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Arquivo da categoria: Sabadoyle//Fuscadoyle//Toitiçodoyle

PRIMEIRO DE ABRIL. QUE NADA!!!

SAUDADES – 25.000 torcedores ALVIRRUBROS no Arruda. Cadê a torcida timbú? Nesses 28 anos ….

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Do site www.globo.com

chocolate
Náutico
Corinthians

Náutico5x1Corinthians

Mirandinha (2), Hêider, Newmar, PaulinhoCasagrande

#URGENTEPARAARSÊNIO. De André Gustavo.

Como todos sabemos André, o nosso poetaengenheirofuçador do Fusca descobriu este vídeo imemorial. E vai para o Broda Arsênio:

QUEM TOPA? PARANÓIA DO MAR DIA 29?

DR. GOOGLE NOS INFORMA. NÓS DA ZONA NORTE. VAMOSIMBORA.

ÓIA:

RUA PROFESSOR AUGUSTO LINS E SILVA, NR 666 – FONE: 3462-7222.

NO PARANÓIA DO MAR.

A PARTIR DAS DEZENOVE O CLOCK COMO LEGOU JOÃO.

E VAMOS SIMBORA.

EU VOU.

ESPERO QUE TODOS TAMBÉM .

E QUE A GENTE TROQUE MUITOS ABRAÇOS E SEJAMOS MUITO FELIZES.

E FIM.

O Monge e a vaquinha. (*)

A Vaquinha

Um velho monge budista, muito conhecido pela sua grande sabedoria, costumava fazer longas caminhadas com seu discípulo e aprendiz, nas quais o mestre aproveitava para ministrar ensinamentos sobre a vida e a ordem natural das coisas e dos elementos.

Em uma destas caminhadas avistaram ao longe uma fazenda muito humilde com um casebre caindo aos pedaços, o mestre inconformado com a pobreza do lugar, desviou do seu caminho, e foi em direção da casa, e durante o caminho foi dizendo ao discípulo, as oportunidades de aprendizado que estes contatos podem trazer.

Ao chegarem constataram o estado de completa miséria do lugar, vislumbraram três crianças sujas e mal trapilhas que brincavam no chão sem calçamento, sentados à porta do casebre um casal, ela aparentava ser uma mulher muito bonita mas sua beleza era ofuscada pelos maus tratos e a dureza que a vida lhe impôs durante muitos anos, no seu ventre carregava o quarto filho do casal, o homem se levantou e ofereceu água ao mestre e ao discípulo, se desculpando por não ter nada melhor para oferecer a tão ilustres visitas, que estavam passando por uma situação muito difícil que até alimentos faltavam.

O mestre agradeceu a água, e perguntou: Aqui não vejo locais onde se possa trabalhar e nem comércio, como consegue sobreviver aqui com sua família?

O homem respondeu, do jeito que o senhor esta vendo, vivendo um dia após o outro da maneira que podemos, planto uma pequena roça, como não tenho dinheiro para comprar um arado e nem para sementes ela produz, apenas o necessário para nossa alimentação, e as vezes nem isto, mas o principal é que temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite por dia, uma pequena parte deste leite usamos para nossa subsistência, o resto fazemos queijo que vendemos na cidade, e assim compramos, na medida do possível, tudo que a roça não nos proporciona.

O velho mestre agradece mais uma vez a água, a hospitalidade e as respostas, vislumbra mais uma vez o lugar, medita um pouco, se despede de todos, e juntamente com o discípulo retoma a caminhada.

Quando já estavam na metade do caminho, o mestre virou para o discípulo e disse: Você viu o barranco que passamos a pouco, volte até a fazenda pegue a vaquinha e jogue-a barranco abaixo.

O discípulo tentou argumentar, que o vaquinha era o meio de sustento da família, mas diante do silencio do mestre, mesmo a contrariado, obedeceu pegou a vaquinha e a jogou no barranco e a viu morrer.

Passaram-se alguns anos, aquela cena da vaquinha morta no barranco, continuava a atormentar o jovem discípulo, um dia quase louco pelo remorso, ele resolveu largar o templo os ensinamentos, e ir procurar a família contar o que aconteceu, desculpar-se e de alguma forma reparar seu erro.

