O Fusca continua…

Publicado: 14/12/2011 em Poesia

 

 

… sustentado por duas belíssimas Colunas.

O SÁBADO SOM. Do Broda João Carlos de Mendonça. Que já me “adiantou” quase um semestre inteiro de excelentes textos.

A Vida em 24 fps do craque rubro-negro Houldine Nascimento.

O caboclo aqui está entrando em recesso.

Este ano, sinceramente, podia não ter acontecido na minha vida, tamanha foram as intempéries.

Mas se não fora o vento forte, como cresceriam os carvalhos, os bambus, que se curvam mas não envergam?

A vida não é fácil prá ninguém neste planeta de expiação.

Não viemos a passeio.

Então fica assim combinado.

O Fusca segue no piloto automático.

As contribuições serão bem vindas e publicadas.

Todos sabem o meu email.

Eu preciso ir para o estaleiro.

Um grande abraço a todos.

Domingos Sávio Maia de Sousa

PS – Nessas eleições do Náutico eu gostaria de que acontecesse o impossível: só a torcida e o clube ganhassem e todas as chapas perdessem. Hilário e binário esse meu raciocínio. Aos irmãos Arsênio, Edgar, Magna, João Carlos, André Gustavo, Tadeu Rocha, Osvaldo, Houldine, os meus votos de um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

PS II – Eu gostaria de entender um pouco mais de assuntos em que sou leigo . Mas  temos amigos que nos socorrem em áreas distintas da nossa área profissional. É uma luta incomensurável que apenas uma pessoa aqui sabe e o segredo fica mantido. Luta titânica, em que as eleições do Náutico viram jogo de dominó diante da gravidade da situação.

PS III – Arsênio meu irmão: Quando fazemos um amigo o fazemos para toda a eternidade. Que assim seja a nossa amizade. Para sempre.

DESPEDIDA

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, 
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos. 
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, 
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. 
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, 
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual 
a gente se apega. Faz parte de nós. 
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, 
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente, 
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. 
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde. 
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos 
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por 
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, 
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. 
É o arremate de uma história que terminou, 
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente… 
E só então a gente poderá amar, de novo.

Martha Medeiros

 

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comentários
  1. Magna disse:

    Ía te mandar um email, depois de ler este teu texto. Talvez ainda mande, seria puxando tuas orelhas, mas quem sou eu. Sim, mas talvez eu mande, porque às vezes sou atrevida e quando puxo uma orelha, seguro também nas minhas. Assim, dizer a ti, seria como dizer a mim que este ano foi muito bom, que tenho muito o que agradecer por tanta coisa…
    Pela família viva e unida, da terra e do céu
    Por poder caminhar, entender, gostar, desgostar
    Pelo rojão do trabalho que não é pouco, mas é eu aguento
    E se aguento é porque tenho saúde, sobretudo, emocional
    Agradeço a você, Domingos, por todos os telefonemas, pelas risadas, emails, pela tua família
    Agradeço a Edgar…nossa, como agradeço a ele! Pela “bandeira branca” que tanto representou e que ainda nem sei como retribuir. Por tudo que foi compartilhado.
    Agradeço a Arsênio pelas palavras, pelo silêncio, até pela falta que nos fez, pelo retorno aqui no Fusca…como também agradeço a meu irmãozinho que nem me conhece e já me conhece, talvez.
    Agradeço a André pelo sortimento de palavras e vídeos, pela “Janis Joplin” que um dia foi me atendida aqui no Sábado Som.
    Agradeço demais a João pela alegria imensa. Que alegria, João. E lembrar dessa alegria, confesso, me banha a alma e agora também o rosto, porque você me emociona como uma poesia que chega sem avisar e fica ali quietinha a nos invadir a alma com respeito, carinho e um companheirismo encorajador. Muito muito obrigada!
    A Houldine pela disposição que nos atende e encoraja a irmos a locadora. Ano que vem pretendo, Houldine, anotar um a um e comparecer mais na tua coluna. Mas isto não é uma promessa. Morro de medo de promessas.
    A Oswaldo por levar ao Tocatins um pouco de pernambuco e do amor ao ensino.
    A meu querido Tadeu pelas crias tão bem cuidadas e por esbanjar poesia em todos os recantos. Tem feito uma falta danada.
    Meu Deus, a quem mais agradecer? Se esquecer. Claro, aos familiares de vocês, porque se não são eles…nada disso eu poderia estar recebendo.
    Um beijo imenso em Ana Luiza, Christina, Belly, Luciana e todos os familiares. Desculpem, mas não sei o nome de todos.
    Desculpem também o volume de palavras, mas meu coração hoje amanheceu lembrando de Jesus e isto me deixa um “prato de papa”.
    Fiquem com o que já mandei por email.
    Abração fraterno em todos!
    Muita paz!
    Magna

  2. Arsenio meira Junior disse:

    Dom Mingão, irmão, bola pra frente. Que o recesso seja breve enquanto dure.
    Hoje, outro dia, outros afazeres, outro horizonte.
    Intempéries, eleições e outros itens até piores fazem parte do cardápio humano.

