A VIDA EM 24 FPS. POR HOULDINE NASCIMENTO.

Publicado: 11/11/2012 em Poesia

007 – Operação Skyfall (Skyfall, 2012)
Ação, 143 min.
Vigésimo-terceiro filme da franquia iniciada com ‘007 contra o satânico Dr. No’, em 1962, Operação Skyfall traz pela terceira vez Daniel Craig na pele de James Bond (“Cassino Royale” e “Quantum of Solace”). Nesta importante ocasião, que comemora os 50 anos da série no cinema, os produtores acertaram em cheio ao chamar o inglês Sam Mendes (“Beleza Americana”, “Foi Apenas um Sonho”) para a realização do projeto.
Na nova história, o agente 007 passa um bom período “nas sombras”, graças a uma missão mal sucedida em Istambul, onde foi roubada uma lista com os nomes dos agentes secretos da OTAN. A mando de “M” (Judi Dench, com presença mais efetiva), chefe do MI-6 – Serviço Secreto Britânico, ele tentava reaver o documento.
Numa sucessão de reveses, Bond desaparece. Para completar, a sede do MI6, em Londres, sofre atentado. Um acontecimento está ligado ao outro e James – ferido, mas não vencido – ressurge das cinzas para caçar os responsáveis.
Como é corriqueiro na série, há passagens por diversos lugares. Procurando pistas sobre quem está por trás dessa onda de crimes, Bond vai a Xangai e depois a Macau. Lá, estão os encantos de uma certa Sévérine (Bérénice Marlohe), mais uma a figurar no seleto grupo de Bondgirls.
Todo o ambiente de mistério é mantido até a entrada do antagonista. Silva (Javier Bardem) está em busca de vingança. Não tarda para perceber quem é o alvo e por quê. Diante desse entrave, se vê um jogo de gato e rato, enquanto há muita pressão em torno da líder do serviço secreto, tendo sugerida a renúncia.
Existe, ainda, uma preocupação em desenvolver o lado pessoal de Bond, ao resgatar suas raízes no interior da Escócia, lugar significativo para o desfecho da trama.
A obra se cercou dos melhores profissionais, incluindo o elenco, que contou também com Ralph Fiennes como o presidente do Comitê de Inteligência e Segurança. Houve uma feliz escolha do vilão, magistralmente composto por Bardem. Tudo isso proporcionou a “Skyfall” um enredo bem amarrado desde o começo. Em contrapartida, a participação do veterano Albert Finney não parece necessária.
No entanto, o grande diferencial – sobretudo quando se compara a ‘Quantum…’ – é que aqui não há situações injustificáveis, criadas simplesmente para dar intensidade à trama. Outro ponto positivo é a trilha de Thomas Newman, que garante um clima de suspense às cenas.
É interessante ver que as referências aos filmes anteriores são mantidas, como a Divisão Q, finalmente justificando sua presença. Ou então a volta do Aston Martin D85, cuja primeira aparição ocorreu em ‘007 contra Goldfinger’.
Não há como preterir a estonteante abertura na bela voz de Adele. Isso faz de “Operação Skyfall” uma bela homenagem e um dos melhores longas da franquia.

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comentários
  1. João Carlos disse:

    Notadamente pela narrativa precisa e objetiva do Houldini, pelo elenco estelar, deu vontade de ver. Considerando que “derna” de “minimu buchudo” nunca fui fanzoca desta série !
    ps; Houldini, essa música com Adele (tão fofinha e tão convencional) presta mesmo ? Como se chama ?

  2. Houldine Nascimento disse:

    João, eu também não posso ser considerado um “fã” da série. Sobre a música: achei bacana. Leva o mesmo nome do filme: Skyfall (segue link:). http://www.youtube.com/watch?v=S4Jlg8qQqwc

    Casou com a abertura. Abraço.

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