Arquivo de novembro, 2009

Reestruturação e Êxito.

Publicado: 30/11/2009 em Poesia

Hoje começa mais uma etapa importante de uma CAMINHADA HISTÓRICA.

João Batista apresentará no Conselho Deliberativo do Clube Náutico Capibaribe, o projeto da chapa Reestruturação e Êxito.

Um dos maiores alvirrubros que pude conhecer na minha vida.

Abnegação, trabalho, caráter, ética, vergonha e uma folha de serviços prestados ao clube.

Sem nada retirar em troca.

Trabalho por amor. Para o Náutico e pelo Náutico.

Incontestável.

Que possam todos estar atentos a esta apresentação.

Ela é um marco na vida do Clube Náutico Capibaribe.

É uma possibilidade concreta de seguirmos por um novo caminho.

Um caminho construído com a participação da maioria.

Um caminho democrático.

Verdadeiro.

Profissional.

Visando interesses do clube.

Sem personalismos.

Sem agendas ocultas.

E principalmente buscando aquilo que todos sonhamos: O NÁUTICO GRANDE!!!!!!SOBERANO!!!!!!

Deus te abençôe JOÃO BATISTA.

Sucesso.

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In-Memorian

Publicado: 29/11/2009 em Poesia

 

LUTO PELA FALTA DE LUTA.

LUTO PELA FALTA DE COMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA.

LUTO PELA FALTA DE TRANSPARÊNCIA.

LUTO PELA GESTÃO NEBULOSA E CHEIA DE DÚVIDAS.

LUTO PELA INDIFERENÇA COM A TORCIDA.

LUTO PELO DINHEIRO JOGADO PELO RALO.

LUTO PELO REBAIXAMENTO QUANDO TIVEMOS O MELHOR CENÁRIO PARA FICARMOS.

LUTO PELA MAIOR TORCIDA EM AMOR E QUALIDADE DO BRASIL

LUTO POR TODOS NÓS.

AGORA É PARTIR PARA O PRÓXIMO ANO.

JUNTAR OS CACOS.

VÊ SE COLA PELO MENOS O QUE SOBROU DO CLUBE. E DÁ PARA FAZER MEIO.

E SE A GENTE TEM MAIS SORTE.

PORQUE TODO O AZAR DO MUNDO POUSOU NO CLUBE NESTE ÚLTIMO BIÊNIO.

NADA MAIS A FAZER. DEPOIS DO DILÚVIO CONTAM-SE OS MORTOS.

NOSSA VERGONHA ESTÁ DE PÉ.

NOSSA LUTA VAI TIRAR O LUTO E COLOCAR A VERDADE NO LUGAR QUE LHE PERTENCE.

 

PS – Mais um reinado desaparece para alegria do povo que tudo paga e tudo sofre.

 

 

 

Estava numa palestra e o cara resolveu desconstrair o ambiente.

Contou-nos  um breve estorinha sobre como às vezes “os nossos” ferram conosco.

A ilusão de que se joga no mesmo time. Quando  enxergamos, o machado já derrubou a floresta inteira. Ou os machados. Que sozinho muitas vezes o estrago é menor. Mas quando é uma patota. Valha-nos Deus agora e para sempre.

Então vejamos:

– Numa bela floresta, não tão grande, mas ainda imponente, centenária, em local nobre e com muita riqueza.Com uma biodiversidade aristocrática. Viviam árvores fantásticas.

– Um baobá de 108 anos e uma castanheira um pouco mais nova lideravam aquela bela mata tropical.

– Havia por lá parasitas, cupins, sanguessugas, enfim como toda boa floresta que se preze. Ah, esqueci, havia cobras em abundância. Mas estas até então estavam confinadas.

– Até que um dia , a mais gorda e cínica dentre elas assumiu o comando da floresta.

– Quase acaba toda a riqueza. Mas as lendárias castanheiras e baobás e cedros e jacarandás resistiam. Cupim não rói, não se acaba uma floresta assim.

– A cobra agoniza. O fim do seu reinado é certo. Ela chama uns amigos para colocar outro espécime estranho num andor mais estranho ainda.

– O grupo se dirige para a floresta. Todos empunhando seus machados. Carregando no andor o eleito, o aclamado.