Quando lá chegou, o casebre tinha se transformado em uma casa grande e bonita, com um grande estábulo e cavalos e com muitos empregados executando suas tarefas, isto lhe deu um aperto maior ainda no coração, será que a família foi obrigada a vender a fazenda? Tratou de apertar o passo, ao chegar próximo a casa indagou a um empregado sobre a família que morara ali a uns anos atrás, o empregado respondeu: Não sou a pessoa mais indicada para lhe responder, uma vez que sou novo aqui, mas pelo que sei esta fazenda é do meu patrão a muitos e muitos anos, mas lá esta vindo minha patroa, ela pode responder melhor suas perguntas, agora me de licença que tenho que terminar minhas tarefas.

O jovem olhou em direção da casa e viu uma linda mulher, trajada como uma princesa, que se aproximava dele ao fundo viu quatro crianças, que brincavam sobre o olhar atento da Baba, quando a mulher chegou perto ele reconheceu que era a mesma mulher, na época grávida, que ele havia visto alguns anos atrás e disse: A senhora me permite fazer uma pergunta? Claro!! respondeu a mulher, Estive aqui alguns anos atrás com meu mestre, mas hoje esta tudo mudado! Por favor me conte como conseguiram tanto sucesso?

A mulher sorriu e respondeu: Quem poderia lhe contar bem esta história seria meu marido, mas ele está na cidade cuidando dos nossos negócios, resumindo, tínhamos uma vaquinha que dentro do possível nos proporcionava nosso sustento, mas um dia ela caiu no barranco e morreu! A principio nos desesperamos, mas a necessidade nos fez desenvolver habilidades que nem saibamos que tínhamos, e o resultado disto o senhor vislumbra agora.

Texto traduzido do chinês de autoria desconhecida.

Ponto de reflexão:

Visão Otimista: As vezes temos que deixarmos de sermos acomodados, e aproveitar as oportunidades que a vida nos dá e que devido a acomodação passam desapercebidas.

Visão pessimista: Por mais escuro que pareça sempre tem uma luz no fim do túnel.

(*) Se substituirmos a família por um certo clube e a vaquinha por um certo benemérito, cai como uma luva. E mais não digo.

O segredo é ter ATITUDE.

O SEGREDO É TER ATITUDE

Lucas é o tipo de cara que você gostaria de conhecer.
Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer.
Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo:
“Ah.. Se melhorar, estraga”.
Ele era um gerente especial em um restaurante, pois seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes. Ele era um motivador nato.
Se um colaborador estava tendo um dia ruim, Lucas estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação.
Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei:
“Você não pode ser uma pessoa positiva todo o tempo”.
“Como faz isso” ?
Ele me respondeu:
“A cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo”:
“Lucas, você tem duas escolhas hoje:
Pode ficar de bom humor ou de mau humor.
Eu escolho ficar de bom humor”.
Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido.
Eu escolho aprender algo.
Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida.
Certo, mas não é fácil – argumentei.
É fácil sim, disse-me Lucas.
A vida é feita de escolhas.
Quando você examina a fundo, toda situação sempre oferece escolha.
Você escolhe como reagir às situações.
Você escolhe como as pessoas afetarão o seu humor.
É sua a escolha de como viver sua vida.
Eu pensei sobre o que o Lucas disse e sempre lembrava dele quando fazia uma escolha.
Anos mais tarde, soube que Lucas um dia cometera um erro, deixando a porta de serviço aberta pela manhã.
Foi rendido por assaltantes.
Dominado, e enquanto tentava abrir o cofre, sua mão tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo.
Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele.
Por sorte foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital..
Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas em seu corpo.
Encontrei Lucas mais ou menos por acaso. Quando lhe perguntei como estava, respondeu:
“Se melhorar, estraga”.
Contou-me o que havia acontecido perguntando:
“Quer ver minhas cicatrizes”? Recusei ver seus ferimentos, mas perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto.
A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás, respondeu. Então, deitado no chão, ensangüentado, lembrei que tinha duas escolhas:
“Poderia viver ou morrer”.
“Escolhi viver”! Você não estava com medo? Perguntei.
“Os para-médicos foram ótimos”.
” Eles me diziam que tudo ia dar certo e que ia ficar bom”. “Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado”. Em seus lábios eu lia:
“Esse aí já era”.
Decidi então que tinha que fazer algo.
O que fez ? Perguntei.. Bem. Havia uma enfermeira que fazia
muitas perguntas.
Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa. Eu respondi: “sim”.
Todos pararam para ouvir a minha resposta.

