns mais fortes ainda.

Nesse caso específico , uma volta por cima espetacular de Herbert Vianna.

Todo dia é dia de agradecer, basta olhar o próprio corpo. A saúde.

A vida dos parentes, a família. As bençãos. Muitas.

E a contagem que a gente faz pelo canto do olho, pelo canto da alma, das perdas nossas de cada dia.

E vemos como a vida é injusta.

De verdade.

Sem explicação.

PS – Para o meu querido, o nosso querido Luiz Maia. Poeta dos bons. Escritor. Que trava o seu bom combate, a sua luta desde 1972, quando um “acidente” o deixou cadeirante. Encontrá-lo no bompreço fazendo compras é a certeza de um bom papo. De voltar para casa rejuvenescido. Por alguém que sempre tem uma palavra de apoio, de conforto, quando deveria receber. Um gentleman. Um exemplo.

Mensagem ao presidente!
Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, o trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Tarso, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para ‘meter a mão na decisão do juiz’, mas para abrir a ‘caixa-preta’ do Poder… Vi também V. Exa. falar sobre ‘duas Justiças’ e sobre a influência do dinheiro nas
decisões da Justiça.
Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V.Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato.
Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks.
Não precisa mais chorar. O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora.
Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só.
Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela.
Basta ao presidente mandar seu amigo Tarso tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado.
Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados.
Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade.
Afinal, V. Exa.. foi eleito para isso.
Sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que, em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25,00 do Bolsa-Escola , tinham voltado para aquela vida (??) insólita simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola .
Como se pode ver, Sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Tarso sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco) .
Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o Sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé.
Temos os precatórios que não são pagos..
Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, Sr. presidente). Não temos medo algum de qualquer controle externo, Sr. presidente.
Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Tarso, ele explica o que é).
De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado.
Evidente que V. Exa. usou da expressão ‘caixa-preta’ não no sentido pejorativo do termo.
Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa.
Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes.
Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado.
Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação, apenas para fazer uma ‘escova’. Cachorros de juízes não andam de carro oficial.
Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa.
Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.
P.S.: Dê lembranças a ‘Michelle’. (Michelle é cachorrinha do presidente que passeia em carro oficial).

 

Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São
Paulo, São Paulo.

 

 

PS – Esse é meu. Nâo é do Juiz não. Lula falou besteira sim. Mas , na minha opinião, eu que não sou advogado, mas vivo e trabalho 8,9,10 e até 12 horas por dia numa agência do B.B. que atua junto aos Tribunais. E junto aos poderes municipais e estadual. O Juiz esqueceu das mordomias “patrocinadas” pelos bancos oficiais, que ganham muito dinheiro com os depósitos judiciais. É muita mordomia sim. Que vão de um doar umas estalecas para  um simples Congresso de Magistrados, até construir Tribunais, simplesinhos, espartanos. Reformas em gabinetes de Desembargadores . É um escândalo. Chamo isso de extorsão. Eles sabem quanto os bancos ganham com a ineficiência do próprio Judiciário e fazem essa prática que eu abomino. E mais não digo, que faltam sete anos para eu me aposentar. “Em todo caso, Lula mereceu escutar essa toitiçada. Não tem moral para falar de caixa preta nenhuma. Se tiver de abrir , ele abre a caixa preta do filho dele. E aí adeus eleição de Dilma. A popularidade não cai,  porque o povo que cai de fome está ancorado no bolsa-família. Que aliás, aproveitando o ensejo e a ocasião, Serra vai criar o bolsa-família Adams…”

 

  

Tribuna Livre !!!

Publicado: 16/04/2010 em Poesia

Randômico, poético, escalafobético, político, escrachado, romântico, desportivo. Não importa. Tudo vale a pena se a Tribuna não é pequena:

E tome o poeta Maior no toitiço de vocês:

Soneto da perdida esperança

Perdi o bonde e a esperança.
Volto pálido para casa.
A rua é inútil e nenhum auto
passaria sobre meu corpo.

Vou subir a ladeira lenta
em que os caminhos se fundem.
Todos eles conduzem ao
princípio do drama e da flora.