– O Baobá vê de longe mas não enxerga o contexto. Apenas os cabos de madeira nos ombros dos que já haviam rebaixado a floresta antes.Para categorias até tipo C. Terrível.

– A castanheira aflita pergunta: eles vão nos destruir?

– O Baobá cego, na condição de Conselheiro diz: – CALMA PESSOAL !!! ESSES AÍ SÃO DOS NOSSOS!!!

– O final já se conhece.

Não tive mais condição de continuar na palestra. O mundo corporativo é muito estranho, complexo e imita a vida. Imita o mundo dos esportes. O mundo da bola.

Pensei se essa estorinha de menino buchudo não continha nela uma riqueza inesgotável.

Do tamanho da riqueza dessa floresta. De tanta vida. Nossas vidas.

E cheguei a uma conclusão. É preciso parar de nos enganarmos.

Ou a gente bota uma pá de CAL nos lenhadores ou a nosso foto ficará parecida com a foto aí de cima.

 

PS – Me socorro , peço ajuda, imploro e me vem a cabeça ADRIANA FALCÃO:

” Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros. ”
” Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho. ”
” Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia. “

PS II – Pro jogo de logo mais, ADRIANA FALCÃO de novo, no toitiço;

” Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça. ”

PS III – Pro jogo de logo mais, ARISTÓTELES no coração:

“A esperança é o sonho do homem acordado.”

A candidatura de Francisco Dacal e João Batista Cavalcanti para presidente e vice, respectivamente, é a grande novidade política no Clube Náutico Capibaribe. Há mais de quatro décadas não há uma disputa nos Aflitos. Geralmente, os presidentes são eleitos por aclamação.

A eleição será no dia 10 de dezembro e pode, verdadeiramente, dar um novo rumo político e administrativo ao clube.

Por que? É simples: ambos saíram da torcida, viraram colaboradores, diretores e subiram na hierarquia não por serem amigos de lideranças, o que, naturalmente, ocorreu no decorrer do processo. Eles ganharam destaque pelos serviços prestados ao clube.

João Batista, ex-auditor do Banco do Brasil, é responsável direto pela redução do grande passivo do Náutico, negociando e reduzindo débitos de toda ordem, inclusive os trabalhistas.

E em nenhum momento eles receberam qualquer valor do Náutico como contrapartida pelo trabalho.

A candidatura da dupla é mais do que justa. E esse zelo administrativo que eles sempre tiveram, além da natural paixão pelo clube, pode ser um obstáculo e tanto para o grupo situacionista.

É inegável também que Sérgio Aquino e André Campos, líderes da situação, têm um grande prestígio junto à torcida.

Mas a questão que deve estar incomodando bastante é a legitimidade de Toninho Monteiro, o candidato que eles estão apoiando.

Qual o trabalho que desenvolveu, que serviços prestou ao Náutico até o momento?
Outra questão bate à porta: é verdade que ele apoia o projeto de saída do Náutico dos Aflitos?

João Batista e Dacal estão do outro lado, não querem ver o Náutico longe do tradicional e aristocrático bairro. E para isso contam com o apoio de muitos membros do Conselho Deliberativo, todos vão votar na eleição.

PS – Enquete à vista!!!!!! Os Conselheiros estão de olhos abertos? Sim ou Não?


“POEMA EM LINHA RETA”

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza. ”

 

PS – Ao amigo Arsênio Meira, sócio proprietário, remido, patrimonial, deste blog/fusca/fiteiro. Mas que tenho certeza aqui a gente batido um bolão. Modéstia a parte. O livro vai sair. Um abração.

UM MATUTO NA POLTICA
ESTA É A HISTÓRIA DE UM CORONEL, QUE QUERIA CANDIDATAR UM MATUTO PARA DEFENDER OS SEUS INTERRESSES.
SERVE DE ADVERTENCIA PARA POBRE COM PRETENÇÕES DE SE CANDIDATAR.