Tomei fôlego e gritei; “Sou alérgico a balas”! Entre risadas lhes disse:
“Eu estou escolhendo viver, operem-me como um ser vivo, não como um morto”. Lucas sobreviveu graças à persistência dos médicos… , mas sua atitude é que os fez agir dessa maneira. E com isso, aprendi que todos os dias não importam como eles sejam, temos sempre a opção de viver plenamente.

Afinal de contas,

“O SEGREDO É TER ATITUDE”.

*autor desconhecido

Quem souber o autor por favor informar para que os devidos créditos sejam reconhecidos.

Direto do JC-ONLINE. O último Fusca…

RELÍQUIA

Dono do último Fusca táxi do Recife vai se aposentar

Com o Fusca laranja, Seu Lucas já levou famosos como Elza Soares e Clodovil. Agora terá que parar as atividades porque a Prefeitura só credenciará modelos produzidos após 2005

Publicado em 17/12/2011, às 18h25

Do JC Online

Seu Lucas jamais quis comprar um carro novo. Preferiu dedicar sua atenção ao fusquinha laranja que adquiriu há 32 anos / Foto: Guga Matos/JC Imagem

Seu Lucas jamais quis comprar um carro novo. Preferiu dedicar sua atenção ao fusquinha laranja que adquiriu há 32 anos

Foto: Guga Matos/JC Imagem

O último remanescente dos antigos táxis laranjas que nas últimas décadas desfilaram pela capital pernambucana sairá de cena. Não por vontade própria de seu dono, o aposentado Amaro Bernardo da Silva, de 59 anos, conhecido carinhosamente como “Seu Lucas”. E sim porque o Fusca 1976, que há 32 anos faz ponto em frente ao Hospital da Restauração, já não atende às exigências da Prefeitura do Recife. Por lei, só os modelos fabricados a partir de 2005 têm autorização para rodar nas ruas da cidade. Com a determinação da administração municipal, um pedaço da história se vai. Um final melancólico para quem dedicou tanto tempo e amor à profissão.

Foram muitas as situações peculiares vividas pelo aposentado que antes de assumir o fusquinha laranja trabalhava como funcionário público da Emater. “No princípio, rodava com um fusquinha 67 que tomava emprestado de um amigo para utilizar como táxi. Mas só nos fins de semana, pois de segunda a sexta eu estava na repartição. Em 1979, comprei o meu por 90 mil cruzeiros. Paguei 50 mil de entrada e o resto em oito parcelas. Desde então, foi o único carro que tive na vida. Carro novo não me enche os olhos”, conta Seu Lucas. Ele afirma que já aconteceu de tudo dentro do veículo. “Aqui já passou homem baleado, mulher grávida dando a luz, gente morrendo. Às vezes nem gosto de contar pois dizem que estou mentindo”, diz com bom humor.

Mas o estado de espírito de Seu Lucas hoje é de tristeza. “Estou muito chateado com essa situação. Se o carro não tivesse condições de rodar, mas está todo bem cuidado”. E é a mais pura verdade. A atenção que o aposentado dá ao veículo é de fazer inveja a muito carro novo. “Nos anos 80 coloquei um jogo de jantes. Mais recentemente comprei couro e mandei colocar nos bancos. Os estribos do carro são cromados, assim como partes do motor. Também não costumo lavar o carro. Prefiro limpá-lo com uma flanela molhada que assim ele fica com uma aparência melhor”, entrega o segredo.

Para Edgar Mattos. Que findou o meu recesso. A causa é nobilíssima.

Só você meu amigo Edgar Mattos me fez sair do meu egoísmo e parar de pensar em mim e pensar em você.

Covardemente agredido (não li porque cheguei agora do banco e lá no Blog do Roberto foram apagados os comentários), mas eu sei bem o que essa gente é capaz.

