Arquivo de maio, 2013

harpa1

 

 

Pensei nas últimas semanas, agi, corri feito louco.

Sofri assédio moral quase que diário, escapei, sobrevivi a um dia de chuva, a outro dia de fúria.

Chorei sozinho no banheiro, mas ainda não era o fim do mundo.

Me afoguei em toneladas de papel, serviço, responsabilidades, dinheiro dos outros para cuidar, mas ainda não era o fim do mundo.

Nada é o fim do mundo.

O fim do mundo, do mundo de cada um, que é o que nos cabe cuidar e melhorar,

é quando  o amor se desvai, se finda, não medra, não se explica, nem se justifica.

O fim do mundo, normalmente é uma escuridão.

E nela é quando não vemos nem a nossa sombra.

O mundo precisa é nascer, é preciso viver esse parto,

é  preciso medir e aceitar e perceber que o amor não é depender de ninguém,

que o outro longe, um dia volta, ou um dia a gente se encontra.

O outro longe é lugar que nunca existe nem existiu.

Sempre haverá no calor da ausência uma certeza

que não deixa ir embora nosso sorriso.

(*) escrito nos engarrafamentos de Raincife e Hellcife entre alguns dias de Maio ou desmaio. como seja.

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