A HISTÓRIA.
PALAVRAS DO CORONEL:
– NÊGO FODA!
ESTE ANO VOCÊ SERÁ CANDIDATO.
– EU CORONÉ?
PERGUNTA O MATUTO.
– VOCÊ MESMO! IRÁ DEFENDER OS MEUS INTERESSES NA CAMPANHA, PEDIR VOTOS CRUZADOS ETC.
O MATUTO DISSE:
– CORONÉ! EU VOU DIZER UM NEGOCIO A VOIS MICÊ,
– EU QUE SOU UM MATUTO EXPROMENTADO,VIVIDO E VIAJADO NAS BEIRAS DE POSTULÂNCIA POLITICAL, VOU LHE DIZER UM RETAIO DE SABENÇA QUE É A PRONÚNCIA MAIS APRONUNCIADA SOBRE POLITICA QUE EXESTE NESTE MUNDAREU SELVAGIADO PELOS ANIMÁ, VEGETARIADO E BARRIDO PELAS PAIAS DO COQUEIRO E AGUADO PELAS AGUAS DO MAR., ALÉM DO SITOMA REFEITUROSO,EMBOCADURA DEPUTADAL, CANCHA DE GOVERNADOR E SENADOR, SUSTANCIA DE PRESIDENTE, O CABA PRA SER POLITICO NESTE BRASIL PRECISA, NO MINIMO,MINIMÓRIO DO SEGUINTE ADJUTÓRIO :
PRIMEIRO: – COMEÇAR JUNTAR DINHEIRO, PARA DEPOIS COMEÇAR JUNTAR GENTE.
– ENGOLIR MUITA RIMUNHÊTA DE CABRA FALSO, FELAPUTISTA E PIDÃO
– DESATAR NÓ CEGO DE CONVENÇÃO.
– ESCUTAR CAQUIADO DEFICULTOSO DE PARTIDÁRIO QUE SÓ TEM UM VOTO E OLHE LÁ!
– ENTRAR EM EMBUANCIA DE CAMPANHA.
– PROMETER COMO SEM FALTA E FALTAR COMO SEM DÚVIDA
– FICAR REFÉM DA LINGUA DO POVO
– FAZER CONCHAVO COM RESEVISTA DA DITADURA
– DESCAVIAR OS CAMINHO MODE O QUIXÓ DA OPOSIÇÃO.
– RECEITAR PRA MAIS DE MONTE
– DESMURMURAR MULHER FALSA AO MARIDO E COISEIRA.
– ACOMPANHAR ENROLAMENTO DE PAPAEL DE JUSTIÇA
– LEVAR FAMA DE TER ESFRATICADO MOÇA DONZELA
– LEVAR FAMA DE SER CORNO, BAITOLA E LADRÃO.
– AGUENTAR FAZIMENTO DE POUCO DE ELEITOR DISBRIADO.
– BOTAR TAMANCA PARA A OPOSIÇÃO
– BATER 500 GUIBONGO PARA XANGOZEIRO
– GRITAR ALELUIA EM IGREJA PEGUE E PAGUE.
– ALEGRAR SESÃO ESPRITA.
– ASSISTIR MEIA MISSA E SAIR COMUNGADO.
– BATIZAR MENINO FEIO COM NOME DE DESMELIELISON JERRY
– DA DE COMER DO BOM E COMER PORCARIA .
– ALMOÇAR EM LATA DE GOIABADA
– DISPRONUNCIAR DISCURSO MAL FEITO DE CANDIDATO TABACUDO
– APLAUDIR DISCURSO DISVIRGULADO SEM RUMO E SEM PONTO FINAL.
– ATURAR CONVERSERO DUPLICADO MESMO DEPOIS DE BANSEIRO
– ATURAR GENTE FURONA E DESCONHECIDA DENTRO DE CASA
– VIVER RINDO E FUMAÇANDO PELO FUNDO FEITO FERRO DE ENGOMAR
– ACABAR SUA D20 ZINHA NA BURAQUEIRA.
– ATURAR BABÕES CIVIS E MILITARES
– BOTA NO BRAÇO MENINO NOVO DO FUNDO CAGADO
– TOMAR CERVEJA QUENTE DE ESPUMA MUCHA
– TOMAR WISK DRULLY SEM GELO NUMA XICARA DE LOUÇA COM TIRAGOSTO DE CANGICA
– BEBER NAQUELAS MESONA DE IMBUIA NUMA SALETA ESCURA E ABAFADA ENCOSTADO NUMA CRISTALEIRA E CERDADO DE CABOS ELEITORAIS COM CADA SUVAQUEIRA DE TORAR
– ENTREGAR TAÇA DE CAMPEÃO A TIME SAFADO
– CHORAR EM VELORIO DE DESCONHECIDO
– PROFESSORAR INICIAIS DE NOME DE CAMPANHA PARA ELEITOR TAPADO
– ESCORREGAR EM LAMA DE ESGOTO
– GRITAR Ó DE CASA EM CASA ÔCA
– SE ABRIR PARA ELEITOR DESABRIDO
– PAGAR CANA PRA PINGUNÇO DESOCUPADO
– FAREJAR POEIRA DE BUNDA EM PALANQUE
– LEVAR DEDADA NO CU, CÁ PRA NÓS QUANDO TÁ NOS BRAÇOS DO POVO
– ESCUTAR DESTAMPATORIO DE FUGUETÃO NO PÉ DO OUVIDO,
– MAGOAR O DEDO MINDIM EM PASSEATA
– DURMIR CHIQUEIRADO DA MULHER E DOS FILHOS
– APERTAR A MÃO DE COTÓ
– GANHAR ABRAÇO FEDORENTO
– RECEITA CAIXÃO DE DIFUNTO E AMBULÂNCIA
– ENFIAR A MÃO EM SACO DE DENTADURA PRA DISTRIBUIR COM A MUNDIÇA
– COMPRAR VOTO EM DIA DE ELEIÇÃO
– ESTELIONATAR VOTO EM BOCA DE URNA
– ENTRAR EM EMBUÂNÇA DE APURAÇÃO
– DÁ COBRO EM VOTO ROUBADO
– APERTAR A MÃO DE TRAIDOR OPORTUNISTA
– E DESPOIS DE ELEITO COMEÇAR ESSA CAMUBEBA TODA DE NOVO
– DEUS ME LIVRE DEU SAIR CANDIDATO, CHEGA ME FALTOU SUSPIRAÇÃO E EU VOU PARAR POR AQUI, PORQUE CONVERSA DE POLITICO E IGUAL A COCEIRA SÓ QUER UM PEZINHO E PRONTO.

