Flávio José foi (ou É) a última coisa que presta que apareceu na música autenticamente nordestina (foi colega do Domingão do BB da PB). Espumas Ao vento é de uma candura magistral assim como A NATUREZA DAS COISAS e quase toda a obra de Acioly. Pena que foi-se tão cedo. E parece que o homi era de Goiana-PE. Tás vendo tu ?
João, gosto muito do Flávio José, porém ainda tem músicos de excelente qualidade, além de fiéis ao nosso Nordeste. Lutam o forró pé-de-serra, apesar do bombardeio do eletrônico. Maciel Melo e Petrúcio Amorim, por exemplo, fazem letras belíssimas, inclusive, é de Maciel, além de outras tantas, entre elas:
1- Identifico-me muito com esta, por motivos óbvios:
2 – Esta é de Maciel e Petrúcio e foi vencedora de um festival aqui, quando foi defendida por Nádia Maia:
Como vemos, amigos, são duas feras.
Abraços.
Magna
Eita, que eu não acabo não, hoje estou dizendo tudo partido: Caboclo Sonhador, postada por André é de autoria de Maciel Melo. Outra pérola cantada pelo Flávio José.
Eu também sou fã de nosso caruaruense Petrúcio Melo. “Cenário de Amor” e ‘Tareco e Mariola” são geniais ! “A lua malandrinha/pela brechinha da telha/fotografando meu cenário de amor” ou “Eu me criei/matando a fome com tareco e mariola/” E adiante: “Quem é você pra derramar meu munguzá ?”
Edgar, você deve saber o motivo da música Tareco e Mariola, não? Petrúcio Amorim conta no DVD: compôs, após ser recusado a tocar num palco de forró em Caruaru. Natural daquela cidade, pediu uma oportunidade ao organizador do evento, lembrando que era do Vassoral(salvo engano, bairro de lá), mas não houve espaço pra ele. Chegou em casa desiludido e compôs aquela obra-prima. Daí os versos:
“Eu não preciso de você,
o mundo é grande o destino me espera,
não é você que vai me dar na primavera
as flores lindas que sonhei no meu verão.
(…)
Eu me criei
matando a fome com tareco e mariola,
fazendo versos dedilhados na viola
por entre os becos do meu velho vassoural”.
Já Maciel Melo, homenageando sua mãe, canta, entre outros versos:
“És a rainha de um moleque
Traquino, trovador de travesuras
Tuas mágoas se afogam na costura
E a escritura te diz que o bem virá
Um poeta já disse Deus virá
Dou-te o nome Maria Fortaleza
Tua fé é sinônimo de grandeza
Em teu reino quem reina é o coração
(…)
Tú andaste muito mais que muitas léguas
Tú abriste as cancelas do destino
Te vististe com o manto do divino
Traçaste um futuro sem ter régua
Teu amor incansável não dá trégua
Teu silêncio arenga com o fracasso
E o sol ao cair deixa o mormaço
São seis horas e mais uma oração
E ainda compôs para o avô na mesma música:
“Pedro Gídio
Teus cavalos, teus burros, tuas éguas
Tão rinchando ao redor da tua cova
Vou tangendo com verso, e muita trova
Vou montando num eito de canções
Percorrendo os Brasis desses sertões
Sou discípulo fiel da tua filha
Sou o neto torto da família
Sou a crina da vida, eu sou você”
Lindo também é o poema que fez para o pai.
Enfim, meu amigo, são duas feras. Tive a oportunidade de assitir Maciel em show de cantoria com Xangai e Renato Teixeira. Emocionou a todos. Renato Teixeira ficou visivelmente impressionado.
Abraços!
Magna
Obrigado Magna. Também aprecio muito o Maciel Melo ( de Petrolina ? ). Quanto à explicação do Tareco e Mariola imaginava um desabafo amoroso. ‘Eu não preciso de você/O mundo é grande e o destino me espera/Não é você quem vai me dar na privavera/As flores lindas que sonhei no meu verão”. E depois aquela interpelação de um agressividade bem agreste: “quem é você pra derrubar meu munguzá ? Por isso na obra poética é melhor não termos a explicação do autor e a usarmos de acordo com nossa interpretação, não acha ?
Eu também tinha a mesma interpretação sua, Edgar. Certamente, os leitores ou ouvintes têm seu direito ao seu próprio entendimento. Não sei mais quem disse(talvez, Graciliano Ramos), mas eu mesma falo isso direto: depois que criamos, a criação passa a ter vida própria e o leitor(ou ouvinte) muitas vezes (e tem esse direito) interpreta (sente) como quiser, o que também muitas vezes está longe da intenção primeira.
Porém, confesso, adoro saber qual a motivação original. Sou bastante curiosa neste sentido. Também não me acanho o mesmo para quem me pergunta, ao menos, em alguns escritos.
Abração!.
Magna
Obs.: o SS vai ficar para amanhã, o dia hoje vai ser cheio de trabalho, graças a Deus.
A esse propósito – saber a origem da composição – ouvi, não sei se dele ou de Alcimar Monteiro – pois a composição é de ambos – a história daquela conhecida “Ela nem olhou pra mim”: “Passei horas no espelho/me arrumando o dia inteiro/e ela nem olhou pra mim”. Claro que essa é muito óbvia…
Flavio Jose me lembra o Sertão.E as lembranças de lá são sempre boas….:
Flávio José foi (ou É) a última coisa que presta que apareceu na música autenticamente nordestina (foi colega do Domingão do BB da PB). Espumas Ao vento é de uma candura magistral assim como A NATUREZA DAS COISAS e quase toda a obra de Acioly. Pena que foi-se tão cedo. E parece que o homi era de Goiana-PE. Tás vendo tu ?
