Sábado Som. Por João Carlos de Mendonça.

Publicado: 17/03/2012 em Poesia
 
                                              3   S T O N E S
Uma característica marcante no som dos ROLLING STONES são suas guitarras. Sem apelar para o virtuosismo inócuo,as guitarras na banda se encontram em “riffs” marcantes e contrapontos eletrizantes. Parte inimitável na música do grupo.

BRIAN JONES deu início a tudo. Empedernido “blueseiro”,  queria um grupo do estilo e para tal foi convocando os outros.E vieram Mick, Keith, Bill e Charlie. Além de guitarrista, Brian era um excelente gaitista, portanto, desde o início o repertório do conjunto contemplava “covers” da música característica de New Orleans, Mississippi e Chicago em shows e nos primeiros discos. Mas ao mesmo tempo que chegava a um estrondoso sucesso mundial,os STONES eram alvos da crítica americana e mesmo dos músicos de blues dos EUA: para estes “não passavam de meninotes brancos ingleses surrupiando sua música” (Besteira! Enquanto a América se matava com “whites X blacks”, os ingleses liam/ouviam e refaziam,ao seu modo, o blues). Como não era muito de “compor”, Mick Jagger e Keith Richards assumiram a função com brilhantismo, criando os maiores e lendários clássicos do grupo só que, apesar da pegada de blues, as canções iam mais longe, com uma certa manha pop. Tudo isso,de certa forma, não agradava Brian. Ele achava que o som da banda estava ficando pop demais e queria voltar às raizes “blueseiras” dos Stones. Cada vez mais mergulhado nas drogas,a total insatisfação de Brian Jones alcançou o ápice quando a dupla Jagger/Richards resolveu “passear” pelo psicodelismo da moda,cometendo um disco fraco e sem a menor espontaneidade. Their Satanic Majesties Request tem até algumas boas canções mas o clima “viajandão” forçado do album predomina no geral. Claro que imediatamente a banda voltou à sua praia com a competência de sempre e o disco Beggar’s Banquet não me deixa mentir.É um clássico em todos os sentidos, só que nestas alturas, Brian estava chegando ao fundo do poço. Insatisfeito com o conjunto cuja liderança já lhe fugira das mãos, com a música que vinham produzindo, paranóico por conta das drogas e como se não bastasse, viu sua mulher, ANITA PALEMBERG,troca-lo pelo colega Keith. O clima realmente não o favorecia e Brian foi deixando os Rolling Stones de lado. No disco Let It Bleed, participou de apenas 2 ou 3 canções. Terminou sendo assassinado em sua piscina pelo empreiteiro da obra (até bem recentemente,achava-se que teria sido um acidente). Mas a verdade é que a perda de BRIAN JONES assustou o mundo inteiro e foi tremendamente lamentada.

No caso da música da banda, permito-me tomar partido contrário à Brian. Os Stones não poderiam se resumir a meros intérpretes das criações e do estilo musical de outrem. As composições cada vez mais originais de Jagger/Richards, sem perder de vista as suas origens, moldaram o som do conjunto para melhor e ajudaram a forjar uma das melhores e mais criativas bandas da história da música. Inconfundível, imprescindível.

