Arquivo de 28/02/2012

Um poema bissexto. Quem dera…

Publicado: 28/02/2012 em Poesia

Poemaço quem dera…

Afinal de contas eu … poemitos.

E soluçando vou respirando.

Acabando de vir da roda de choro e samba de raíz lá do Neno.

Pode parecer impossível. Mas foi lá. No Neno.

Samba de raiz.

Choro da melhor qualidade.

Sax, voz, violão de sete e cantor de prima.

E aí?

É um poema bissexto que sai ou não sai nesta terça-feira modorrenta?

Sai, mais ou menos assim:

Amor, quem dera,

promessas te alimentassem,

você não faz de conta,

a dura realidade é o teu concluso resultado,

rimas, versos, síncopes

que nada…

Eu quero é saber com quantos algoritimos se faz

um nerd…

Eu?

Sou da raiz dos irmãos;

Então lá vai:

Vivia esperando,

como se não pertencessse

a lugar nenhum,

Vivia? Quase nada…

Pois viver é antever o que o braço

estende até alcançar a morte…

Vivia,

mas vegetava,

não sabia

que o sono é sagrado

que as manhãs são afônicas,

que as luas são embriaguez,

que o violão é orfão.

Sabe, talvez pressinta,

os passos da vida além da morte.

Não faz poemas,

faz presságios,

olha a sílaba da dor

e se adianta

impedido,

como um atacante fora do seu tempo…

É cedo, 

mais do que o tempo pode predizer,

não foi ontem,

não será por hoje,

encontro velhos vultos,

na emboscada do bar,

eles se agigantam,

pois entesouraram metais,

que enferrujam..

Mas eu insisto..

É um poema longo,

cheio de decassílabos,

os entendidos dirão:

não presta…

o poema tem ritmo, tem luz, tem griffe,

o poema tem dono,

sobrenome,

e acima de tudo

o poema tem um céu.

Qual o céu do meu poema?

Ele não tem nem varanda,

nem balaustrada,

nem alpendre,

o meu poema é velho,

como uma vila de comerciários,

como uma casa amarela,

com0 um alto josé do pinho.

Mas ele existe,

e insiste.

E quem quiser…

Me diga como o poema nasce

de um parto prematuro…

Anúncios

Além da religião…

Está a espiritualidade.

Além do preconceito está o amor.

Quando se compreende que além da religião está a espiritualidade e além do preconceito está o amor, podemos entender e fazer coisas que promovam a paz, a alegria e a união…

REPASSANDO PARA OS IRMÃOS E AMIGOS….

 
Lucidez de um Pastor (Simplesmente Espetacular!!!…)

 

O jovem Pastor Ed René Kivitz lançando um de seus livros.

Parece mentira, mas foi verdade. No dia 1°/Abr/2010, o elenco do Santos, atual campeão paulista de futebol,  foi a uma instituição que abriga trinta e quatro pessoas. O objetivo era distribuir ovos de Páscoa para crianças e adolescentes, a maioria com paralisia cerebral.

Ocorreu que boa parte dos atletas não saiu do ônibus que os levou.

Entre estes, Robinho (26a), Neymar (18a), Ganso (21a), Fábio Costa (32a), Durval (29a), Léo
(24a), Marquinhos (28a) e André (19a), todos ídolos muito aguardados.

O motivo teria sido religioso. A instituição era o Lar Espírita Mensageiros da Luz, de Santos-SP, cujo lema é Assistência à Paralisia Cerebral.

Visivelmente constrangido, o técnico Dorival Jr. tentou convencer o grupo a participar da ação de caridade. Posteriormente, o Santos informou que os jogadores não entraram no local simplesmente porque não quiseram.

Dentro da instituição, os outros jogadores participaram da doação dos 600 ovos, entre eles, Felipe (22a), Edu Dracena (29a), Arouca (23a), Pará (24a) e Wesley (22a), que conversaram e brincaram com as crianças.

Eis que o escritor, conferencista e Pastor (com “P” maiúsculo) ED RENÉ KIVITZ, da Igreja Batista de Água Branca (São Paulo), fez uma análise profunda sobre o ocorrido e escreveu o texto abaixo que tenho o prazer de compartilhar.
____________ _________ _________ _________

No Brasil, futebol é religião (por Ed René Kivitz)

Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa.
Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.

A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé.
A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.

Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno; ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo; ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.

O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.
E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

Mas, quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.
Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se deem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.

Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibusQuando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina  ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental.

Ed René Kivitz, cristão, pastor evangélico e santista desde pequenininho.