    Estamos firmes.
    Fica com Deus, meu Velho.
    Abraços do seu amigo
    Arsenio

  3. Arsenio meira Junior disse:

    Magna, minha querida poeta e amiga, como eu poderia ler o post deste breve recesso e esquecer de ler seu comentário?
    Só a pressa – inútil – de um dia de branco.
    Fique com Deus, minha amiga, e nós nos falaremos antes do Natal.
    Obrigado pelo carinho.
    bjos do amigo
    Arsenio

  4. João Carlos disse:

    Levei um susto.E não tenho mais idade prá isso,broda! Um recesso é bom.E mais ainda quando necessário mas nosso Fusca não pode parar,ainda mais agora que Arsênio voltou do exílio em Madagascar e os bons papos já estavam voltando ao normal. E futebol é bom mas não vale 5 minutos de aperreio.Trocar a toalha de mesa da sala da bagunça lá de casa é muito mais importante.O que vale é a saúde,a família,a poesia,o roquenrou e amigos que Deus me deu Via Internet como você,Arsênio,nossa madrinha Magna (e seu carinho inesgotável) os rubronegors Arsênio (uma dádiva cuja amizade Deus reserva aos escolhidos) e nosso guia cinematográfico (eita,danou-se!) Houldine. O querido caçula Edgar, o humor carinhoso do VJ André,E o Tadeu (cadê tu ?) e o Maia e…todo mundo.
    PS: Apesar de ser administrado e organizado pelo Domingão,o Fusca é nosso e decisões como esta TÊM de ser submetidas ao voto do Conselho Deliberativo!

  5. EDGAR MATTOS disse:

    Como diria o João Carlos, “fiquei incrível”; ou uma antiga secretária lá de casa: “fiquei gaizo”.
    Ainda ontem falei ao telefone com o Domingos e de nada suspeitei. Espero tratar-se apénas de uma trégua natalina. Um recesso dezembrino; um balanço de fim de exercício. Logo virá um novo ano. Tempo de renascimentos. E o nosso Domingos ressurgirá “radioso e triunfante” para nunca mais se ausentar. Por ora, senti-me despejado. Embora tenha outra casa. Resta-nos o consolo de que para nós – os privilegiados convivas deste Blog – as datas continuarão a ser MAGNAS porque temos uma amiga que faz da vida um permanente NATAL..

  6. osvaldo soares neto disse:

    Domingos, vida longa ao fusca, vida longa a Domingos e seus seguidores, e aqui tem da melhor qualidade, eu como leitor assiduo fico muito feliz em ler e reler textos de primeira linha, tanto do Edgar, JC, MAGNA e outros.
    Um Natal e 2012 gloriosos para todos nós do fusca e estendo para o blog do Roberto,.

  7. andre gustavo disse:

    Recesso é bom,nas melhor ainda é a volta,com muitas novidades pra contar,como era nos tempos colegiais. Estamos no aguardo,Dom Mingão

  8. Anônimo disse:

    É meus amigos, vocês fizeram o barbudo chorar. Isso não se faz. Meu nobre Edgar, poucas horas depois do nosso telefonema seu amigo teve uma pequena decepção. Para não dizer enorme. Discuti feio com o gerente do banco por conta de questões que envolvem a família da minha esposa. E ai juntou um ano inteiro de aperreio a pressão foi pro beleléu fiquei a noite inteira sem pregar um tequinho de olho e me desesperei. Magna me puxou as orelhas via TIM. Depois via email. E agora cada um de vocês, João Carlos, Arsênio, Osvaldo, André Gustavo me chegam trazendo alívio , esperança e oxigênio. Eu estava em regime de pré-falência emocional pois o baque foi grande. Mas como lembrou cada um de vocês, todos os recessos são válidos para que a gente possa voltar fortalecido. E Magna já mandou quatro textos que eu vou publicar agora. Imediatamente. Obrigado por tudo. Não é fácil fazer um cinquentão chorar mas vocês conseguiram. Big abraço a todos. NO LADO ESQUERDO DO PEITO. AMO VOCÊS. Domingos.

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