No debate no China in Box, um dos integrantes da situação, embriagado o moleque, estava a incitar os integrantes da oposição.

Eles são assim mesmo.

Por isso não acredito que vamos melhorar muita coisa com os mesmos no poder.

Vamos melhorar porque a oposição cresceu, as redes sociais fiscalizam, os sócios estão em cima.

E mais do que nunca Edgar Mattos.

Precisamos de você e de todos os bons homens que fazem o Conselho Deliberativo do Clube Náutico Capibaribe.

Não preciso aqui elogiar você.

Suas virtudes.

Não preciso lhe enaltecer.

Sei que você não gosta disso.

Mas, parei de olhar para a minha dor, esse ano danado de difícil para me solidarizar e me indignar junto com você.

O Náutico é o Nàutico porque tem homens da sua estatura.

De um Durval Valença.

De um Francisco Avelar.

De um Mafra.

Um Lucídio.

Um Carlos Celso.

Mas você é que eu gosto mesmo.

Você meu caro amigo.

E por você estou aqui quebrando o meu egoísmo para lhe dizer o que você já sabe.

Mexeu com você tá fudido.

Seja quem for.

Vamos atrás desses filhos da puta que se escondem atrás de pseudônimos.

Briguei com uma tuia desses filhos da puta tempos atrás no mesmo Blog.

E conseguimos juntos escorraçá-los.

Não acredito que sejam DO MTA. Não acredito.

SE for, foi até bom eu não ter votado.

Mas isso em nada mancha a grandeza dos homens de bem que compuseram a chapa.

E mais não digo. Agora eu brigo.

Conte comigo.

 

Abraço no coração meu irmão.

Fica com Deus.

Ele está sempre contigo. Onde fores. Te protegendo e Te Abençoando. E a toda a sua família.

 

Domingos

 

Torpedaço de meu mano Lula.

DESABAFO


“Na fila do supermercado o caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”

O empregado respondeu: “Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente. “
“Você está certo”, responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.


Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

 
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.


Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos ‘descartáveis’ e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.

 
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

 
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
(Agora que voce já leu o desabafo, envie para os seus amigos, e especial para os que têm mais de 50 anos de idade.)

Torpedaço de Gabriela.

O gosto pela boa música é um alento para os pais, assim penso eu.
É bom ver os nossos rebentos gostando de músicas que também gostamos. E com jovens iguais a eles cultivando esta arte tão bela, tão cheia de vida.
Esta em especial ( de Elton John ) foi tema da Ópera Moulin Rouge.
Aí vai a versão pedida por Gabi:

Agora a do filme Moulin Rouge:

Agora o “cara” Sir Elton John:

As fotos 5.0 !!!

Bem algumas poucas fotos da festa cinquentenária. Tatiana tirou 159 fotos. O tio véio bobina colocou estas uma dúzia. Vai ficar um enigma da Esfinge para quem não foi: Quem é Magna? Onde está Magna? E para Magna está faltando um dos três Cavaleiros da Távola do Fusca. Quem será Arsênio, João Carlos e Edgar?

                                                

                                                 

                                                

                                                  

                                                  

                                                 

 

No final do observatório das fotos, minhas filhas pediram para que eu colocasse essa foto aí. Acho que revela o meu estado de gratidão para com todos, com a vida, enfim, foi um Sábado em 50 arretado de bom da gota serena, como diria André, da febe tife:

Valeu a pena esperar 50 anos.

Quando as fotos chegarem elas falarão…

Por hora os comentários dos Diretores  e da Diretora do Fusca são mais muito mais do que suficientes.

Mesmo que eu escrevesse, ou tentasse escrever algo a altura do dia de ontem, faltariam palavras.

Minha alma está alesada, como já disse a Magna.

Acordei e li os belos comentários dos amigos no Sábado Som. Isso é carinho em toneladas.

Obrigado.

Quando as fotos chegarem elas falarão…

E hoje é o dia seguinte. O dia que se saboreia de novo o banquete espiritual.

E foi assim que eu pude usufruir da companhia de cada irmão e cada irmã.

E mais não digo.

Quando as fotos chegarem elas falarão…

Como dois olhos, já nos fala Arsênio incorporando Drummond.