Li outro dia numa biografia meio capenga, mas interessante, que a escolha de MICK TAYLOR para substituir Brian teria se dado por falta de opções. Como alguém pode escrever tamanha asneira ? MICK TAYLOR é um músico soberbo. Elegante e discreto, além de exímio guitarrista é um pianista de primeira (ele toca o piano na clássica balada Angie). Será que o Mr. Biógrafo sabe quem foi convocado para o lugar de Eric Clapton na banda JOHN MAYALL’S BLUESBREAKERS ? Ou quem tocou com JACK BRUCE (do CREAM) e com BOB DYLAN ? Ora, numa época em que os Rolling Stones já dividiam com os Beatles as maiores glórias da música, não convocariam qualquer um para ser membro efetivo do grupo. Dificilmente, claro, alguém com grande nome na praça, em bandas ou carreira solo, toparia. Clapton ou Hendrix por exemplos. Teria de ser alguém muito bom mas ainda se estabelecendo na carreira e, ninguém cairia tão bem (como de fato aconteceu) como Mick Taylor. Sua guitarra competente e criativa manteve as dobras e as pegadas com a do Keith Richards que, até liberou-se mais como músico. Pouca gente sabe, mas Mick Taylor já estava em LET IT BLEED. E seu nome já está gravado nos melhores albuns da banda (segundo a crítica geral) ou sejam, STICKY FINGERS,EXILE ON MAIN STREET, GOAT’S HEAD SOUP e IT’S ONLY ROCK AND ROLL. Sua estréia oficial se deu no antológico single Honky Tonk Women. “O que pode um garoto pobre fazer,senão cantar numa banda de rock ?”. Mas o fato é que depois desse longo e muito significativo período, Mick Taylor pediu as contas e largou o conjunto.Diz-se que a questão foi por ele não ver seu nome creditado como co-autor na música TIME WAITS FOR NO ONE. Rico e renomado,Taylor voltou aos estúdios como artista solo e eventualmente como coadjuvante.
As revistas especializadas não só fizeram bastante “auê” sobre quem seria o novo “guitar hero” dos Stones como quase abriram um concurso público. Com toda essa publicidade gratuita, o album BLACK AND BLUE já nasceu “estrelado” graças também ao novo guitarrista que além de roqueiro congênito acrescentou uma pitada de reggae (HEY NEGRITA) e funk (HOT STUFF) ao grupo, mas sem perder a identidade sonora stoneana. RON WOOD era tão Rolling Stone que até parecia gêmeo de Keith Richards. Seguro, criativo e com atitude, era (e é) a escolha perfeita. Mesmo antes de aderir à banda, RON já tinha nome na praça. Fundou o SMALL FACES, que depois passou à chamar-se THE FACES com Rod Stewart. E quando o grupo se desfez, passou à participar em discos e shows com gente do calibre de Eric Clapton ,George Harrison e Jeff Beck (entre outros) até entrar para os Rolling Stones, onde permanece até os dias atuais.Realmente ele tem a cara do grupo.Vê-lo, logo nos remete à banda.
Enfim, este “post” modestamente tenta lembrar esses três músicos maravilhosos que fazem e fizeram parte da nossa história. A história das “pedras rolantes”. BRIAN JONES, MICK TAYLOR e RON WOOD , porque “pedras que rolam não criam limo”.
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comentários
  1. João Carlos disse:

    O broda me surpreendeu! Não seria hoje aquele outro ? O italiano ? Ou ficou dizproprósitum” para o sábado que vem ?

  2. kkkkkkkkkkkkkkkkk
    Foi a velo-cidade da idade.
    As 04:48 de la madruga, como quase nos encontramos no feissibuki e eu atropelei o italiano.
    Taquipariu.
    Foi mal.
    Deixa as pedras rolarem.

  3. Uma canja bluesistica de Keith Richards & Wood:

  4. andregustavo71@yahoo.com.br disse:

    Vou tentar postar do novo,o WordPress estava com fuleiragem.Começando com a melhor canção do fraco,concordando com John,Their Satanic Majesties Request..Essa música vale pelo disco todo.:

  5. andregustavo@oi.com.br disse:

    teste

  6. andre gustavo disse:

    teste

  7. andre gustavo disse:

    Agora pegou,Wordpress da febe do rato!:

  8. andre gustavo disse:

    a canção que fala das moças das casas da luz vermelha,tocada dois dias depois da morte de Brian Jones:

  9. andre gustavo disse:

    Uma das minhas favoritas dos Stones.Ron Wood mandando ver.Sacasse o nome do doido,Domingão?Ron.Merino?KKKKKKKKKKKKK:

