A Kabala nos convida a uma reflexão.

Publicado: 25/04/2012 em ESPIRITUALIDADE

 

Amigo fusconauta, leitor do blog e comentarista bissexto, me envia um email.

Pede um momento de parada e de reflexão. Uma parada nas críticas e na acidez para que o tempero da vida fique mais leve.

Me ensina e eu tento aprender, que devemos parar de criticar quem quer que seja.

Ou perdoamos, ou na melhor das hipóteses ignoremos os mal feitos.

É difícil, retruco eu por email.

Mas o insistente amigo me envia este artigo, do excelente livro de Lilian Prist – A Hora da Kabala:

Na memória viva e atuante dos Kabalistas Isaac Luria e Baal Shem Tov:

” Em visita a um Tzadikim, ocorre o seguinte diálogo” :

– … Em qualquer situação , por pior que seja, devemos encontrar sempre algo de bom.

– … Mesmo na pior das situações?

– … Sim, porque os kabalistas dizem que, ao olharmos para qualquer coisa, sempre poderemos ver tanto o lado bom como o mau. Tudo o que existe no mundo é uma combinação de elementos positivos e negativos. Nada é absolutamente  positivo ou absolutamente negativo. Cabe a nós fazer a escolha de colocar nosso foco no aspecto melhor, e não pior, das coisas, situações, circunstâncias e pessoas.

– … Mas tem tanta gente que não presta no mundo! Como encontrar algo de bom nelas?

– … Os kabalistas, em especial, o Apta Rebbe, dizem que sempre existe uma centelha da Luz do Criador, mesmo na pior das pessoas. Basta procurar que encontraremos.

– … Éstá me parecendo que praticar este tipo de coisa não é nada fácil.

 

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” Você é um Deus? “, perguntaram ao Buda. ” Não “, respondeu ele. ” Então você é um anjo?” ” Não “. ” Então, o que  você é?”

– Disse o Buda: ” ALGUÉM DESPERTO”.

 

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Perguntei a uma criança, que caminhava com uma vela: ” De onde vem esta luz?” No mesmo instante ela a apagou.

” Diga-me para onde foi, que lhe direi de onde veio” .  Imam Hsan Al-Basri.

 

PS – Se as portas da percepção fossem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.

(William Blake. O casamento entre o Paraíso e o Inferno).

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comentários
  1. Anônimo disse:

  2. João Carlos disse:

    Gosto muito do estilo do Domingos.Da contundência, incisivo sem perder a poesia.É sempre poesia.Se eu tivesse esse talento, certamente seria melhor que ele simplesmente porque jogaria o coração mas… reveria,corrigiria,releria… para não perder a razão.”Devo reescrever isso ?” “Devo dizer de outra forma ?”. O cara da VEJA vai bem bem.Desmascara um prêmio injusto e imoral que o Chico Buarque recebeu.Até ai tudo certo. Então ele se desmancha,se revela e borra todos os seus próprios argumentos ao, de forma pejorativa tratar o Chico por “sambista”. Domingão não chega à tanto, claro! Mas às vezes quando o leio,vou pensando: Isso! É isso mesmo! Certo! Ótimo…ÊPA! Derrapou! Às vezes a gente pisa no calo mas a dor reativa é no coração. Isso em seus textos críticos.Porque nos apaixonados ele é imbatível e comovente…sempre.

    Quanto ao post, fico me perguntando onde se escondia algo “bom” em Hitler! Em Idi Amim Dada! No estuprador que retalha uma criança! Por mais que haja beleza e ternura numa fera (um leão,um urso…) não o quero no meu jardim.Numa jaula ou lá bem longe numa “jungle”. E eu fico por aqui!

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