Alguns detalhes que pude perceber ontem. Vale a pena ajudar Magna:

João Carlos tem quase dois metros de altura, um bigode mexicano e cabeleireira de roqueiro.

Arsênio também topando na altura, com a diferença da magreza de Fernando Pessoa, quase não fuma e só bebe água.

Edgar botou gel no cabelo e ainda queria saber se haveria alguma partida de futebol sete, pois veio preparado para jogar uma partida rápida de hora e meia. Não fuma e gosta de beber água. Que o passarinho não bebe. Trouxe dois regalos literários. Meu Deus. Fui beber ontem de noite mesmo. Eu e Daniel. Valeu.

No final, Geraldo Maia saiu meio esconso, mas foi dirigindo sozinho. Chegou bem em casa.

Lula meu irmão e Lula meu sogro sairam completamente e meio. Marcelo filha neta e esposa sairam rindo com Beatriz no colo enchendo de Luz a festa. O gordo, Agostinho, magro que gordo é apelido da infância , saiu rindo. Isso é uma dádiva. Ele , as filhas, a neta, todos bens.

Os sobrinhos e sobrinhos netos tiveram sua cota imensa de felicidade compartilhada. Tocando , cantando, junto com as irmãs e cunhadas e todo mundo que foi uma festa de partilha, de família, de uma família só. O Fusca integrado, graças a Deus com o meu sangue e o sangue de todos que eu amo. E eu amo todos vocês. Os daqui e os de casa.

Esperava que a festa terminasse hoje depois do fantástico, mas o pessoal do som se recusou a qualquer forma de propina e as moças que estavam ajudando pularam fora depois das seis.

No final deu tudo certo.

Depois das sete comecei a tomar uma beiçada, com farinha e feijão e pimenta e a conversa boa das minha irmãs gêmulas, que tomavam um vinho com Ana e nesse embalo fui dormindo lentamente lá pelas duas da manhã.

Acordei com um ligeiro gosto de cabo de guarda chuva na boca.

Mas já abri o email que Magna mandou e fui me curando.

Lendo o comentário de vocês melhor ainda.

E mais não digo.

Quando as fotos chegarem elas falarão…

Rua J.P. Bittencourt 109

São João. Aniversário de Dona Amélia.

Frequentadora assídua deste blog. Sempre vestida com uma camisa retrô 1945.

A casa cheia. Como só as casas de antigamente e umas privilegiadas de hoje em dia conseguem ficar. E estar.

Uma mesa repleta de tudo que é bom que de São João e São Pedro vem. Tudo feito com tanto carinho por tia Celina, mamãe, tia Mariazinha (mãe de Carlos).

Todos os primos reunidos.

E os tios também.

Bombas, peidos de véia. Balões. Muita gente.

Muita união.

Muito suor, muita correria, molecagens sadias.

Umas queimaduras aqui, outras acolá.

Balões rasgando o céu. Luiz nos 8 baixos. Meu pai no piano.

A turma no coral e um violão ou outro apontando.

A cerveja descendo redonda na garganta dos adultos com suas conversas infinitas.

Eu provei, uma, duas, três. Pensava: que gosto ruim da gota.

Para mais tarde tomar alguns hectolitros.

São João . Aniversário de dona Amélia.

A casa continua de pé. A mangueira resiste. O cajazeiro também.

Outras árvores foram parindo frutos no terreno.

Meu irmão mora por lá.

Tudo isso para dizer que a saudade é igual a uma fogueira de São João e um hai-kai de Quintana:

” Que importa restarem cinzas, se a chama foi alta e bela”.

 

Que beleza !

“O amor que a gente sente.”  Por Luiz Schettini Filho. Ed. Bagaço.

págs 27 e 28:

Lembrei-me de uma outra coisa. Acho que já aconteceu com muita gente o medo, a inibição ou mesmo a mudez momentânea na hora em que – no nosso julgamento – teríamos mesmo é que falar. Aliás, as pessoas pensam que as declarações de amor têm de ser, necessariamente, faladas. Isso não é verdade. Há momentos em que o silêncio é insubstituível no encontro de duas pessoas. É nesse momento que se olham, nos olhos, e deixam tranparecer todo o amor do mundo.