… ?

Publicado: 28/11/2009 em Poesia

DROPS

quando eu vi você
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante
 

basta um instante
e você tem amor bastante

um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto

PS – stop/ a vida parou/ou foi o automóvel?  ( Drummond).

PS II- Tendo a ser, mas pouco/resta ainda um tempo/que me espera e reclama. ( Thiago de Mello).

Nessa hora ninguém lembra de Edson Miolo, Ângelo, Adriano Magrão, Negretti, entre outros;

Nessa hora ninguém lembra do zagueiro Toninho, que passou mais de um ano no DM e depois foi para o Figueirense sem jogar nenhuma partida sequer;

Nessa hora ninguém lembra que Kuki, Márcio Barros, Eduardo, Tuta, Davi, entre outros, ainda estão no elenco do Náutico;

Nessa hora ninguém vai lembrar que a contratação do chileno Chuck Gonzales foi só pra provocar o Sport;

Nessa hora ninguém vai lembrar que a regularização de Chuck González demorou 65 dias;

Nessa hora ninguém vai lembrar do balanço de 2008, onde faturamos R$ 25 milhões (ou seja, quase 2,1 milhões/mês), tinhamos uma folha de R$ 600 mil e ainda fechamos com um rombo de R$ 7 milhões;

Nessa hora ninguém vai lembrar de Márcio Bittencourt;

Nessa hora ninguém vai lembrar de Waldemar Lemos;

Nessa hora ninguém vai lembrar que perdemos Felipe (com contrato até o final de 2009) sem ganhar nenhum real;

Nessa hora ninguém vai lembrar do nigeriano Nwoko;

Nessa hora ninguém lembra que temos 40 “atletas” no elenco (O São Paulo tem 27);

Nessa hora ninguém lembra do “Caso Wellington”, onde o garoto ganhava R$465,00, jogava de titular e só tentaram renovar o contrato faltando 30 dias para terminar;