João, gosto muito do Flávio José, porém ainda tem músicos de excelente qualidade, além de fiéis ao nosso Nordeste. Lutam o forró pé-de-serra, apesar do bombardeio do eletrônico. Maciel Melo e Petrúcio Amorim, por exemplo, fazem letras belíssimas, inclusive, é de Maciel, além de outras tantas, entre elas:
1- Identifico-me muito com esta, por motivos óbvios:
2 – Esta é de Maciel e Petrúcio e foi vencedora de um festival aqui, quando foi defendida por Nádia Maia:
Como vemos, amigos, são duas feras.
Abraços.
Magna
Corrigindo: gosto muito do Acioly Neto, embora goste muito também do Flávio José.
Eita, que eu não acabo não, hoje estou dizendo tudo partido: Caboclo Sonhador, postada por André é de autoria de Maciel Melo. Outra pérola cantada pelo Flávio José.
Eu também sou fã de nosso caruaruense Petrúcio Melo. “Cenário de Amor” e ‘Tareco e Mariola” são geniais ! “A lua malandrinha/pela brechinha da telha/fotografando meu cenário de amor” ou “Eu me criei/matando a fome com tareco e mariola/” E adiante: “Quem é você pra derramar meu munguzá ?”
Edgar, você deve saber o motivo da música Tareco e Mariola, não? Petrúcio Amorim conta no DVD: compôs, após ser recusado a tocar num palco de forró em Caruaru. Natural daquela cidade, pediu uma oportunidade ao organizador do evento, lembrando que era do Vassoral(salvo engano, bairro de lá), mas não houve espaço pra ele. Chegou em casa desiludido e compôs aquela obra-prima. Daí os versos:
“Eu não preciso de você,
o mundo é grande o destino me espera,
não é você que vai me dar na primavera
as flores lindas que sonhei no meu verão.
(…)
Eu me criei
matando a fome com tareco e mariola,
fazendo versos dedilhados na viola
por entre os becos do meu velho vassoural”.
Já Maciel Melo, homenageando sua mãe, canta, entre outros versos:
“És a rainha de um moleque
Traquino, trovador de travesuras
Tuas mágoas se afogam na costura
E a escritura te diz que o bem virá
Um poeta já disse Deus virá
Dou-te o nome Maria Fortaleza
Tua fé é sinônimo de grandeza
Em teu reino quem reina é o coração
(…)
Tú andaste muito mais que muitas léguas
Tú abriste as cancelas do destino
Te vististe com o manto do divino
Traçaste um futuro sem ter régua
Teu amor incansável não dá trégua
Teu silêncio arenga com o fracasso
E o sol ao cair deixa o mormaço
São seis horas e mais uma oração
E ainda compôs para o avô na mesma música:
“Pedro Gídio
Teus cavalos, teus burros, tuas éguas
Tão rinchando ao redor da tua cova
Vou tangendo com verso, e muita trova
Vou montando num eito de canções
Percorrendo os Brasis desses sertões
Sou discípulo fiel da tua filha
Sou o neto torto da família
Sou a crina da vida, eu sou você”
Lindo também é o poema que fez para o pai.
Enfim, meu amigo, são duas feras. Tive a oportunidade de assitir Maciel em show de cantoria com Xangai e Renato Teixeira. Emocionou a todos. Renato Teixeira ficou visivelmente impressionado.
Abraços!
Magna
Edgar, a história bem contadinha pelo próprio:
Obrigado Magna. Também aprecio muito o Maciel Melo ( de Petrolina ? ). Quanto à explicação do Tareco e Mariola imaginava um desabafo amoroso. ‘Eu não preciso de você/O mundo é grande e o destino me espera/Não é você quem vai me dar na privavera/As flores lindas que sonhei no meu verão”. E depois aquela interpelação de um agressividade bem agreste: “quem é você pra derrubar meu munguzá ? Por isso na obra poética é melhor não termos a explicação do autor e a usarmos de acordo com nossa interpretação, não acha ?
retioficando: “Quem é você pra derramar meu munguzá ?”
Eu também tinha a mesma interpretação sua, Edgar. Certamente, os leitores ou ouvintes têm seu direito ao seu próprio entendimento. Não sei mais quem disse(talvez, Graciliano Ramos), mas eu mesma falo isso direto: depois que criamos, a criação passa a ter vida própria e o leitor(ou ouvinte) muitas vezes (e tem esse direito) interpreta (sente) como quiser, o que também muitas vezes está longe da intenção primeira.
Porém, confesso, adoro saber qual a motivação original. Sou bastante curiosa neste sentido. Também não me acanho o mesmo para quem me pergunta, ao menos, em alguns escritos.
Abração!.
Magna
Obs.: o SS vai ficar para amanhã, o dia hoje vai ser cheio de trabalho, graças a Deus.
A esse propósito – saber a origem da composição – ouvi, não sei se dele ou de Alcimar Monteiro – pois a composição é de ambos – a história daquela conhecida “Ela nem olhou pra mim”: “Passei horas no espelho/me arrumando o dia inteiro/e ela nem olhou pra mim”. Claro que essa é muito óbvia…