As palavras são boas quando ditas com propriedade e, igualmente, boas quando as silenciamos por não saber dizê-las, nos momentos em que a emoção as sufoca. Às vezes, o silêncio transmite o que sentimos com perfeição que não cabe nas palavras, mesmo aquelas cheias de toda a poesia.

O silêncio não existe, apenas, pela ausência do que dizer. O silêncio é também uma forma de a gente falar. De respeitar. De preservar. De acariciar. De tornar eterna a palavra que não se ousou dizer. Afinal, para que palavras, se o silêncio é a confirmação de todas as palavras que não sabemos dizer? Talvez sejamos mais sábios quando entendemos o silêncio do que quando compreendemos as palavras.

Não precisamos ter medo do nosso silêncio, nem ficar angustiados por causa das palavras que não dissemos, da forma que desejamos. O amor que temos dará voz ao silêncio  e fará belas as palavras desarrumadas em uma frase de amor!

PS – Dona Amélia, tinha uma frase que legou para a sua descendência: ” Sempre me arrependi por haver falado, nunca por haver calado.” Dá o que pensar. Bastante.

PS II – Este livro de Schettini é impróprio para adultos. Escrito para adolescentes. Como nos legou Leminski:

quando eu tiver setenta anos
então vai acabar esta adolescência

vou largar da vida louca
e terminar minha livre docência

vou fazer o que meu pai quer
começar a vida com passo perfeito

vou fazer o que minha mãe deseja
aproveitar as oportunidades
de virar um pilar da sociedade
e terminar meu curso de direito

então ver tudo em sã consciência
quando acabar esta adolescência.

 

Este é dia dos amigos também.

João Carlos. Arsênio. Magna. André Gustavo.

Através dos emails. Através dos comentários. Através da luz. Um portal foi criado.

E neste final de semana. Lá no fundo do poço (como na música José de Caetano), eu me reergui.

Quem esteve ao meu lado, mulher e filhos sabe que  foi um túnel.

Encontrei a luz.

E saibam, que serei eternamente grato a vocês.

Eternamente.

Vocês também me ajudaram a viver.

Obrigado mesmo.

A todos.

E a quem, num gesto grandioso, merecedor de toda a gratidão do mundo, veio pedir em nome de vocês para que o Fusca não fechasse.

Alguém que infelizmente eu não mereço ter como amigo.

Mas que mesmo assim, preocupa-se e carinhosamente me manda uma mensagem:

A EDGAR MATTOS O MEU MAIS QUE OBRIGADO. O MEU PEDIDO DE PERDÃO PÚBLICO E TARDIO.

Domingos Sávio Maia de Sousa

 

 

VEM O SÁBADO SOM. AGUARDEM…

DEPOIS DO FIM VEIO O SIM.

E O BLOG É O SÁBADO SOM. O SÁBADO SOM É O BLOG.

EU ESTOU TENTANDO (DEUS SABE A MINHA CONFISSÃO).

UM GRANDE ABRAÇO A TODOS.

Domingos Sávio Maia de Sousa

 

O Sabadoyle e a humilde proposta microscópica do Fusca.

Da esquerda para direita, em pé: Péricles Madureira de Pinho, Severo da Costa, Maximiano de Carvalho e Silva, Homero Homem, Peregrino Júnior, Esmeralda Doyle, Pedro Nava, Carlos Drummond de Andrade, Joaquim Inojosa,Bernardo Élis, Jesus Belo Galvão, Américo Jacobina Lacombe, Paulo Berger, Mário da Silva Brito, Olímpio Monat;sentados: Fernando Monteiro, Raul Lima, Álvaro Cotrim, Sonia Doyle, Gilberto Mendonça Teles, Plínio Doyle, MuriloAraújo, Rita Moutinho Botelho, Alphonsus de Guimarães Filho, Horácio de Almeida e Raul Bopp.

“Por Márcio José Lauria que recebe artigo de Sônia Doyle, publicado na revista Argumento.”

O Sabadoyle

Chega-me às mãos, enviado por anônimo remetente, um recorte de longo artigo, sem data,  de Sônia Doyle, publicado na revista carioca Argumento, que me interessou sobremaneira pelas razões explicitadas no decorrer desta crônica.