Nessa hora ninguém vai lembrar que contratamos Acosta, mesmo depois de tudo que ele fez, e pra completar, estava “bichado”;

Nessa hora ninguém vai lembrar do que Somália falou dos nossos dirigentes quando foi dispensado através da imprensa;

Nessa hora ninguém lembra que este ano temos o maior faturamento da história do Náutico;

Nessa hora ninguém lembra de Dudu Araxá, que o diretor Hélio Monteiro falou que “tirou” do Cruzeiro com muita competência;

Nesta hora ninguém vai lembrar da Champs;

Nessa hora ninguém lembra que lançamos uma campanha de sócio faltando 8 rodadas para o rebaixamento;

Nessa hora ninguém vai lembrar que perdemos o garoto Diego Bispo para o Fluminense de Feira de Santana/BA, por falta de pagamento do empréstimo;

Nessa hora ninguém lembra que a mensalidade do sócio é R$ 70,00 (a do Avaí custa R$ 30,00);

Nessa hora ninguém lembra que o presidente vendeu 4 mil ingressos para torcida do Flamengo em um jogo de vida ou morte;

Nessa hora ninguém lembra que logo depois da venda de Gilmar, a diretoria já estava fazendo jantar de adesão para arrecadar  “fundos”;

Nessa hora ninguém se lembra que o Avaí, o Barueri e o Santo André têm cotas no clube dos 13 bem menores que a nossa;

Nessa hora ninguém lembra que na 2ª rodada após o roubo do Botafogo/RJ o diretor (Hélio Monteiro) foi às rádio e TV dizer que aprovava a indicação de Wagner Tardelli para o jogo contra o Santos;

Nessa hora ninguém lembra das críticas que Eduardo Araújo e Gustavo Krause fizeram no meio do ano chegando ao ponto de Krause “enviar” uma carta aos céus para o nosso Eládio de Barros Carvalho;

Nessa hora ninguém se lembra que o nosso diretor de planejamento, acreditem, é Marcio Borba, aquele mesmo que nos rebaixou para a 3ª divisão em 1998;

Nessa hora ninguém se lembra que ficamos todos chateados quando no início do ano a imprensa brasileira declarou por unanimidade que o Náutico seria um dos clubes rebaixados;

E mesmo assim tem gente falando que a culpa do nosso rebaixamento é do clube dos 13, CBF, máfia do apito, etc…, de todos! Menos do AMADORISMO da nossa diretoria.

Por: Fred Magalhães


Paulo Leminski – no toitiço.

Publicado: 28/11/2009 em Poesia

PS – Deve ocorrer em breve

        uma brisa que leve

        um jeito de chuva

        à última branca de neve.

        Até lá, observe-se

       a mais estrita disciplina.

       A sombra máxima

       pode vir da luz mínima.

 

Há um tempo em que é preciso

abandonar as roupas usadas

que já tem a forma do nosso corpo

e esquecer os nossos caminhos

que nos levam aos mesmo lugares…

É o tempo da travessia, e ,se não

ousarmos fazê-la,

teremos ficado para sempre

à margem de nós mesmos.

 

PS – O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

Fernando Pessoa

Tem uma estorinha engraçada. Para descontrair. Nada aterrorizante não.

Quem advoga sabe disso, principalmente nas melhores famílias.

E foi no século passado. Então se avexe não.

Um amigo resolveu separar-se da mulher. Uma senhora da sociedade. Com jóias e sobrenomes. Obesa e cínica.

Mas a gente gostava dela. Afinal era esposa do amigo. Embora, bem, não julguemos o caráter da jovem senhora.

Então na hora do vamoS ver como o casal não tinha filhos, e tudo que ela pode tirar ficou de fora da contabilidade,

o amigo que não era besta havia casado com separação de bens.

O Meritíssimo entendendo logo o conflituoso casal não titubeia: vocês vão se separar por que? Nunca estiveram casados!

E meu amigo, justo muito justo.

A jovem senhora, obesa e cínica esperneou ou teve direito ao seu Jus -Esperniandi (escrevi certo Arsênio?)

Isso não vai ficar assim, eu vou lhe destruir, você não sabe do que eu  sou capaz.

