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Poemaço de Carlos Pena Filho.

Soneto oco

Carlos Pena Filho

Neste papel levanta-se um soneto,
de lembranças antigas sustentado,
pássaro de museu, bicho empalhado,
madeira apodrecida de coreto.

De tempo e tempo e tempo alimentado,
sendo em fraco metal, agora é preto.
E talvez seja apenas um soneto
de si mesmo nascido e organizado.

Mas ninguém o verá? Ninguém. Nem eu,
pois não sei como foi arquitetado
e nem me lembro quando apareceu.

Lembranças são lembranças, mesmo pobres,
olha pois este jogo de exilado
e vê se entre as lembranças te descobres.

Sobre Domingos Sávio

Brasil, nordeste, casado, homem, 45 a 50 anos. Alvirrubro. Poeta. Sonhador. Bancário. Pai muito feliz. Marido feliz muito. Filho orfão. Pais no céu. Que estão na terra os amigos. Nos livre do mal dos cartolas. Dos políticos nos livra o demo. Os anjos vivem no mesmo condomínio dentro de mim com meus demônios.

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