Foi Raul Bopp, poeta gaúcho criador do surpreendente  “Cobra Norato”, quem engendrou o termo sabadoyle, designativo da reunião dos sábados à tarde na casa de Plínio Doyle, alto funcionário da Casa de Rui Barbosa, do Rio de Janeiro.

Se a reunião era sabadoyle, natural que seu participantes merecessem a denominação de sabadoylianos, deles havendo os habituais e os bissextos. Esses sabadoyles iniciaram-se em 1964 e, com poucas e curtas interrupções,  realizaram-se até dar-se o agravamento do estado de saúde de Plínio Doyle, aos 92 anos, em 1998.

O artigo reproduz fotografia dos participantes de uma reunião das mais concorridas, provavelmente às vésperas de um Natal, data em que a freqüência aumentava e em que alguém era designado para compor na hora um texto natalino que exaltasse aquela original amizade entre pessoas de saber e de cultura. Estão na foto, entre muitos outros, os lingüistas Maximiano Carvalho da Silva e Jesus Belo Galvão; os romancistas Homero Homem, Peregrino Júnior, Bernardo Élis; os poetas Carlos Drummond de Andrade, Raul Bopp, Alphonsus de Guimaraens Filho  e Mário Silva Brito; o diretor da Casa de Rui Barbosa – Américo Jacobina Lacombe.

Sônia Doyle, filha de Plínio, narra com emoção contida o surgimento e a vida daquelas singulares reuniões de bons amigos, nas quais eram vedados apenas dois assuntos –  religião e política, desagregadores por excelência.

Veio-me à lembrança  que eu já havia participado de um sabadoyle e que a respeito escrevera uma crônica, “Em sábado nada carioca”,  publicado primeiro na “Gazeta do Rio Pardo” e depois inserido no livro Tempo & Memória, de 1986.

Tínhamos ido em caravana ao Rio de Janeiro para participar da outorga do título de Cidadão Fluminense ao Dr. Oswaldo Galotti, como reconhecimento a seu trabalho em favor da memória de Euclides da Cunha e a seu devotamento à obra euclidiana. O responsável pela concretização de tão justa homenagem tinha sido Joel Bicalho Tostes, casado com Eliethe, neta de Euclides. Joel, bom amigo de São José do Rio Pardo, não só o possibilitador da homenagem a Galotti, mas também, três anos antes, o maior patrocinador do traslado para esta cidade dos restos mortais dos dois Euclides, o pai e o filho. Teve de enfrentar sérias resistências, como a da Academia Brasileira de Letras e a da cidade fluminense de Cantagalo, terra natal do grande escritor.

O resto está no texto que transcrevo:

EM SÁBADO NADA CARIOCA

Foi com as palavras do título que se iniciaram as impressões por  nós deixadas no livro próprio, lidas ao final da reunião.

Na verdade, é muito difícil relatar o que se passou na tarde de sábado, 13 de abril de 1985, no Rio de Janeiro, porque ficamos muito próximos do imponderável, do indefinível.


Hersílio Angelo, o primeiro à esquerda numa roda de sabadoylianos

Hersílio Ângelo recebera o convite de seu amigo Plínio Doyle e a transmitira a Carmen Trovatto Maschietto, Rosaura e Augusta Escobar, Rodolpho Del Guerra, Oswaldo Galotti, Joel Bicalho Tostes, Dálvaro da Silva e a mim, para irmos ao sabadoyle.

Márcio José Lauria, Joel Bicalho Tostes, Rodolpho José Del Guerra, Carmen Trovatto Maschietto
 e Olímpio de Matos (bibliotecário). Sentado, lendo: Oswaldo Galotti

Sabadoyle, mistura de sábado com Doyle, Plínio Doyle, seu criador. Reunião freqüentada por  muita gente célebre, em especial Carlos Drummond de Andrade. E Pedro Nava, enquanto não se cansou de viver. Gente célebre ou culta.