Pense num bocão, parecia Mussão nas suas pegadinhas. O que rolou de ameaças e palavrões lá na Vara de Família só Millor explica.

Finalmente o amigo conseguiu se livrar do encosto salvando seu patrimônio.

É verdade que nos últimos dias antes da separação ela arrebentou os cartões de crédito do meu amigo,

detonou empréstimos em tudo que é canto possível do maior banco a menor factoring,

enfim o amigo cambaleou.

Mas ele tinha e tem uma multidão de gente que gosta dele.

E é um cara trabalhador. Passados alguns anos ele está novinho em folha.

Por precaução casou com uma mulher da idade dele, magrinha e trabalhadora.

E a ex por onde anda?

Bem falam as más línguas, que ela foi vista no Jiquiá, tentando vender um terreno,

outras dizem que foi ali perto de São Lourenço,

não importa, ela se foi.

E fica a lição para os futuros nubentes, as núpcias estão chegando.

Escolham certo. Porque essa estória de separação dá um prejuízo danado.

Principalmente quando a gente casa de olhos vendados, mãos amarradas e sem ouvir nossos conselheiros.

 

PS – Já dizia o Raul: ” Nós não vamos pagar nada, nós não vamos pagar nada, é tudo free”.

Áspero…

Publicado: 27/11/2009 em Poesia

ÁSPERO

O signo da palavra,

o signo do coração,

a sina é a ponta da lança

o espinho fatal onde a dor me alcança.

A alma vai limando

tudo que dela se aproxime,

espaço suficiente

para não caber outra dor,

aonde estou indo para ficar só,

e por isso muitas vezes,

com essa sina, esse signo,

deixei amigos no caminho

espinhos na pele,

feridas abertas.

O coração que resiste

pulsa insistente,

nessa guerra entre a poesia e a fome,

a distância de um olhar,

em que passamos lado a lado,

e não podemos fingir quem somos

quem sou,

que alimento um ser

que os amigos chamam de irmão, porém áspero.

Vou assim mesmo,

carregando o som e o trovão,

o raio e a manhã,

a própria dança mambembe

dos sonhadores ,

dos amantes,

das noites que ficaram acordadas,

das madrugadas enlouquecidas.

O coração insiste de novo, pulsa,

espera pelo sol,

aguarda o que

o horizonte anuncia

e a pele respira.

A alma tranquila

repousa assim.

 

PS – Pela definição perfeita captada pelo satélite do amigo Clávio. Aí de Sampa. Ai pra Sampa.Aquele abraço. Essa é prá você. 

Neruda também.

Publicado: 27/11/2009 em Poesia

 

MUJER NADA ME HAS DADO

 

Nada me has dado y para ti mi vida
deshoja su rosal de desconsuelo,
porque ves estas cosas que yo miro,
las mismas tierras y los mismos cielos,

porque la red de nervios y de venas
que sostiene tu ser y tu belleza
se debe estremecer al beso puro
del sol, del misino sol que a mí me besa.

Mujer, nada me has dado y sin embargo
a través de tu ser siento las cosas:
estoy alegre de mirar la tierra
en que tu corazòn tiembla y reposa.

Me limitan en vano mis sentidos
— dulces flores que se abren en el viento —
porque adivino el pájaro que pasa
y que mojò de azul tu sentimiento.

Y sin embargo no me has dado nada,
no se florecen para mí tus años,
la cascada de cobre de tu risa
no apagará la sed de mis rebaños.

Hostia que no probò tu boca fina,
amador del amado que te llame,
saldré al camino con mi amor al brazo
como un vaso de miel para el que ames.

Ya ves, noche estrellada, canto y copa
en que bebes el agua que yo bebo,
vivo en tu vida, vives en mi vida,
nada me has dado y todo te lo debo.

 

PS – As traduções que encontrei deixam o poema “torto”. Não sei se essa explicação convence. A musicalidade da língua nos aproxima mais de Neruda. Em todo caso para quem quiser eu coloco aqui ou por email . Mas como disse o poeta: carece não.

Hilda Hilst – no toitiço.