Não sei se estou sofrendo
ou se é alguém que se diverte
por que não? na noite escassa

com um insolúvel flautim.
Entretanto há muito tempo
nós gritamos: sim! ao eterno.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Arsenio Meira Junior
 
 

PARA PROVOCAR A DISCUSSÃO PROPONHO A SEGUNTE QUESTÃO. APÓS A PARTIDA PALMEIRA X ATLÉTICO PARANAENSE, ONTEM REALIZADA, O JOGADOR MANOEL, DO ATLÉTICO, PRESTOU QUEIXA NA POLÍCIA CONTRA O ZAGUEIRO DANILO, DO PALMEIRAS, QUE O TERIA CHAMADO DE “MACACO”, OFENSA CONSIDERADA ATO DE RACISMO E, COMO TAL, PUNÍVEL PELA LEI AFONSO ARINOS. O QUE VOCÊS ACHAM:
A) CHAMAR DE MACACO É MAIS GRAVE DO QUE CHAMAR DE FILHO DA PUTA OU DE CORNO ?
B) XINGAÇÕES DENTRO DO CAMPO SÃO CASO DE POLÍCIA ?
C) POR QUE O NEGÃO A QUEM SE DIRIGE A PRETENSA OFENSA NÃO REPLICA : “VOCÊ NÃO GOSTA DE MIM MAS SUA MULHER GOSTA”… OU
D) PARA FICAR NO REINO ANIMAL: ‘É MELHOR SER MACACO DO QUE SER VEADO COMO VOCÊ”
SÃO APENAS ALGUMAS SUGESTÕES TÃO INFANTÍS COMO ESSA DE SE OFENDER COM O QUE SE DIZ DENTRO DE UM CAMPO DE FUTEBOL.

E AQUI UMA CONSIDERAÇÃO MAIS SÉRIA: O PIOR RACISMO NÃO É O QUE SE COMETE COM PALAVRAS; MAS AQUELE QUE SE PRATICA COM ATOS CONCRETOS DE UMA EVIDENTE DISCRIMINAÇÃO.

Edgar Mattos
 
 
 
mestre Edgar, estou com a B. dentro de campo vale tudo, quando jogava levei e dei dedada, tapa na cara levei e dei, chamei jogadores juizes de ladrão, safado, filhos da puta, e no final iamos todos para a galera, tomar todas e rir da cabeça quente. é muita frescura hoje, essa coisa de jogador chamar o outro de Negão, Macaco, é na hora do sufoco, da cabeça quente, apos o banho tudo beleza, tudo normal. Digo, isso,pois como sou professor e tenho uma especialização em AFRICANIDADES. Como dizia aquele cronista, uma coisa é uma coisa, e por ai vai.
Com a palavra o Dr. Arsenio
 
Osvaldo Soares Neto
 
 

Edgar e Osvaldo traçaram bem a linha.
O que existe hoje é hipocrisia.
O tal do politicamente correto, que de correto não tem nem o politicamente.

E tome frescura, manipulação, mídia, desvio de atenção.
E a definição que Edgar deu parao preconceito é defintiva.
Nada mais a dizer a não mandar um abraços aos meus dois amigos alvirrubros. Opa, três, que o editor do fusca é timbu desde prisca eras. Pera aí, já são quatro, pois Holder nasceu encarnado e vive com o branco no coração; e não é que são cinco, pois André Gustavo defende o CNC com inteligência afeição. Olhem lá. já são seis. Ou melhor sete. João Carlos com sua verve vale por dois, ou então vale por quatro. Beatles forever.

Só sobrou eu do Sport.
Mesmo assim mando um abraço pra mim mesmo.