Nos dias de hoje, se mesmo em cidades pequenas como a nossa, vai-se perdendo a oportunidade do culto da boa prosa, era de imaginar-se que no Rio tudo fosse mais difícil ainda. E deve ser, tanto que o sabadoyle é exceção, gloriosa exceção. Em resumo, o sabadoyle é um grupo de pessoas que, como disse Drummond em ata famosa,  não pretendem fazer qualquer negócio nem alterar o que quer que seja na ordem política do mundo. São pessoas que, durante três ou quatro horas, podem dar-se ao luxo de dedicar-se a uma atividade gratuita. (Lembro-me da frase de Henri Regnier que tenho perto de minha mesa: “O prazer delicioso  e sempre novo de uma ocupação inutilitária”.)

Plínio Doyle reserva hoje um apartamento inteiro (Rua Jaguaribe, 74, 2.º andar, Ipanema) para receber aos sábados os amigos de sempre e os adventícios de sempre, estes mutáveis a cada semana. Tudo começou há vinte anos, com três ou quatro pessoas.

Já em cima da porta de entrada, estão aboletados os primeiros livros, que dominam todas as salas, todos os quartos, do piso ao teto, formando a maior biblioteca de literatura brasileira de que se tem notícia.

Entra-se, cumprimenta-se o gentil dono da casa e a todos os presentes (uns trinta) e cai-se na prosa ou no silêncio, sem nenhum formalismo ou roteiro. Trocam-se livros, impressões e endereços. Consulta-se qualquer volume, remexe-se em pastas de recortes preciosos. (Só de Euclides há três delas, com muitos trabalhos saídos do nosso Ciclo de  Estudos.)

- E o Drummond veio hoje? – arrisca um do nosso grupo.

- Veio, está lá pra dentro.

E lá fomos a um dos quartos-bibliotecas a cumprimentar o poeta maior. Polido, afeito às boas palavras que todos lhe dedicamos, deixa-se fotografar conosco, responde ao que lhe perguntamos.

Personagens de expressão nacional  compartilham democraticamente lugares no sofá. Escritor e gramático discreteiam em paz; jornalistas e gente do teatro se entendem.

Amável e interessado, Plínio Doyle, preso a uma cadeira, a tudo assiste, assim como Olímpio José Garcia de Matos, bibliotecário-mestre-de-cerimônias do sabadoyle, olhos sempre atentos, cioso do acervo incomparável.

Alguém se refere à coleção de corujas que se encontram em todos os cômodos. Símbolo da sabedoria?

- Nada disso, explica Doyle. Apenas corujas: gosto delas. Só isso.

O cafezinho é servido por uma senhora que já trabalhava com a família Doyle quando o grupinho de três ou quatro amigos iniciou a confraria.

Drummond já saíra à francesa, usando passagem direta dos quartos para o elevador. Sempre faz assim, garantem.

Aí começa o momento quase formal da reunião: a leitura da ata do dia. Existem atas famosas; recebemos separatas impressas de três, referentes às reuniões do últimos Natais. O redator lê-a conforme as regras da casa: silêncio geral, o livro próprio apoiado numa espécie de estante em plano inclinado, o leitoril. Quase todo o texto é dedicado à nossa visita, a Euclides da Cunha.

Então nos cabe responder. Falo pouca coisa e depois leio a impressão lançada em letra manuscrita no livro a isso destinado. Era uma página que, olhando pela janela a chuva fina cair, havíamos elaborado Rodolpho, Dálvaro e eu. Começava assim: “Em sábado nada carioca, de sol oculto…”   Parece que gostaram; ao menos, aplaudiram e comentaram.

Oficialmente, estava encerrado o sabadoyle.

Penso em como terá sido difícil concretizar algo assim. Para muita gente é impensável a obrigatoriedade de reuniões a qualquer hora, quanto mais em fins de semana.

Aí está o segredo sabadoyle.  Vão a ele pessoas que encontram naquele suave convívio uma atividade muito civilizada, a melhor maneira de gozarem as horas dos sábados à tarde.

PS – Então. Essa é a proposta. Uma planilha contém 65336 células. Esse representa o Sabadoyle por exemplo. O Fusca uma célula. A A1 por exemplo. A proposta: Aos sábados, capitaneados por João Carlos de Mendonça e o seu extraordinário Sábado Som, iremos sempre nos encontrar por aqui. Fica sendo sempre aos Sábados. Que não será o Sabadoyle, mas será o Sábado Som do Fusca. No Toitiço Amém. Em votação. Um grande abraço a todos.

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