A VIDA EM 24 FPS. POR HOULDINE NASCIMENTO.

Publicado: 23/09/2012 em Poesia

MinC escolhe representante brasileiro na disputa do Oscar 2013
Na última quinta-feira (20), uma comissão do Ministério da Cultura, formada por sete pessoas, decidiu indicar “O Palhaço” como o representante do país na briga por uma vaga no próximo Oscar. De uma lista formada por 16 filmes, que incluía obras interessantes, como “Luz nas Trevas” e “Heleno”, e outras de qualidade questionável, foi o longa de Selton Mello que levou a melhor.
E não poderia haver escolha mais acertada, apesar dos nomes presentes, que são melhores do que se esperava. No entanto, “O Palhaço” é o único que obteve sucesso de público e crítica. Ao selecionar este filme como representante brasileiro a uma indicação na categoria de língua não-inglesa, o Brasil tenta diversificar e mostrar que é possível fazer obras com apuro artístico que se dissociem do “subgênero favela movie”, a exemplo de “Tropa de Elite 2”, que foi enviado no começo do ano para a Academia e acabou rejeitado.
Ou seja, trata-se de um avanço. Talvez seja consenso que “O Palhaço” é o melhor longa de ficção produzido e lançado em 2011, no Brasil. É também um filme com uma linguagem mais acessível ao público estrangeiro, pois traz um palhaço em crise existencial. Há mais de 10 anos não temos uma indicação em filme-estrangeiro. O último filme brasileiro indicado à categoria foi “Central do Brasil”, em 1999. Em toda a história da premiação, só emplacamos quatro nomeações (além de “Central…”, “O Pagador de Promessas”, em 1962; “O Quatrilho”, em 1996; e “O que é isso, companheiro, 1998).
Alguns países já anunciaram seus representantes. A Coreia do Sul elegeu o vencedor do último Festival de Veneza, “Pietà”, de Kim Ki-Duk. A Áustria optou pelo ganhador da Palma de Ouro de 2012, “Amour”, de Michael Haneke. Já a França escolheu “Os Intocáveis”, que atraiu mais de 20 milhões de espectadores por lá e mais de 23 mi no exterior.
Há alguns dias, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de L.A. mudou as datas do 85º Oscar. O anúncio dos indicados foi antecipado para o dia 10 de janeiro de 2013, três dias antes do Globo de Ouro. A lista curta, com os nove filmes não anglófonos semifinalistas, deverá sair duas semanas antes. Agora é torcer para que o Brasil retorne à premiação estadunidense!
Tropicália
Na semana passada (14), estreou nos cinemas do Brasil um dos documentários mais aguardados do ano. Com direção de Marcelo Machado, Tropicália segue os anos de 1967, 68 e 69, trazendo imagens de arquivo com os grandes nomes deste importante movimento artístico formado no Brasil. Além dos líderes Caetano Veloso e Gilberto Gil, que aparecem constantemente, o longa-metragem colhe depoimentos de músicos que se notabilizaram por seu pioneirismo. Os irmãos Arnaldo e Sérgio Baptista e Rita Lee (membros da banda Os Mutantes), Rogério Duarte, Capinam, Guilherme Santos e a divertida participação de Tom Zé. A Tropicália também reverberou no cinema, através das lentes de Glauber Rocha (“Terra em Transe”), nas artes plásticas com Hélio Oiticica e no teatro de Zé Celso, entre outros. O filme continua em cartaz nos cinemas dos Shoppings Recife e Plaza Casa Forte. Uma boa pedida.

Os 60 anos do São Luiz
Desde o dia 6 de setembro (data de sua fundação, em 1952), o Cinema São Luiz preparou uma programação especial em comemoração aos seus 60 anos. Um dos mais tradicionais cinemas de rua do país, a sala foi comprada em 2011 pelo Governo do Estado e, em 17 de agosto, fechou para reforma. Até o momento, foram exibidos alguns clássicos, como Casablanca (1942), O Canto do Mar (1953), Em Busca do Ouro (1925), O Tesouro de Sierra Madre (1948) e Coração Selvagem (1990). Ainda dá tempo de acompanhar ao menos mais dois grandes filmes: O Discreto Charme da Burguesia (1972), obra-prima de Luis Buñuel; e O Último Tango em Paris (1972), de Bernardo Bertolucci. Outras informações podem ser obtidas através do site http://www.pe.gov.br/blog/2012/09/05/cinema-sao-luiz-completa-60-anos-com-programacao-especial/.

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comentários
  1. João Carlos disse:

    Houldini o Palhaço é um filme belo, comovente mas por puro pitaco acho que não chega à vencer, inda mais com esse Intocáveis que todo mundo se deslumbrou. Acho que o caso de Tropa de Elite 2 ,que revelava o que a gente sabia,mas de forma soberba, é que para a Academia se assemelhava à várias ficções produzidas em Hollywood e não teve o impacto sobre eles como teve conosco. Sinceramente não gostei de Heleno. Arrastado e repetitivo. Poderia falar do som péssimo mas,talvez seja a versão em DVD.

  2. João Carlos disse:

    À guisa Domingão! Estou achando as letras dos textos muito apagadas, broda. Seria possível escurece-las mais ? Pelo o menos esse seu amigo ceguinho agradeceria!KKKKK. Deu trabalho ler o Houldini hoje!
    Vou lá no Face fazer um H !

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