Cada um dá o que tem.

Publicado: 11/03/2012 em Poesia

Tempos duros. Tempos difíceis. Apertos. Insônias. Batalhas.

Quem nesta vidagangorra nunca passou por fases em que a maré está seca e tudo parece dar errado?

E nessas horas , quem nunca guardou um gesto de generosidade de alguém?

Às vezes da própria família, outras vezes de um completo estranho.

E após passada a tempestade a vida segue mais leve. Nós? Muito  mais experiente e calejados.

Com certeza uma existência um livro, um dicionário, uma enciclopédia.

Já legava o broda das antigas: cada um dá o que tem.

Não se pode cobrar mais de quem não tem prá dar.

Aliás, se no exercício da prudência estivermos sempre e vigilantes, não cobraríamos de ninguém.

Mas se surpreende o antagonismo dos humanos.

Trago no peito lembrança de um grande amigo e ex-colega de trabalho que, sabendo eu no maior liseu da minha vida, dividia sua humilde marmita comigo. A magreza da sua figura se contrapunha a grandeza da sua alma.

E , muitas vezes, o amigo ao dividir comigo o rango nosso de cada dia dava o que de melhor tinha: a compreensão e a tolerância.

Não julgava, não perguntava porque eu estava passando por aquilo.

Passados mais de uma década, mais ou menos, me vejo em posição inversa e na possibilidade de ajudar o nobre colega.

E feliz, sei que o pouco que fiz, foi de coração. E o amigo entendeu e agradeceu em sorriso tímido, em larga esperança.

Está se recuperando e assim caminhamos. Ele vai conseguir.

Por isso, ao tomar conhecimento de uma vida conjugal de uma pessoa tão querida minha, embora more em outro estado, fiquei perplexo.

Justamente na hora em que preparava o almoço com os filhos (Ana Luiza no plantão), recebo a ligação com estória já descrita tristemente em códigos lá no feissibuki.

O amigo(a) havia sido desconvidado pela sogra(o) assim na lata. No toitiço. Na titela da requenguela.

O Cônjugue? Havia comunicado secamente: Mamãe (papai) chamou para almoçar com ele. O amigo(a) : oba !!!

O Cônjugue? Mas ele (a) falou que não tem comida para você e os meninos não, só para mim.

E partiu.

Comentando com a cumadre, ela disse de pronto.

Como diriam todas as esposas dos Brodas e Brodas aqui presentes.

Eu não ia nem vivo, quanto mais morto assim de vergonha?

Ficaria com a minha família.

E ponto final.

Aliás , deixa estar…

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comentários
  1. João Carlos disse:

    Sou faltou ela alegar que seria um almoço de negócio.A mulher tem a quem puxar né ? O mundo dá voltas! Instant karma it’s gonna get him!

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