Publicado: 26/11/2009 em Poesia

Companheiro, morto desassombrado, rosácea ensolarada
quem senão eu, te cantará primeiro. Quem senão eu
pontilhada de chagas, eu que tanto te amei, eu
que bebi na tua boca a fúria de umas águas
eu, que mastiguei tuas conquistas e que depois chorei
porque dizias: “amor de mis entrañas, viva muerte”.
Ah! Se soubesses como ficou difícil a Poesia.
Triste garganta o nosso tempo, TRISTE TRISTE.
E mais um tempo, nem será lícito ao poeta ter memória
e cantar de repente:
“os arados van e vên
dende a Santiago a Belén”.

Os cardos, companheiro, a aspereza, o luto
a tua morte outra vez, a nossa morte, assim o mundo:
deglutindo a palavra cada vez e cada vez mais fundo.
Que dor de te saber tão morto. Alguns dirão:
Mas se está vivo, não vês? Está vivo! Se todos o celebram
Se tu cantas! ESTÁS MORTO. Sabes por quê?

“El passado se pone
su coraza de hierro
y tapa sus oídos
con algodón del viento.
Nunca podrá arrancársele
un secreto.”

E o futuro é de sangue, de aço, de vaidade. E vermelhos
azuis, braços e amarelos hão de gritar: morte aos poetas!
Morte a todos aqueles de lúcidas artérias, tatuados
de infância, de plexo aberto, exposto aos lobos. Irmão.
Companheiro. Que dor de te saber tão morto.


O poema acima foi publicado no livro “Poemas aos homens de nosso tempo”, Ed. Globo, São Paulo – 2003, pág. 109.

Drummond envia um fax… colorido.

Publicado: 26/11/2009 em Poesia

Cachorro louco

Publicado: 26/11/2009 em Poesia

PS – Leminski e Quintana começaram esta manhã de quinta-feira batendo bola neste fusquinha. Que coisa boa meus amigos. Que coisa melhor ainda meus inimigos. Se os tenho não os conheço. Os amigos sei onde estão, todos, raros, preciosos, moram  no que o eterno tem de agora, no meu coração.

PS II -” Minha vela queima dos dois lados, ela não vai durar a noite inteira, mas oh meus amigos, ah meus inimigos, que bela luz ela dá! Edna St Vincent Millay.

 

Lunar : Quintana de novo.

Publicado: 26/11/2009 em Poesia

Quintana : uma foto explica tudo.

Publicado: 26/11/2009 em Poesia

 

Se avexe não…

Que a gente ainda vai poder cuidar de você,

Se avexe não…

Que a sangria o bandido e a faca já estão partindo,

Se avexe não…

Muita gente te ama e te quer sempre subindo,

Se avexe não…

Pode parecer escuro na madrugada,

Se avexe não…

Mas o sol devagarzinho já vem surgindo.

Se avexe não…

Logo cedo o amanhã nos terá nos teus braços te zelando,

Se avexe não…

Falta pouco para que o povo venha cantando.

Se avexe não…

Nada pode deter a força de um povo que  te quer feliz,

Se avexe não,

crianças pulando, vibrando , pulsando no teu caldeirão.

Se avexe não…

Vale mais uma montanha de gente gritando N – Á – U – T – I – C O !!!

Que uma pequena sombra tentando fingir que está governando.

 

PS – As urnas da democracia resistem ao passar do tempo e das práticas políticas coronelistas. Resistem aos corneteiros. Aos que só bradam, escrevem artigos, agridem nas rádios, mas na hora se escondem, em notas, covardemente. Aos que nos corredores tapeiam nas costas suavemente os que vão apunhalar na próxima sala. Guardem um bom CONSELHO que lhes dou bem pago: Inútil tentar que o genro não passa. Pode o andor ser de ouro, cravejado de brilhantes, pode até ofuscar. Mas o brilho é falso, a nota é de trinta, a agenda é oculta, o interesse não é nosso. Os outros, sim Sartre, o inferno são os outros. Mas o céu é da torcida e ela é vermelho e branca e é dona de tudo, de cada centímetro quadrado. Dentro e fora do gramado.

PS II-CERTOS PAVÕES ESCONDEM DE TODOS OS OLHOS A SUA CAUDA – CHAMANDO A ISSO O SEU ORGULHO. Friedrich Nietzche.