Arsenio Meira Junior
 
 
Edgar propos e resolveu.Os demais complementaram.Mas que a coisa já tá beirando a “frescura paranóica” tá.Se alguém te chama de branquelo ladrão,japa corno,gordinho trambiqueiro,baixinho mau caráter,você vai considerar ofensa os adjetivos ladrão,corno,trambiqueiro e mau caráter não ?No Brasil é muito comum e sem intenções pejorativas se identificar as pessoas por traços físicos: “é aquele branquelo ali1″. “chama aquele baixinho ali por favor”, “sim,é aquela loura de vermelho” etc,etc.Agora ouse chamar “aquele negão de branco” ou “aquela negra linda”. Todo mundo se ofende e o cara é “negão” mesmo e a mulher é negra de verdade.
Tenho amigões homossexuais (gays e lésbicas) e digo a eles: não gosto de escrotice e falta de educação.Prá mim um casal (gay,lésbicas,hetero) se amassando languidamente em público,em locais inadequados eu desaprovo.É falta de educação.Afinal,todo mundo urina e faz sexo e é ótimo mas,nem por isso faze-lo em plena Conde da Boa Vista ao meio-dia seria aprovável.
Aquelas passeatas do Orgulho Gay o que significam ? Para que servem ?
O que reinvidicam aquelas pessoas seminuas se amassando,se ralando e rebolando ao som de Ivete Sangalo sob os olhares complacentes e demagógicos da politicalha à céu aberto à vista de crianças,idosos e do cidadão comum ? Qual o objetivo (se existe algum) ? Acho que vou criar o dia do Orgulho Hétero.O estandarte em forma de VIAGRA,Chico Buarque no trio elétrico.Convidarei os amigos,as patroas e por que não algumas meninas d a Luz Vermelhas (as CAMÉLIAS)
 
João Carlos
 
 

É dificil o cabra gritar em campo “saia daqui seu afro-descendente gerido por uma profissional do sexo!”.Mas o que ele fez é crime e acho que a queixa na delegacia foi correta.Porém creio que não haverá punição,pois a defesa alegará que foi o “calor da emoção” e a vida seguirá.
PS: muitas pessoas se referem a Pelé como “O Negão”,e nunca vi ninguém esbravejado por isso…

Andre Gustavo
 

Octavio Paz. Dose dupla.

Publicado: 16/04/2010 em Poesia
ENTRE IRSE Y QUEDARSE 

 

Entre irse y quedarse duda el día,

enamorado de su transparencia.

 Todo es visible y todo es elusivo,

todo está cerca y todo es intocable.

 Los papeles, el libro, el vaso, el lápiz

reposan a la sombra de sus nombres.

 Latir del tiempo que en mi sien repite

la misma terca sílaba de sangre.

 La luz hace del muro indiferente

un espectral teatro de reflejos.

 En el centro de un ojo me descubro;

no me mira, me miro en su mirada.

 Se disipa el instante. Sin moverme,

yo me quedo y me voy: soy una pausa.

 

  

 

ENTRE IR E FICAR  
Traduzido por Anderson Braga Horta

 

 

                       Entre ir e ficar hesita o dia,

                       de sua transparência enamorado.

                        A tarde circular é já baía:

                       em seu quieto vaivém se mexe o mundo.

                        Tudo é visível e tudo elusivo,

                       tudo está perto e tudo é intocável.

                       O lápis, os papéis, o livro, o vaso

                       abrigam-se na sombra de seus nomes.

                       Pulsar do tempo, latejar-me à fonte,

                       teimosa, a mesma sílaba de sangue.

                       A luz tece no muro indiferente

                       um espectral teatro de reflexos.                        

                       Bem no centro de um olho me descubro:

                       não me fita, me fito em seu olhar.

                        O instante se dissipa. Sem mover-me,

                       eu me quedo e me vou: sou uma pausa.


 


 

Quem dera Cidinha transferisse o título para Pernambuco.
Quem dera.
Rezar adianta???

CARDEAL PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ
Postado por Luiz Berto no 13 de abril de 2010 (11:18) 

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Santidade

Ela foi candidata na eleição de 2006 e, como não foi eleita  pela honestidade como se apresentou aos seus eleitores,  vai tentar novamente no corrente ano.

Será que  se elege?

R. Nas últimas eleições para Deputado Federal, Lurdi Jipão foi uma das mais divulgadas aqui nas páginas do JBF.

Lamentável que não tenha sido eleita.

Parece que a orientação é votar apenas nos filhos das putas.

As putas propriamente ditas não conseguem o reconhecimento do eleitorado. Uma pena mesmo.

PS – A primeira foto de 1978. A segunda dez anos depois. No cantinho direito está lá 1988. Daí prá frente fui me aguentando até 1990 já casado. Bom, em 1998 acho que ainda dava pro gasto. Hoje 2010. Meu Deus. Onde é que eu vou parar? Vamos em frente. Que a balança empurra a gente.

Mais refresco.

Publicado: 14/04/2010 em Poesia

Prá mim. A Harmônica mais bem tocada no Pop. Desde o Jazz até o Rock.