  10. andre gustavo disse:

    Simplesmente fundamental:

  11. andre gustavo disse:

    Direto do RJ:

  12. andre gustavo disse:

    En vivo desde Argentina:

  13. andre gustavo disse:

    Uma mais nova,mas com o mesmo vigor dos early 60’s:

  14. E apois. Com oito cocas e um balde gelo. Seumininu eita móvéio. O tal do Rum Merino, pense numa ressaca da gota serena. Gota Serena , barzinho lá na CDU pertinho do prédio da Sudene… e mais não digo… às sextas, à guisa de… bom demais kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  15. andre gustavo disse:

    Reza a lenda que é a canção de desculpa a Angela Bowie,depois que esta pegou David e Mick se amando….:

  16. andre gustavo disse:

    Umas mungagas de Jagger preu ir almoçar:

  17. Magna disse:

    Passei pra dizer que estou aqui no próprio dia, sábado – viva! Lendo, ouvindo, vendo e gostando, pra variar.
    Abraços!
    Magna

  18. Domingos disse:

    Amém Magna. Bom Sábado ao som dos Stones.

  19. EDGAR MATTOS disse:

    Primeiro, esse diálogo cifrado entre João CArlos e Domingão. Que italiano terá sido preterido ?
    Depois, vem Magna para dizer que só vem no próximo sábado. É o Rum Merino redivivo confundindo as ideias dessa jovem gente. E as ilustrações mais que musicais de André a enriquecer o Sábado Som. E mais não digo ( porque mais não sei dizer )

  20. Magna disse:

    Não, Edgar, eu não disse que só viria no próximo sábado não. Deus me livre de passar tanto tempo assim longe do Fusca. Dá um azar danado. O que disse é que eu estava aqui hoje – no próprio sábado – coisa difícil de ocorrer nos últimos tempos, pois só consigo chegar aqui ou no domingo ou segunda ou até mais tarde, né, João?
    Agora que eu fiquei também curiosa pra saber quem é o italiano do próximo sábado, fiquei. Acho até, Edgar, que foi de propósito. Sabe aquele trabalho de marketing que o pessoal faz pra gerar curiosidade etc e tal? Hum! Foi isso! É tudo combinado entre João e Domingos. Essa dupla é do barulho, ops, do som, da melodia, da harmonia e do “marketingui”.

  21. Domingão disse:

    Rapazes e moça. Não foi marketingui não. Foi uma coincidência devido aos meus neurônios trocados e bufados. O Italiano é dos bons e Edgar e Magna e todos , tenho certeza,irão apreciar muito o próximo Sábado Som. Tudo não passou de controle de estoque ou melhor descontrole. A produção de João está virada num mói de coentro. O cara não para de mandar textos, fotos, vídeos. Então eu não tenho sido um copidesqui decente. Mas deu certo, mesmo dando errado. Não tem como não dar certo. Cada texto de João Carlos é uma obra-prima e todos saímos menos ignorantes em música, em arte, em Brasil, no Mundo todo. E devemos uma menção honrosa a André Gustavo. Engenharia de Som da melhor qualidade. Quadrifônica. Nem Lenine tem ainda kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  22. Arsenio Meira Junior disse:

    De primeira linha, o nosso Johnny.
    Certeiro.
    E já vou na segunda audiação de START ME UP, do nosso ANDRÉ.
    Toitiço geral.
    E ontem, degustei esse belo partido alto.
    kkkkk…. composição dos grandes Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho,
    kkkkkkkkkkk

  23. João Carlos disse:

    Arsênio broda! Estou te devendo notícias irmão! Aguarde que eu chego já! Oh família elegante! Pode ser rubronegra mas a elegância é alvirrubra (me refiro aos alvirrubros dos antigamentes!KKKK)

  24. Arsenio Meira Junior disse:

    kkkk, GRANDE JOHNNY.
    Tu és uma figura, irmão.
    Manda notícias, broda.
    Abração

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